“Blitz”, filme dirigido e escrito por Steve McQueen, se passa durante a II Guerra Mundial, porém, ao invés de centrar-se no conflito em si, aborda uma trama que tem ênfase na rotina dos habitantes comuns das cidades atingidas pela guerra, mais precisamente, na relação entre uma mãe e seu filho.
O título do filme faz referência à palavra blitzkrieg, que é uma tática militar que consiste na realização de ataques rápidos e coordenados, com o objetivo de desmobilizar e derrotar os inimigos. Na Inglaterra, país no qual o filme se passa, como uma forma de tentar resguardar as crianças dos perigos dos bombardeios, as mães embarcavam seus filhos em trens que partiam rumo ao interior do país, onde eles eram abrigados por outras famílias, encontrando um pouco de paz em meio ao caos de uma grande guerra.
É justamente essa a decisão que Rita (Saoirse Ronan) toma. Porém, George (Elliott Heffernan), seu filho de 9 anos, não está satisfeito com o ato de sua mãe. “Blitz”, portanto, se divide em duas linhas narrativas: a que segue George em sua jornada de volta a casa após ele pular do trem no qual foi colocado pela mãe e a que retrata Rita em sua angustiosa busca pelo paradeiro do seu filho.
Embora encontre espaço para tratar de temas muito importantes, como as tensões racial e trabalhista presentes na Inglaterra naquele período, a resistência encontrada nos abrigos da cidade e o envolvimento dos cidadãos como um todo num conflito tão complexo quanto a II Guerra Mundial; a verdade é que “Blitz” é um filme que acaba desperdiçando o seu potencial justamente por causa do desenvolvimento do seu roteiro, que é bastante irregular.