Guerra Civil
Média
3,2
576 notas

175 Críticas do usuário

5
24 críticas
4
26 críticas
3
19 críticas
2
23 críticas
1
35 críticas
0
48 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.008 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de dezembro de 2024
Uma obra visualmente impressionante que explora a polarização americana.
No maior projeto da A24, Alex Garland entrega um drama distópico e político ambientado em um futuro onde os EUA estão devastados por uma guerra civil. Kirsten Dunst e Wagner Moura lideram como jornalistas que cruzam estados fragmentados rumo a Washington, testemunhando horrores da polarização extrema.
Dunst brilha em uma personagem complexa, enquanto Moura tem seu melhor papel em Hollywood. Com atuações sólidas do elenco coadjuvante, o filme combina cenas de ação intensas com uma reflexão sobre os impactos da ideologia. Apesar de um final divisivo, é uma obra provocativa e visualmente poderosa.
Nelson J
Nelson J

51.036 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de abril de 2024
Filme muito atual sobre a polarização social e política nos Estados Unidos. Muita ação e ferocidade. Atores comtetentes, incluindo o Wagner Moura como destaque. Não perca!
DUDU SILVA
DUDU SILVA

78 seguidores 335 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 21 de abril de 2024
Com muita ação, adrenalina e tensão. Gueŕra civil vai deixar você muito tenso do começo ao fim. Alem de boas cenas de ação e um humor bem acertado
Juliana R
Juliana R

3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de abril de 2024
O filme traz a angustia de viver em meio a uma guerra civil, onde quem esta a frente da batalha muitas vezes não sabe ao menos o motivo de estar lutando, na qual as narrativas são diversas e o medo toma conta, o que leva o ser humano aos extremos de matar primeiro e perguntar depois. A polarização dos discursos não é o tema principal do filme, mas sim a falta de humanidade em meio a uma guerra.
O trabalho de som transporta o telespectador para dentro da história, a fotografia fica a cargo de sensibilizar e emocionar quem assiste.
O desenvolvimento dos personagens é passado ao longo do filme, sem grande profundidade e sem diálogos elaborados, tudo muito corrido, sem muitos cortes, no estilo documentário.
A atuação da Kirsten Dunst foi a mais envolvente, uma fotojornalista já cansada de tudo que viveu, mas ao conhecer uma jovem cheia de entusiamo pela carreira, começa a refletir seu papel em meio as histórias que presenciou.
Wagner Moura bom como sempre, mas seu personagem não se destaca.
Vale muito a pena assistir e sentir o que seria um pouco da sensação de viver em meio a uma guerra civil, na qual não importa mais o motivo, mas sim o desejo pela paz.
Dudu S.
Dudu S.

21 seguidores 71 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de abril de 2024
"Guerra Civil é um filme muito bom, que consegue criar uma grande ambientação ao retratar como seria uma guerra civil"

O estúdio A24 vem crescendo cada vez mais e, hoje em dia, é bastante conhecido, conseguindo competir com grandes estúdios de Hollywood. Seus filmes abordam uma grande diversidade de temas, e muitas pessoas veem os longas do estúdio como obras cults. Guerra Civil é mais um grande acerto da A24.

Qual a história de Guerra Civil?
Ambientado em um futuro não tão distante, quando uma guerra civil se instaura nos Estados Unidos. Neste cenário, uma equipe pioneira de jornalistas de guerra, onde estão Lee (Kirsten Dunst) e seu colega de trabalho Joel (Wagner Moura), viajam pelo país para registrar a dimensão e a situação de um cenário violento que tomou as ruas em uma rápida escalada, envolvendo toda a nação. No entanto, o trabalho de registro se transforma em uma guerra de sobrevivência quando eles também se tornam o alvo.

