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Ricardo L.
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3.227 críticas
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3,0
Enviada em 7 de junho de 2025
Bong Jooh Ho chega depois do sucesso estrondoso de parasita e entrega uma filme que de certa maneira decepciona, pelo roteiro nem tão bom e muito cauteloso em seu desenvolvimento e seu desfecho meia boa. Destaque para Robert Patisson que está ótimo.
Assisti ao filme neste final de semana com muita expectativa, já que estava aguardando há mais de 6 meses pelo lançamento. Enfim... (contém spoilers)
O filme apresenta vários furos de roteiro. Um dos mais absurdos é ospoiler: tradutor para os alienígenas funcionar tão rapidamente, apenas com a imitação que o Mickey 17 faz. A médica, que nem os conhecia direito, consegue desenvolver um tradutor praticamente do nada. O filme poderia ter explorado muito mais essa relação com os alienígenas, até porque só mostra uma espécie no planeta. E os predadores? Eles não existem?
Outra coisa que não faz sentido: spoiler: como o Mickey 17 é tão diferente do Mickey 18, se eles são clones? Um "bobão" e outro "psicopata", isso poderia ter sido melhor explicado.
No geral, o filme é bom, mas não chega a ser ótimo. Pelo elenco envolvido, deveria ter entregado bem mais. Por outro lado, um ponto positivo é a atuação do protagonista, que realmente convence e carrega a história. O narrador também ajuda a manter o interesse. Acredito que faltou um diretor mais competente para dar conta do potencial que o filme tinha.
O filme no geral é bom mas tem um momento logo no ápice do filme em que se muda o tom do filme muito repentinamente, as falas dos personagens ficam diferentes, os próprios personagens mudam muito rápido.
É um filme interessante e Robert Pattinson tem uma boa atuação de seus papéis. Mickey 17 representa uma crítica ao capitalismo e aos governos, porém peca em alguns aspectos de roteiro, sem muita profundidade aos personagens, apesar das mais de duas horas de filme.
Mickey 17 é um bom filme. A direção do Bong Joon Ho (Parasita) continua primorosa, Robert Pattinson, que dá vida a personagem principal está ótimo, toda via, para mim, o excesso de subtexto tira o excelente do filme. O humor de anime, passa do ponto em alguns momentos. No geral, eu diria que vale o seu tempo.
Robert Pattinson vinha em uma sequência tão boa… Apesar de sua já comprovada competência para interpretar personagens densos, nesse filme isso não foi o suficiente. Sua atuação até é boa, parece que ele fez exatamente o que lhe pediram. Mas talvez esse tenha sido o problema....
Bong Joon-ho, depois de uma sequência de bons filmes, dessa vez tropeçou feio. Tentou trazer um filme reflexivo, mas acabou entregando uma comédia pastelona. O Rufallo até tenta também, mas assim como todo o filme, pesou a mão no caricato e foi no mesmo barco de todo o restante do elenco.
Com uma trama intrigante e reflexiva, o longa é divertido e inovador, utilizando muito humor ácido e afirmando-se com um elenco perspicaz. Confesso que esperava mais, mas não fiquei completamente decepcionada.
Mickey 17 é um filme de ficção científica que teve a direção e roteiro de Bong Joon Ho. O filme conta a história de Mickey (Robert Pattinson), um colaborador que é enviado em uma expedição para colonizar um planeta congelado. Mickey pode morrer que um novo corpo seu é feito e suas memórias são preservadas. O grande problema aparece quando um acontecimento acaba causando a sobrevivência do Mickey de número 17, ao mesmo tempo que clonaram o número 18. Com as mesmas memórias, mas com comportamentos diferentes, os Mickeys devem lutar pelas suas identidades e sobrevivência. O filme consegue levar um dialogo claro com a questão política, colonização e existencialismo. A cada vez que o Mickey volta, parece mais fragmentado e não disposto a morrer (uma vez que está ali para isso). A figura de Mark Ruffalo ao interpretar o líder da expedição, Kenneth, funciona bem, apesar da atuação não ter sido boa, e soa como exagerada, nos mostra a face escura da política e dos aspectos da colonização, uma vez que existem seres no novo planeta (uma boa menção a colonização na Ásia, África e América). Por outro lado, a interpretação de Pattinson merece destaque a interpretar personagens com claras distinções comportamentais. Infelizmente o filme poderia explorar melhor a sua crítica sociológica e antropologia nos discursos de branquitude do líder da expedição. O filme inclusive extrapola em sua minutagem para mostrar pontos que não são cruciais para o tema central do filme. O filme se perde na sua cadência e coesão e falta de reflexões mais profundas. O que salva aqui são as atuações e parte técnica do filme.
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