Apesar das atuações em alguns momentos caricatas — especialmente a da avó —, o filme se sustenta como um bom drama com elementos de horror. Engana-se quem imagina que a criança fantasma esteja ali apenas para provocar sustos: esse não é o objetivo da personagem, nem do próprio filme. Sua presença carrega uma intenção mais nobre, voltada a revelar verdades ocultas ao longo da narrativa.
O roteiro é um dos grandes destaques da obra. Bem construído, ele equilibra tensão e emoção, conduzindo a história de forma segura. Embora alguns plots sejam previsíveis, outros conseguem surpreender, o que faz da trama o verdadeiro ponto alto da experiência. A direção cumpre bem seu papel, ainda que sem grandes ousadias.
A fotografia é eficiente e contribui para a atmosfera do filme, reforçando seu tom dramático e sombrio. Em contrapartida, o CGI deixa a desejar, e tanto a maquiagem quanto a decisão estética de pintar a menina de preto soam pouco convincentes e sem muito sentido dentro da proposta.
Algumas subtramas são totalmente dispensáveis, em especial aquelas inseridas apenas para reforçar a ideia de que a filha é tão perfeita quanto a mãe — elementos que pouco acrescentam ao desenvolvimento da história principal.
Ainda assim, os defeitos não comprometem o conjunto da obra. É um bom filme