O roteiro do filme é bom. No início, somos apresentados ao mundo da narrativa, onde os Estados Unidos estão em Guerra Civil. Os personagens são rapidamente introduzidos e partem em uma jornada para Washington, onde enfrentam muitos perigos. Essa trajetória dos personagens é interessante, pois além de mostrar a situação nos Estados Unidos, permite que conheçamos os personagens um pouco melhor, principalmente Jessie (Cailee Spaeny), uma novata repórter que embarca na jornada junto com Lee e Joel. Jessie passa por uma grande transformação, aprendendo e enfrentando vários perigos, o que a faz ganhar experiência e perceber o quão perigoso pode ser o trabalho de um jornalista. Lee, por sua vez, é uma personagem bem desenvolvida, madura e experiente, ajudando Jessie a entender melhor o mundo ao qual ela aspira a ter sucesso nele. Joel também é interessante, mostrando os riscos que os jornalistas enfrentam para obter certas coisas. Ele é um dos principais motivos para a viagem, pois busca uma exclusiva com o presidente dos Estados Unidos (Nick Offerman). Uma das características interessantes do filme é a forma como retrata como as pessoas estão lidando com a Guerra Civil, incluindo uma cidade onde os moradores decidiram não se envolver no conflito. No entanto, uma falha do longa é a falta de contextualização. Em nenhum momento é explicado por que a Guerra Civil está ocorrendo, e quais foram suas causas ou razões para ela acontecer.

A direção de arte é muito boa. É criado um cenário semelhante ao de filmes distópicos, onde vemos vários carros abandonados no meio das estradas, além de destroços e destruição. Isso contribui eficazmente para mostrar a dimensão e a gravidade que a Guerra causou ao país.

O figurino dos personagens é adequado e se integra bem à narrativa. As roupas que eles usam são simples e confortáveis, mas nos momentos de perigo, eles usam capacetes e coletes à prova de balas para se protegerem.

A fotografia é boa. A iluminação é bem-feita. Utiliza-se luz dura nas cenas externas, o que ajuda a retratar fielmente os lugares pelos quais os personagens passam. Também emprega-se luz dura em momentos dramáticos e intensos, contribuindo para intensificar a atmosfera dessas cenas.

Os enquadramentos são muito bem utilizados e seguem o que a narrativa pede, auxiliando o espectador a se sentir imerso na guerra. São frequentemente utilizados Planos Gerais para contextualizar e mostrar o cenário afetado pela guerra. Além disso, esses Planos Gerais são amplamente empregados nas cenas de ação, proporcionando uma visão clara do movimento dos personagens.

Os planos fechados são bem utilizados, especialmente em momentos tensos, nos quais mostram as reações e os sentimentos dos personagens diante do que está acontecendo. Em alguns momentos, a fotografia confere ao filme um caráter documental, especialmente quando um dos personagens tira uma foto, e em seguida mostra-a como um registro do ocorrido.

A edição é boa. Logo na primeira cena, enquanto o presidente discursa, há cortes mostrando situações caóticas, evidenciando que o país está em guerra. A montagem cria um ótimo ritmo e mantém a continuidade entre os diversos cortes. Nas cenas mais tensas, são utilizados cortes rápidos para intensificar a atmosfera de tensão. Quando um personagem tira uma foto, há um corte mostrando o resultado, o que é muito bem empregado para dar peso a esses momentos e conferir um aspecto documental ao filme.

O trabalho de som do filme é excelente, contribuindo significativamente para a criação de uma atmosfera envolvente e para aumentar a tensão nos momentos adequados. A trilha sonora ajuda a intensificar a angústia das cenas, deixando o espectador nervoso. Além disso, existem momentos em que a ausência de música ou som é mais eficaz do que sua presença. Um desses momentos ocorre no início do filme, logo após uma explosão, onde não há trilha sonora ou som, exceto no instante em que a personagem tira uma foto do ocorrido e se ouve o barulho da câmera. A decisão de não incluir som funciona muito bem, criando um impacto ainda maior do que se houvesse.

Os atores desempenham bem seus papéis, especialmente Kirsten Dust, Wagner Moura e Cailee Spaeny. Kirsten Dust, através de sua excelente atuação, consegue retratar de forma convincente uma repórter experiente, familiarizada com os riscos da profissão e sabendo como lidar com diversas situações perigosas. Wagner Moura também entrega uma performance notável, demonstrando seu talento como um grande ator que tem potencial para crescer ainda mais em Hollywood. Sua atuação nos permite compreender a essência de seu personagem e como ele enfrenta os desafios perigosos junto aos outros personagens. Cailee Spaeny é uma grande surpresa. Ela entrega uma atuação excelente, conseguindo demonstrar de forma convincente a falta de experiência e vivência em situações de perigo. Através da atuação da atriz, podemos observar o amadurecimento gradual de sua personagem.

