A Substância
Média
3,0
1156 notas

469 Críticas do usuário

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Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 14 de novembro de 2024
Enquanto eu assistia “A Substância”, filme dirigido e escrito por Coralie Fargeat, me lembrei muito do conceito de grotesco. Normalmente, esta é uma palavra ligada ao sentido do que é bizarro e/ou extravagante. Porém, na realidade, este é um termo que, principalmente durante a era Renascentista, encontrou seu cerne no retrato da natureza mutante dos corpos, admitindo as formas consideradas monstruosas como manifestações exuberantes da força criadora.

Ou seja, existe muito do grotesco no relato da história da atriz Elizabeth Sparkle (Demi Moore), uma figura pública da televisão norte-americana, popularizada em um programa que retrata sua rotina de exercícios. Assim como muitas outras personalidades do mundo do entretenimento, Elizabeth sofreu com a passagem do tempo, com o fato de ser considerada “velha” e é uma questão de tempo até ela ser demitida e substituída por alguém mais jovem, que possa atrair uma nova audiência.

É aqui que entra “A Substância” que o título do filme se refere. Ela é um tratamento médico experimental que promete uma versão melhor de você mesma. É assim que Elizabeth dá vida a Sue (Margaret Qualley). As duas são uma extensão da outra e existe um equilíbrio entre elas que deve ser respeitado.

Como respeitar esse equilíbrio num mundo de vaidades, de ambição, de ciúme, de invejae de competição excessiva? Por meio do retrato da relação “médico x monstro” que se estabelece entre Elizabeth e Sue, “A Experiência” destila a sua crítica a um mundo que exige de nós a perfeição em todos os nossos campos de atuação.

O grotesco, em “A Substância”, está na forma como o corpo feminino é retratado, na maneira como a comida é mostrada, em como essas mulheres se submetem aos maiores absurdos devido a um ponto de vista e a um mundo dominado por homens, no banho de sangue que escancara a hipocrisia de uma sociedade preocupada com as aparências, e, principalmente, na compreensão definitiva de que a sua melhor versão, no caso de Elizabeth, na verdade, é uma aberração sem controle!

No final, uma pergunta deixa a reflexão: vale a pena se sujeitar a tudo isso para prolongar os seus cinco minutos de fama?
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de dezembro de 2024
A Substância marca o retorno do body horror, um gênero quase esquecido que agora ressurge com força no mainstream. O filme é bom, cinematograficamente acima da média atual, e se destaca por não ceder à bunda-molice: é asqueroso e entrega um gore de qualidade. A diretora francesa — só podia ser europeia — bebe de várias fontes para compor sua obra, como Cisne Negro, O Iluminado, Possessão e, principalmente, os clássicos de David Cronenberg, que certamente curtiu demais este longa.
O início é hipercriativo. As duas introduções, primeiro da substância e depois da protagonista, são curtas e inteligentes. A cena inicial, estrelando o "produto", é brilhante e já dá o tom do que está por vir: uma direção centralizadora, muita luz artificial, planos abertos e uma trilha sonora que mescla eletrônica com música clássica criam a atmosfera de desconforto perfeita. Cenários e elenco de apoio caricatos reforçam a ideia de que estamos diante de uma ficção científica.
Demi Moore entrega uma atuação de primeira linha, especialmente no trabalho corporal, enquanto Margaret Qualley, interpretando o "outro lado" de sua personagem, mantém o nível alto. A agressividade do filme é um dos pontos mais marcantes: close-ups de injeções, feridas expostas, corpos em decomposição e pele caindo culminam em um ápice tragicômico que realça o lirismo grotesco da obra.
Embora não seja perturbador a ponto de traumatizar, o filme incomoda em algumas cenas. Ele é longo e repetitivo, dividido em quatro atos extensos que prolongam sua conclusão. Algumas sequências parecem ter sido adicionadas posteriormente, como ideias surgidas na pós-produção. Isso não chega a estragar a experiência, mas a torna mais cansativa do que o necessário.
Um dos grandes méritos do longa é seu lado crítico, abordando questões como etarismo, sexualização e renovação. A diretora explora essas temáticas através do horror, sem chatice de sem forçar diálogos ou cenas expositivas. Há um pouco disso, mas nada que prejudique o ritmo. A obra pode ser apreciada tanto como um filme de terror, que funciona muito bem, quanto como uma ficção científica que, apesar de às vezes parecer uma colcha de retalhos, se sustenta como uma expressão de arte grotesca.
Para os fãs de terror no estilo trash body horror dos anos 80, A Substância será um prato cheio. Nota: 8/10.
Catherini Souza
Catherini Souza

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de setembro de 2024
Melhor filme do ano até o momento. Tira o fôlego do início ao fim e prende o olhar na tela. As sensações físicas despertadas ao longo do filme demoram bastante tempo para deixar de fazer efeito. Um filme absurdamente inesquecível, vale cada segundo de vida assistindo.
Bugayrelogo
Bugayrelogo

6 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de novembro de 2024
eu adoreeeei. filme ótimo.
a forma como a moça sendo “velha” era linda, mas essa pressão de ser bonita e jovem pra sempre, subiu a cabeça dela. isso a arruinou. amei.
Paulo Cesar
Paulo Cesar

2 seguidores 11 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de julho de 2025
Começa com uma crítica social profunda, repleta de simbolismo e mensagens subliminares, porém surpreende ao conduzir o desfecho por um caminho inesperado. É uma experiência interessante e surpreendente.
Clara Maciel
Clara Maciel

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 4 de janeiro de 2025
Filme desconcertante de tão ruim! É apelativo e nojento como fim em si mesmo, porque a crítica é rasa, uma vez que se quisessem criticar o estarismo e a vaidade em hollywood mil vezes melhor que realizassem um filme a altura de Crepúsculo dos Deuses em que esses dilemas fossem retratados de maneira humana e reflexiva e não de maneira tão abjeta e escatológico.
elias j.
elias j.

2 seguidores 12 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 8 de janeiro de 2025
Filme muito estranho, para não dizer bizarro, tem uma ideia atual e que precisa ser mais abordada, mas como foi nesse filme, acaba se perdendo, assim como as cenas desconexas. Demi Moore, Denis Quaid e Margaret Quailey atuam brilhantemente, fora isso nada mais a acrescentar. Ah! Demi ganhou Globo de Ouro na categoria Melhor atriz comédia ou musical? Para mim esse filme é terror.
Niéri Svensson
Niéri Svensson

6 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 7 de outubro de 2024
É um filme bem impactante e crítico ao etarismo e desprezo a identidade. Tem muitas referências a outros filmes e as atuações das atrizes estão muito boas.
Alberto Saulo
Alberto Saulo

1 seguidor 79 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 15 de maio de 2025
Filosofia e crítica social como filme falha desastrosamente, porque a personagem só faz escolha e que contrária qualquer senso de inteligência de quem tá assistindo. Quem gostou,amigo que tipo de merda você gosta!?
Paulo
Paulo

1 crítica Seguir usuário

1,0
Enviada em 26 de janeiro de 2025
Um episódio bem ruim do Black Mirror... Kkkk
Brincadeiras a parte é tipo isso, conceito poético do cinema moderno bem aplicado porém mau dirigido. Atuações medianas e sinceramente não é um filme de concorrer ao Oscar.
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