A Substância
Média
3,0
1158 notas

469 Críticas do usuário

5
57 críticas
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64 críticas
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46 críticas
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Ricardo L.
Ricardo L.

63.294 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de dezembro de 2024
Um dos grandes filmes de 2024! Um terror de qualidade com ótimas performances e um roteiro simples e de fácil entendimento.
Nelson J
Nelson J

51.035 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 4 de março de 2025
Percebo muita generosidade na avaliação deste filme. A ideia de crítica a busca da juventude permanente e da objetificação da muleher é super atual e válida. Ocorre que o filme se arrasta por desnecessários 140 minutos e repetições incansáveis, passando pelo terror c, bizarrices e trash, contaminando a ideia importante do filme. A ideia de 2 expressões corporais da mesma identidade não funciona, pois são 2 pessoas interdependentes e que possuem condições e objetivos distintos e adequados a sua realidade. Apesar de tudo, vale a pena ser visto.
Jackson A L
Jackson A L

13.705 seguidores 1.245 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 25 de maio de 2025
Excelente filme com atuação épica de Demi Moore e Margaret Qualley. A autodestruição ocasionada pela busca incessante da beleza a qualquer custo pode trazer efeitos irreparáveis. É engraçado que vemos artistas recorrendo a inúmeras plásticas e "demonizações" faciais que desfiguram totalmente o rosto e agem como se fossem uma "Sue", resgatando uma nova personalidade ou pessoa, não percebendo que só estão fazendo mal a si próprias, por sua conta e risco, já os padrões de beleza atuais reforçam a necessidade de não poder e não ter o direito de envelhecer com dignidade.

spoiler: Elisabeth correndo daquele jeito parecia aqueles filmes de zumbis velocistas kkk, poderiam ter deixado ela, com movimentações de uma senhora kkk, mas é um ótimo filme.
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 14 de novembro de 2024
Enquanto eu assistia “A Substância”, filme dirigido e escrito por Coralie Fargeat, me lembrei muito do conceito de grotesco. Normalmente, esta é uma palavra ligada ao sentido do que é bizarro e/ou extravagante. Porém, na realidade, este é um termo que, principalmente durante a era Renascentista, encontrou seu cerne no retrato da natureza mutante dos corpos, admitindo as formas consideradas monstruosas como manifestações exuberantes da força criadora.

Ou seja, existe muito do grotesco no relato da história da atriz Elizabeth Sparkle (Demi Moore), uma figura pública da televisão norte-americana, popularizada em um programa que retrata sua rotina de exercícios. Assim como muitas outras personalidades do mundo do entretenimento, Elizabeth sofreu com a passagem do tempo, com o fato de ser considerada “velha” e é uma questão de tempo até ela ser demitida e substituída por alguém mais jovem, que possa atrair uma nova audiência.

É aqui que entra “A Substância” que o título do filme se refere. Ela é um tratamento médico experimental que promete uma versão melhor de você mesma. É assim que Elizabeth dá vida a Sue (Margaret Qualley). As duas são uma extensão da outra e existe um equilíbrio entre elas que deve ser respeitado.

Como respeitar esse equilíbrio num mundo de vaidades, de ambição, de ciúme, de invejae de competição excessiva? Por meio do retrato da relação “médico x monstro” que se estabelece entre Elizabeth e Sue, “A Experiência” destila a sua crítica a um mundo que exige de nós a perfeição em todos os nossos campos de atuação.

O grotesco, em “A Substância”, está na forma como o corpo feminino é retratado, na maneira como a comida é mostrada, em como essas mulheres se submetem aos maiores absurdos devido a um ponto de vista e a um mundo dominado por homens, no banho de sangue que escancara a hipocrisia de uma sociedade preocupada com as aparências, e, principalmente, na compreensão definitiva de que a sua melhor versão, no caso de Elizabeth, na verdade, é uma aberração sem controle!

No final, uma pergunta deixa a reflexão: vale a pena se sujeitar a tudo isso para prolongar os seus cinco minutos de fama?
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de outubro de 2024
Pena que não soube a hora de parar... o final poderia ser mais "realístico" dentro da proposta, mais dark e menos gore. Mas é top.
Rodrigo Gomes
Rodrigo Gomes