O longa é dirigido por Alex Garland, um diretor que em sua filmografia possui grandes obras, como ‘Ex Machina: Instinto Artificial’. Garland afirmou que não planeja dirigir no futuro próximo, o que sugere que ‘Guerra Civil’ pode ser seu último filme. Em sua mais recente obra, ele entrega uma direção excelente, criando uma estética e ambientação impressionantes, que fazem com que o espectador se sinta imerso na atmosfera da guerra.

Bem, ‘Guerra Civil’ é um filme muito bom e impactante. Apesar de faltar um pouco de desenvolvimento, o longa consegue criar uma ótima ambientação e diversos momentos de tensão, nos quais o espectador fica nervoso temendo o pior acontecer.
Ricardo L.
Ricardo L.

63.295 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de setembro de 2024
Wagner Moura e companhia entregam um filme de qualidade, com um roteiro muito bem construído e ação a medida certa, ressalvas para uma trilha mais forte.
Rodrigo Gomes
Rodrigo Gomes

6.171 seguidores 975 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 28 de abril de 2024
Intenso, forte, tenso e bem contextualizado. Sem grandes explicações, não necessárias, somos jogados em meio a uma guerra civil política arrasadora que não tem lado. Os protagonistas são impecáveis com Wagner Moura no auge, elevando nosso país mais uma vez a grandes produções, não que ele não tenha provado isso antes com o cinema nacional e Kirsten Dunst que apesar de costumeiros papéis medíocres, nesse se mostra incrível apenas com suas expressões. É um ótimo conjunto. A crítica social exata.
Gustavo Mansur
Gustavo Mansur

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de abril de 2024
Bom filme de Garland, que tira o espectador do conforto não dando um lado para se ter por quem torcer, não há bandidos ou mocinhos, e isso deve frustrar alguns acostumados aos Rambos da vida. Dunst passa bem a perspectiva da fotojornalista que já viu demais nesta vida, seu olhar é morto e cansado, e no confronto final do filme ela é abalada por estes fantasmas. A fotojornalista novata vivida por Spaeny, pela falta de experiência, se excita com adrenalina e se arrisca demais, mas na cena final não hesita e segue o ensinamento dado por Dunst a sua pergunta sobre a eterna questão ética do jornalismo, "interferir ou apenas registrar?". Wagner Moura esta excelente no papel do jornalista falastrão e malandro, que também se entrega a adrenalina da guerra mas sabe que ela cobra seu preço. A cena do encontro com o guerrilheiro Plemmons é épica e faz pensar bastante. O final também é icônico, principalmente pensando o jornalismo e o fotojornalismo, vale tudo mesmo por uma foto? Por uma matéria? Quais são os limites éticos? No filme várias questões ficam sem resposta, mas não é assim uma guerra? Nenhuma guerra contará toda verdade, pois a história é sempre escrita apenas por uma lado, o dos vencedores.
NerdCall
NerdCall

60 seguidores 486 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de maio de 2024
O filme se sobressai pela sua notável beleza visual e pela habilidade de Alex Garland em utilizar o som para adicionar um toque adicional de realismo, transformando-o em um elemento que frequentemente integra as cenas, ao invés de meramente complementá-las.

A premissa do filme sempre foi a de se assemelhar a um documentário desse cenário catastrófico, priorizando os eventos que impulsionam a trama em detrimento do desenvolvimento dos personagens. Garland utiliza certos momentos para ilustrar a desconexão humana presente no grupo, antecipando assim alguns eventos futuros, embora este não seja o foco principal do enredo.

No geral, o elenco principal é consistente, com alguns membros se destacando mais do que outros, sem, no entanto, fugir aos padrões estabelecidos ou destacar-se de maneira excepcional. Os verdadeiros destaques recaem sobre os efeitos visuais e a sonoridade em 'Guerra Civil', elementos que, até o momento, despontam como fortes candidatos a indicações nessas categorias.
Hudson
Hudson

11 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de abril de 2024
Propositalmente confuso e interessante. É o tipo de enredo "qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência". Acho que daria pra ser melhor, por isso o 4.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa