A Substância
Média
3,0
1159 notas

469 Críticas do usuário

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Ricardo L.
Ricardo L.

63.294 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de dezembro de 2024
Um dos grandes filmes de 2024! Um terror de qualidade com ótimas performances e um roteiro simples e de fácil entendimento.
Nelson J
Nelson J

51.035 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 4 de março de 2025
Percebo muita generosidade na avaliação deste filme. A ideia de crítica a busca da juventude permanente e da objetificação da muleher é super atual e válida. Ocorre que o filme se arrasta por desnecessários 140 minutos e repetições incansáveis, passando pelo terror c, bizarrices e trash, contaminando a ideia importante do filme. A ideia de 2 expressões corporais da mesma identidade não funciona, pois são 2 pessoas interdependentes e que possuem condições e objetivos distintos e adequados a sua realidade. Apesar de tudo, vale a pena ser visto.
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.008 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 3 de dezembro de 2024
"A Substância" impressiona pela combinação de uma direção ousada, performances brilhantes e uma narrativa que alia crítica social e horror de forma perturbadora e inesquecível.

Vencedor da Palma de Ouro de Melhor Roteiro no Festival de Cannes 2024, "A Substância" é uma fábula de terror que mistura críticas ao etarismo em Hollywood com uma reflexão inquietante sobre a obsessão pela juventude. Coralie Fargeat, conhecida por seu trabalho impactante em "Vingança" (2017), entrega uma obra visualmente ousada, homenageando clássicos do gênero como "Carrie", "O Enigma de Outro Mundo" e "A Mosca".

Demi Moore entrega uma atuação transformadora como Elisabeth Sparkle, uma ex-estrela lutando para se manter relevante em um ambiente implacável. Após uma reviravolta em sua carreira, ela se depara com uma oportunidade misteriosa que promete mudar sua vida, mas que vem acompanhada de consequências inesperadas. A partir daí, a trama se desenrola em uma narrativa tensa e inquietante, explorando ambição, identidade e os limites do desejo pela juventude.

Com 141 minutos de duração, o filme é hipnotizante, combinando uma direção impecável, atuações brilhantes (incluindo Dennis Quaid em um papel intenso) e uma cinematografia inovadora de Benjamin Kracun. É uma experiência bizarra, angustiante e perturbadora, que dialoga explicitamente com o cinema de Cronenberg e reafirma o talento de Fargeat como uma das grandes vozes do terror contemporâneo. Imperdível.
Jackson A L
Jackson A L

13.705 seguidores 1.245 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 25 de maio de 2025
Excelente filme com atuação épica de Demi Moore e Margaret Qualley. A autodestruição ocasionada pela busca incessante da beleza a qualquer custo pode trazer efeitos irreparáveis. É engraçado que vemos artistas recorrendo a inúmeras plásticas e "demonizações" faciais que desfiguram totalmente o rosto e agem como se fossem uma "Sue", resgatando uma nova personalidade ou pessoa, não percebendo que só estão fazendo mal a si próprias, por sua conta e risco, já os padrões de beleza atuais reforçam a necessidade de não poder e não ter o direito de envelhecer com dignidade.

spoiler: Elisabeth correndo daquele jeito parecia aqueles filmes de zumbis velocistas kkk, poderiam ter deixado ela, com movimentações de uma senhora kkk, mas é um ótimo filme.
Rodrigo Gomes
Rodrigo Gomes

6.171 seguidores 974 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de setembro de 2024
Uau! Um crítica social contemporânea perfeita! Até onde vamos pela perfeição corporal? Qual o preço a pagar pela aceitação? Atuação e caracterização impecáveis. Demi esta magnífica. O final é um pouco trash, mas nem por isso desmerece todo o enredo. Um dos melhores e mais originais dos últimos tempos.
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de outubro de 2024
Pena que não soube a hora de parar... o final poderia ser mais "realístico" dentro da proposta, mais dark e menos gore. Mas é top.
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 14 de novembro de 2024
Enquanto eu assistia “A Substância”, filme dirigido e escrito por Coralie Fargeat, me lembrei muito do conceito de grotesco. Normalmente, esta é uma palavra ligada ao sentido do que é bizarro e/ou extravagante. Porém, na realidade, este é um termo que, principalmente durante a era Renascentista, encontrou seu cerne no retrato da natureza mutante dos corpos, admitindo as formas consideradas monstruosas como manifestações exuberantes da força criadora.

Ou seja, existe muito do grotesco no relato da história da atriz Elizabeth Sparkle (Demi Moore), uma figura pública da televisão norte-americana, popularizada em um programa que retrata sua rotina de exercícios. Assim como muitas outras personalidades do mundo do entretenimento, Elizabeth sofreu com a passagem do tempo, com o fato de ser considerada “velha” e é uma questão de tempo até ela ser demitida e substituída por alguém mais jovem, que possa atrair uma nova audiência.

É aqui que entra “A Substância” que o título do filme se refere. Ela é um tratamento médico experimental que promete uma versão melhor de você mesma. É assim que Elizabeth dá vida a Sue (Margaret Qualley). As duas são uma extensão da outra e existe um equilíbrio entre elas que deve ser respeitado.

Como respeitar esse equilíbrio num mundo de vaidades, de ambição, de ciúme, de invejae de competição excessiva? Por meio do retrato da relação “médico x monstro” que se estabelece entre Elizabeth e Sue, “A Experiência” destila a sua crítica a um mundo que exige de nós a perfeição em todos os nossos campos de atuação.

O grotesco, em “A Substância”, está na forma como o corpo feminino é retratado, na maneira como a comida é mostrada, em como essas mulheres se submetem aos maiores absurdos devido a um ponto de vista e a um mundo dominado por homens, no banho de sangue que escancara a hipocrisia de uma sociedade preocupada com as aparências, e, principalmente, na compreensão definitiva de que a sua melhor versão, no caso de Elizabeth, na verdade, é uma aberração sem controle!

No final, uma pergunta deixa a reflexão: vale a pena se sujeitar a tudo isso para prolongar os seus cinco minutos de fama?
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 896 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de novembro de 2024
Na trama acompanhamos a ex-estrela de cinema Elisabeth Sparkle (Demi Moore), que após ser esquecida pela indústria cinematográfica de Hollywood, acaba tendo uma sobrevida profissional como apresentadora de um programa de ginástica. Mas a emissora acaba preferindo substitui-la por alguém mais jovem. Entre em cena a substância misteriosa, que promete criar "uma versão melhor de você". Logo após tomar tal substância Elisabeth acaba tendo "a luz" uma garota de aproximadamente 20 anos, Sue (Margaret Qualley). A partir disso, a problemática do filme começa, pois enquanto uma está em vida, a outra adormece, mas ambas tem um prazo de 7 dias para deixar um do corpos se regenerar. O filme é longo (2 horas e 30), mas podemos dizer que é pura dinamite e muito visceral. É um filme na qual não temos descanso e as cenas grotescas e bizarras vão aparecendo gradativamente para pior, a ponto de nos questionamos o que vem ainda por aí. O filme de Coralie Fargeat fez muito bem tal construção e teve um bom folego para uma obra de ficção. Fargeat abusa no bom sentido, as tomadas em câmera lenta, os ângulos para expor os corpos femininos. Destacamos ainda as boas atuações de Margaret Qualley e de Demi Moore. Por fim, o filme tem uma critica social bastante atual, até aonde vamos para obtermos um corpo perfeito. Não somos nos escravos do nosso próprio corpo? Até que ponto estamos a contorcer o nosso próprio corpo para se humilhar?
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 509 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de novembro de 2024
Sinopse:
Elisabeth Sparkle, renomada por um programa de aeróbica, enfrenta um golpe devastador quando seu chefe a demite. Em meio ao seu desespero, um laboratório lhe oferece uma substância que promete transformá-la em uma versão aprimorada.

Crítica:
O filme "Substância", dirigido por Coraline Fargeat, é uma obra fascinante que mergulha nas complexidades da identidade e na pressão social, especialmente no contexto da imagem feminina. A história de Elisabeth Sparkle, uma renomada instrutora de aeróbica que se vê repentinamente despojada de seu status, é uma representação poderosa dos desafios enfrentados por muitas mulheres na busca incessante pela aceitação e pelo sucesso.

Fargeat dirige com uma sensibilidade única, equilibrando elementos de drama e ficção científica. A narrativa evolui de maneira envolvente, mantendo o espectador intrigado ao explorar o que significa ser "aprimorada". A substância oferecida a Elisabeth não é apenas uma solução mágica; serve como uma metáfora para as pressões que a sociedade impõe às mulheres em relação à aparência e ao desempenho.

As atuações são notáveis, especialmente a de Elisabeth, que captura perfeitamente a fragilidade e a determinação de sua personagem. O desenvolvimento emocional ao longo do filme é habilmente construído, levando o público a refletir sobre sua própria relação com imperfeições e idealizações.

Visualmente, "Substância" é um deleite, com cores vibrantes e uma estética que complementa a temática de transformação e renovação. A trilha sonora pulsante amplifica a energia, especialmente nas cenas de aeróbica, trazendo um ar de euforia e desespero simultaneamente.

Fargeat também utiliza a narrativa para criticar a cultura de "modernidade líquida", onde a adaptação e a mudança são constantes, e muitas vezes exigidas. "Substância" desafia o espectador a questionar até que ponto estamos dispostos a ir para nos encaixar em moldes que a sociedade nos impõe.

Em suma, "Substância" é mais do que um simples filme sobre transformação física; é uma visita ao interior de uma mulher lidando com a perda e a reinvenção. Coraline Fargeat entrega uma obra instigante que inspira debates sobre autoconfiança, direitos das mulheres e o que realmente significa ser “suficientemente boa” em um mundo que frequentemente nos diz o contrário. É uma experiência cinematográfica reflexiva e empoderadora, digna de ser apreciada.
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 22 de novembro de 2024
Entendo a crítica, a mensagem que o filme passa, mas é isso só. Um filme thrash, que tem o objetivo de chocar e até consta com bons atores que merecem ser muito elogiados porque se encaixaram muito bem no papel, mas é fraco, sem conteúdo, exagerado.
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