O filme deixa o diálogo aberto para você ficar interpretando aquilo que já se sabe que é o óbvio, mas se você escreve algo, nãos seria melhor deixar seu questionamento já incluso na obra, infelizmente esse conceito é colocado por várias vezes tornando um filme cansativo, o que salva de uma nota 1 é a atuação do "Robert", fora isso, dá dizia o ditado, quem diz muito sobre tudo, não diz nada sobre algo! Antes de ouvir os amigos que deram 5 por exemplo, eles não podem dizer que o filme fechou cada assunto, como o crime sobre a duplicidade, as questões ambientais, a fauna extraterrestre, o s3x0 trisal proposto pela atriz Naiome, a crítica ao poder político, a crítica às classes nobres, às classes dominantes, às classes arianas "Puras", até a exploração do trabalho Escravo, a exploração da mão de obra, o fanatismo político, são tantas coisas que não deixam um pensamento crítico da obra fechada, mas em suma falta um pouco de ação, que fica em diálogos incansáveis e no fim ao meu ver, spoiler: a tentativa de homicídio da coadjuvante não foi solucionada e ainda, esquecem que ela tentou matar e esquartejar alguém, e ela ainda se torna uma governante, falta dizer que "mas ela agiu em legítima defesa", não meu amigo colega, ela não agiu, a legítima defesa acaba com a cessação da ameaça, aqui e no mundo; se você defende que isso ocorreu em face do espaço, então legitimariamos todos os atos do governante Marshal. E minha crítica, a falta de ação, é um filme de drama? de comédia? de romance? de ação? Ficaram querendo atingir tantos pontos que por fim só faltou descrever que não é nada, apenas uma seção de tarde, cansativa e infeliz. Minha opinião, respeito a sua!
Sinopse: Um colaborador é enviado em uma expedição humana para colonizar o mundo gelado de Niflheim. Após uma iteração morrer, um novo corpo é regenerado com a maioria de suas memórias intactas.
Crítica: “Mickey 17” é uma brilhante investigação da natureza humana através da ficção científica, um retorno triunfal de Bong Joon-ho à temática que lhe é tão cara. O filme, baseado no livro “Mickey7” de Edward Ashton, apresenta uma narrativa intrigante sobre colônias em mundos alienígenas, misturando questões teóricas de identidade e a moralidade da tecnologia.
Robert Pattinson brilha em seu papel como Mickey Barnes, um "empregado descartável" que constantemente enfrenta a morte e a regeneração. Essa dualidade de vidas expõe a fragilidade da existência e o peso das memórias que continuam a moldar quem somos, mesmo em corpos diferentes. A química entre Pattinson e Naomi Ackie (Nasha), sua parceira mais complexa, enriquece o enredo, especialmente quando Nasha lida com os ecos de suas interações passadas com clones de Mickey.
O elenco de apoio, que inclui ótimos atores como Mark Ruffalo e Toni Collette, é eficaz em adicionar camadas à trama, representando interesses próprios que contrastam com a luta de Mickey por agência em um sistema que tenta desumanizá-lo. Ruffalo, como o político manipulador, e Collette, como a esposa controladora, trazem uma tensão palpável ao universo do filme.
Visualmente, “Mickey 17” é deslumbrante, com a direção de arte detalhada que traz o gelado Niflheim à vida. A cinematografia captura não só a beleza do ambiente hostil, mas também a desolação emocional enfrentada por Mickey. Joon-ho utiliza esses elementos visuais para amplificar as questões centrais do filme, como a luta pela autonomia e a busca por significado em um mundo que parece ignorar o valor da vida.
O ritmo do filme, embora lento em algumas partes, permite uma reflexão mais profunda sobre suas temáticas existenciais. O uso de humor sutil para aliviar a tensão nas interações cria um equilíbrio que engaja o público de maneira única. Fiel ao estilo de Joon-ho, “Mickey 17” combina entretenimento e exploração filosófica de forma magistral, apresentando uma narrativa que ressoará com o público bem após os créditos finais.
Em suma, “Mickey 17” é não apenas uma obra de ficção científica, mas uma meditação provocativa sobre o que significa ser humano em tempos de inovação tecnológica.
Gostei do filme, legal, divertido me arrancou boas risadas. Só acho meio "brochante" nos filmes atuais quando consigo identificar no enredo inspiração ou elementos de outros filmes, acho que perde a originalidade. Nesse filme por exemplo vi a presença muito forte de a duna, obvilion, a grande muralha, dentes outros.
Dirigido por Bong Joon Ho, Mickey 17 se propõe a explorar a ficção científica com uma mistura de humor negro e crítica social, elementos que o diretor já dominou em filmes como Parasita e Okja. O filme segue Mickey Barnes, interpretado por Robert Pattinson, um clone descartável em uma missão de colonização espacial.
Pontos Positivos
A atuação de Robert Pattinson é um dos maiores destaques. Ele entrega uma performance profunda e multifacetada, carregada de vulnerabilidade, que faz com que o público se conecte com seu personagem, mesmo sendo ele um “descartável”. O design de produção também é impressionante, com um visual futurista e cenários bem trabalhados que realmente ajudam a transportar o espectador para o mundo distópico da trama.
Além disso, a direção de Bong Joon Ho brilha em momentos de tensão, e o filme se destaca por sua crítica à sociedade e ao capitalismo, questionando o valor da vida humana quando ela se torna descartável para um sistema maior.
Pontos Negativos
No entanto, Mickey 17 sofre com uma narrativa um tanto caótica. A história, em muitos momentos, se perde em sua própria complexidade e acaba se tornando difícil de acompanhar. A tentativa de abordar múltiplos temas – como clonagem, exploração espacial e questões existenciais – resulta em uma trama sobrecarregada, que falta foco e coesão.
Embora a direção e os efeitos visuais sejam de alta qualidade, o filme se arrasta em algumas partes e se torna excessivamente filosófico, o que pode afastar quem busca uma experiência mais centrada na ação ou na narrativa mais objetiva.
Conclusão
Mickey 17 é um filme com grande potencial, mas sua execução irregular impede que ele se torne uma obra-prima. A mistura de ficção científica com crítica social tem seus méritos, mas a falta de um enredo mais coeso acaba deixando a experiência um pouco desbalanceada.
Nota: 3/5 – Ambicioso, mas não completamente eficaz.
Mesmo após ler alguns comentários sobre Mickey 17, fui ao cinema sem grandes expectativas — o que, no fim, ajudou a me surpreender positivamente com o filme.
Com um orçamento generoso, ele entrega exatamente o que se espera em termos visuais: efeitos impressionantes, uma cinematografia deslumbrante e cenas de encher os olhos. No entanto, para mim, o grande mérito do filme para por aí. Os personagens são excessivamente caricatos, e o humor fácil, muitas vezes forçado, acaba prejudicando a narrativa.
Ainda assim, o roteiro apresenta algumas reviravoltas interessantes, o que evita que o espectador se sinta completamente entediado. A crítica social presente na história tem potencial, mas sua abordagem é rasa e pouco desenvolvida. No fim, Mickey 17 cumpre o papel de entreter por quase duas horas, mas, ao sair do cinema, a sensação é de que o filme logo será esquecido.
Filme com uma ideia original. Uma boa atuação do Robert Pattinsons.
Porém, o vilão Marshall (Mark Ruffalo) ficou muito caricato/forçado. Os aliens que poderiam dar uma emoção no filme foram mal usados. Atores com atuações bobas.
Enfim, um filme que tinha um baita potencial, mas não entrega o que poderia.
Acho que valeria mais assistir em casa do que no cinema.
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