A Substância
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3,0
1158 notas

469 Críticas do usuário

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anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 23 de dezembro de 2024
Coralie Fargeat, conhecida por sua abordagem visceral ao cinema, entrega em The Substance uma obra que não apenas reforça sua assinatura criativa, mas também eleva o gênero de terror corporal a novos patamares de grotesco e relevância temática. Estrelado por Demi Moore, Margaret Qualley e Dennis Quaid, o filme combina uma narrativa perturbadora com uma crítica mordaz às obsessões contemporâneas com juventude, fama e perfeição estética. A seguir, exploraremos como o filme constrói sua mensagem, analisando seus méritos, escolhas estéticas e implicações culturais.

O enredo acompanha Elisabeth Sparkle, uma celebridade decadente que, ao sucumbir à pressão da indústria e à obsessão com a juventude, recorre a uma substância ilícita que cria uma versão mais jovem de si mesma, Sue. Essa premissa, aparentemente simples, desdobra-se em uma espiral de horror psicológico e físico, com ambas as versões de Elisabeth entrando em conflito. A transformação literal do corpo e a deterioração progressiva servem como uma metáfora potente para a luta interna de Elisabeth com sua identidade e o desespero por relevância.

Fargeat constrói um retrato angustiante do culto à juventude. O relacionamento simbiótico e, posteriormente, antagônico entre Elisabeth e Sue expõe como a busca pela perfeição pode se transformar em autossabotagem. A narrativa explora o vazio existencial que acompanha a superficialidade da fama, demonstrando que a obsessão com a aparência pode corroer tanto o corpo quanto a alma.

O uso extensivo de maquiagem protética e efeitos práticos é um dos pontos altos do filme. Projetado por Pierre-Olivier Persin, o visual grotesco e hiper-realista das transformações corporais de Elisabeth e Sue encapsula perfeitamente o terror corporal. A escolha de empregar 21.000 litros de sangue falso e uma variedade de marionetes e manequins enfatiza a visceralidade do filme, criando um espetáculo visual que perturba e fascina.

A sequência final, onde a fusão grotesca de Elisabeth e Sue resulta no “Monstro Elisasue”, é um marco do gênero. O caos que essa criatura desencadeia em um estúdio de TV lotado simboliza a falência completa de um sistema que glorifica a juventude e descarta o envelhecimento. As imagens, ao mesmo tempo absurdas e aterrorizantes, são um lembrete brutal da inutilidade de lutar contra a passagem do tempo.

Fargeat opta por uma abordagem de roteiro que minimiza os diálogos em favor de descrições visuais detalhadas, permitindo que os atores transmitam a narrativa principalmente por meio de suas performances físicas. Demi Moore oferece uma interpretação comovente e multifacetada, capturando a fragilidade e o desespero de Elisabeth. Margaret Qualley, por sua vez, encarna Sue com um hedonismo arrogante que contrasta de forma contundente com a autodepreciação de Elisabeth.

Essa escolha narrativa, embora arriscada, reforça o impacto emocional do filme, pois obriga o espectador a imergir no mundo psicológico e físico das protagonistas. O silêncio, pontuado pela trilha sonora sombria de Raffertie, intensifica a sensação de isolamento e decadência.

A força de The Substance reside na sua capacidade de operar simultaneamente como um filme de terror e uma crítica social. A obra desmascara a cultura de consumo que explora inseguranças individuais, particularmente no que diz respeito à aparência e ao envelhecimento. Ao transformar Elisabeth em um monstro literal, o filme ressalta como a sociedade trata o envelhecimento feminino como algo abjeto e descartável.

Além disso, o retrato de Harvey, o produtor manipulador, serve como uma crítica à misoginia sistêmica de Hollywood, onde mulheres maduras frequentemente enfrentam rejeição e substituição por versões mais jovens de si mesmas. Essa dinâmica é exacerbada pela própria Sue, que, mesmo sendo uma criação de Elisabeth, representa a juventude idealizada que contribui para a ruína de sua criadora.