6.171 seguidores 973 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de setembro de 2024
Uau! Um crítica social contemporânea perfeita! Até onde vamos pela perfeição corporal? Qual o preço a pagar pela aceitação? Atuação e caracterização impecáveis. Demi esta magnífica. O final é um pouco trash, mas nem por isso desmerece todo o enredo. Um dos melhores e mais originais dos últimos tempos.
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de dezembro de 2024
A Substância marca o retorno do body horror, um gênero quase esquecido que agora ressurge com força no mainstream. O filme é bom, cinematograficamente acima da média atual, e se destaca por não ceder à bunda-molice: é asqueroso e entrega um gore de qualidade. A diretora francesa — só podia ser europeia — bebe de várias fontes para compor sua obra, como Cisne Negro, O Iluminado, Possessão e, principalmente, os clássicos de David Cronenberg, que certamente curtiu demais este longa.
O início é hipercriativo. As duas introduções, primeiro da substância e depois da protagonista, são curtas e inteligentes. A cena inicial, estrelando o "produto", é brilhante e já dá o tom do que está por vir: uma direção centralizadora, muita luz artificial, planos abertos e uma trilha sonora que mescla eletrônica com música clássica criam a atmosfera de desconforto perfeita. Cenários e elenco de apoio caricatos reforçam a ideia de que estamos diante de uma ficção científica.
Demi Moore entrega uma atuação de primeira linha, especialmente no trabalho corporal, enquanto Margaret Qualley, interpretando o "outro lado" de sua personagem, mantém o nível alto. A agressividade do filme é um dos pontos mais marcantes: close-ups de injeções, feridas expostas, corpos em decomposição e pele caindo culminam em um ápice tragicômico que realça o lirismo grotesco da obra.
Embora não seja perturbador a ponto de traumatizar, o filme incomoda em algumas cenas. Ele é longo e repetitivo, dividido em quatro atos extensos que prolongam sua conclusão. Algumas sequências parecem ter sido adicionadas posteriormente, como ideias surgidas na pós-produção. Isso não chega a estragar a experiência, mas a torna mais cansativa do que o necessário.
Um dos grandes méritos do longa é seu lado crítico, abordando questões como etarismo, sexualização e renovação. A diretora explora essas temáticas através do horror, sem chatice de sem forçar diálogos ou cenas expositivas. Há um pouco disso, mas nada que prejudique o ritmo. A obra pode ser apreciada tanto como um filme de terror, que funciona muito bem, quanto como uma ficção científica que, apesar de às vezes parecer uma colcha de retalhos, se sustenta como uma expressão de arte grotesca.
Para os fãs de terror no estilo trash body horror dos anos 80, A Substância será um prato cheio. Nota: 8/10.
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.008 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 3 de dezembro de 2024
"A Substância" impressiona pela combinação de uma direção ousada, performances brilhantes e uma narrativa que alia crítica social e horror de forma perturbadora e inesquecível.

Vencedor da Palma de Ouro de Melhor Roteiro no Festival de Cannes 2024, "A Substância" é uma fábula de terror que mistura críticas ao etarismo em Hollywood com uma reflexão inquietante sobre a obsessão pela juventude. Coralie Fargeat, conhecida por seu trabalho impactante em "Vingança" (2017), entrega uma obra visualmente ousada, homenageando clássicos do gênero como "Carrie", "O Enigma de Outro Mundo" e "A Mosca".

Demi Moore entrega uma atuação transformadora como Elisabeth Sparkle, uma ex-estrela lutando para se manter relevante em um ambiente implacável. Após uma reviravolta em sua carreira, ela se depara com uma oportunidade misteriosa que promete mudar sua vida, mas que vem acompanhada de consequências inesperadas. A partir daí, a trama se desenrola em uma narrativa tensa e inquietante, explorando ambição, identidade e os limites do desejo pela juventude.

Com 141 minutos de duração, o filme é hipnotizante, combinando uma direção impecável, atuações brilhantes (incluindo Dennis Quaid em um papel intenso) e uma cinematografia inovadora de Benjamin Kracun. É uma experiência bizarra, angustiante e perturbadora, que dialoga explicitamente com o cinema de Cronenberg e reafirma o talento de Fargeat como uma das grandes vozes do terror contemporâneo. Imperdível.
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 22 de novembro de 2024
Entendo a crítica, a mensagem que o filme passa, mas é isso só. Um filme thrash, que tem o objetivo de chocar e até consta com bons atores que merecem ser muito elogiados porque se encaixaram muito bem no papel, mas é fraco, sem conteúdo, exagerado.
Thiago Petherson
Thiago Petherson

168 seguidores 259 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 16 de novembro de 2024
O filme começa como uma grata surpresa, com um ritmo frenético e um soco no estômago dessa sociedade etarista, especialmente no que diz respeito às mulheres. Demi Moore brilha no início, e o filme claramente faz alusão à sua própria trajetória em Hollywood. Uma atriz que começou com força, mas que, ao longo dos anos, foi relegada a papéis menores, à medida que as grandes produções passaram a priorizar atrizes mais jovens para os papéis maiores. Essa é, inclusive, a essência da história que envolve a protagonista do filme. (PS: Qualquer semelhança não é mera coincidência).

Porém, à medida que a trama avança, o filme entra em uma espiral de acontecimentos surreais, mergulhando no gore e seguindo um caminho que, pessoalmente, não me agrada. Em certo ponto, Demi Moore perde o protagonismo, cedendo espaço à excelente Margaret Qualley. Sua atuação é muito boa, mesmo com diálogos limitados, entregando uma expressividade corporal impressionante. O trabalho artístico em sua personagem é algo digno de elogios.

Por outro lado, a exposição do corpo feminino em demasia vai de encontro à proposta do filme. Embora o enredo torne essa abordagem necessária em alguns momentos, acredito que a direção poderia ter preservado mais as atrizes, especialmente Moore.

O roteiro tem suas falhas, deixando algumas pontas soltas e muitas questões à livre interpretação do espectador. Ainda assim, vale destacar a performance de Dennis Quaid, que interpreta de forma convincente um agente canastrão e caricato. Seu papel serve como um alívio cômico em meio ao peso e à violência gráfica do filme.

Falando sobre premiações para Demi Moore, que têm sido especuladas pela crítica, acredito que não venham a se concretizar. Primeiro, porque a academia raramente premia atuações em filmes desse gênero. Segundo, porque, na minha opinião, Margaret Qualley teve um desempenho mais destacado que o da própria Moore.

A Substância é um bom filme, mas poderia ter entregado mais. Os exageros e o foco excessivo no gore diminuem o impacto da história, que, se contada de forma mais séria e menos gráfica, poderia alcançar maior relevância e, quem sabe, até mesmo premiações.
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