Embora The Substance seja amplamente bem-sucedido, alguns espectadores podem encontrar dificuldades na sua estrutura narrativa não convencional e no final ambíguo. O filme exige um envolvimento ativo do público, o que pode alienar aqueles que esperam um terror mais tradicional. Além disso, a dependência de imagens grotescas pode ofuscar, para alguns, a profundidade da mensagem social.

No entanto, essas escolhas são coerentes com a visão de Fargeat, que utiliza o choque visual e emocional para transmitir seu ponto. Em vez de oferecer respostas fáceis, o filme desafia o público a confrontar suas próprias ansiedades e preconceitos sobre envelhecimento, identidade e beleza.

The Substance não é apenas um filme de terror; é uma experiência visceral que combina narrativa, estética e crítica social em uma obra singular. Coralie Fargeat entrega um trabalho ousado que desafia convenções de gênero e convida o espectador a refletir sobre os horrores do culto à juventude e da superficialidade. Com performances notáveis, efeitos visuais impressionantes e uma mensagem poderosa, o filme se consolida como uma obra-prima do terror corporal e uma das críticas mais incisivas à indústria do entretenimento contemporâneo.
Beatriz D'Aurea
Beatriz D'Aurea

2 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 16 de janeiro de 2025
Horrível, pois:
- É um filme arrastado, com cenas lentas desnecessárias, pois toda a ideia já é demonstrada anteriormente. Assim, o espectador fica o tempo inteiro pensando "Já entendi! Vá para o próximo tópico!"
- A primeira metade é completamente previsível. Já a segunda parece só existir para torturar o espectador.
- Ele parte de um tema complexo que envolve objetificação feminina, etarismo e como a indústria lida com isso. No entanto, simplifica esse tema e o resume de tal modo que os primeiros dez minutos de filme dão conta. Após isso, há apenas a repetição da mesma ideia, mas de forma cada vez mais bizarra.
- O filme mostra cenas completamente repugnantes sem a mínima necessidade, apenas faz questão de ser cada vez mais nojento.
- Os personagens são completamente rasos. Tanto a protagonista, Elizabeth/Sue como os raros personagens secundários se resumem a estereótipos, nunca saem desses estereótipos nem se desenvolvem, mudam, evoluem.
- A história é tão chata e a protagonista tão mal desenvolvida que não é possível criar empatia nenhuma com ela, que se torna apenas insuportável. A partir do meio da história, só dá vontade de gritar para Elizabeth/Sue: "Você destruiu sua vida com a substância e não tem volta. Agora se mata! Acaba logo com essa porcaria de filme! Você não tem mais o que fazer!"
- É um terror que não assusta. Afinal, pela falta de desenvolvimento da personagem e da empatia com ela, o espectador não torce pela protagonista e todo o seu medo e sofrimento não o toca.
- Cenas que copiam vários filmes, como Iluminado, de maneira completamente tosca.
- A história não faz sentido por vários motivos, como o fato da a protagonista vive completamente sozinha, não tem uma moça da limpeza pra ver o corpo escondido no banheiro. Além disso, a Elisabeth/Sue, uma atriz, consegue aplicar a substância em sua veia, fazer suturas e outras coisas que só um médico conseguiria. Ademais, a mulher abre um buraco na parede do banheiro e surge um quarto. Outro fator é a empresa misteriosa da substância. Isso só para citar erros da 1a metade do filme, porque depois, não tente achar uma lógica, ela não existe.
- A história quebra suas próprias regras e pretextos, como quando a Elizabeth e a Sue ficam acordadas ao mesmo tempo e lutam entre si. Isso é contrário ao funcionamento da substância.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 895 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de novembro de 2024
Na trama acompanhamos a ex-estrela de cinema Elisabeth Sparkle (Demi Moore), que após ser esquecida pela indústria cinematográfica de Hollywood, acaba tendo uma sobrevida profissional como apresentadora de um programa de ginástica. Mas a emissora acaba preferindo substitui-la por alguém mais jovem. Entre em cena a substância misteriosa, que promete criar "uma versão melhor de você". Logo após tomar tal substância Elisabeth acaba tendo "a luz" uma garota de aproximadamente 20 anos, Sue (Margaret Qualley). A partir disso, a problemática do filme começa, pois enquanto uma está em vida, a outra adormece, mas ambas tem um prazo de 7 dias para deixar um do corpos se regenerar. O filme é longo (2 horas e 30), mas podemos dizer que é pura dinamite e muito visceral. É um filme na qual não temos descanso e as cenas grotescas e bizarras vão aparecendo gradativamente para pior, a ponto de nos questionamos o que vem ainda por aí. O filme de Coralie Fargeat fez muito bem tal construção e teve um bom folego para uma obra de ficção. Fargeat abusa no bom sentido, as tomadas em câmera lenta, os ângulos para expor os corpos femininos. Destacamos ainda as boas atuações de Margaret Qualley e de Demi Moore. Por fim, o filme tem uma critica social bastante atual, até aonde vamos para obtermos um corpo perfeito. Não somos nos escravos do nosso próprio corpo? Até que ponto estamos a contorcer o nosso próprio corpo para se humilhar?
Emanuel José Caetano Abud
Emanuel José Caetano Abud

2 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 28 de janeiro de 2025
O filme é horrível, uma mistura de Frankenstein, Drácula, A Mosca, Alien, o pior filme que assisti na minha vida!
Louis
Louis

10 seguidores 129 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de novembro de 2024
O filme A substância tem a mensagem da juventude eterna e a objetificação da mulher, a mensagem está bem presente no filme, As personagens Elizabeth interpretada por Demi Moore e Sue interpretada por Margaret Qualley são personagens muito boas e desenvolvidas, a atuação das atrizes está muito competente, a história do filme está muito bem feita e interessante, com cenas de Body Horror, o começo do meio do filme estava muito bem feito e interessante e te prende muito na história,mais já o final foi mediano, foi meio tosco mais foi bom, pois mostra que para ter juventude eterna custa um preço grave, a direção está muito competente. Em geral A substância é um filme que entrega em esquisitice, atuação, mensagem do filme e direção. Vale a Pena conferir!!!
Mafalda White
Mafalda White

7 seguidores 124 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 19 de outubro de 2024
O filme é uma boa metáfora para mulheres com problemas psicológicos graves. São duas pessoas habitando um corpo, sempre em constante busca pela perfeição. Deveria ser usado em cursos de psicologia.
Renata Cristina N.
Renata Cristina N.

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 11 de fevereiro de 2025
Filme horrível, perda de tempo, um dos piores filmes que já vi, não faz o menor sentido. O final é péssimo.
Iéri Maria Castro da Natividade
Iéri Maria Castro da Natividade

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 17 de fevereiro de 2025
Não gostei nenhum um pouco do filme. Assisti até o final achando que poderia melhorar, mas as cenas foram ficando ainda mais nojentas. Sério, uma Demi Moore que fez Ghost, atuando em uma porcaria dessa. Decepcionante!
Sebastian Silva
Sebastian Silva

6 seguidores 100 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de fevereiro de 2025
Eu amo muito a crítica social sobre a obsessão das pessoas em serem o centro das atenções através da aparência. A negligência da personagem para continuar seguindo o seu desejo insaciável foi muito bem interpretada e demonstrada. O final foi assustador, mas nos apresentou a decadência que é encontrada depois de tanto perseguir esta obsessão.

Filme muito bem planejado. Eu gostei.
Ricardo L.
Ricardo L.

63.294 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de dezembro de 2024
Um dos grandes filmes de 2024! Um terror de qualidade com ótimas performances e um roteiro simples e de fácil entendimento.
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