Em dezembro de 2022, Celine Dion revelou ao mundo seu diagnóstico de síndrome da pessoa rígida, uma rara e debilitante condição neurológica que afeta apenas duas pessoas a cada um milhão. A doença provoca espasmos musculares intensos, dores severas e comprometeu algo essencial para ela: sua voz. Esse contexto dá o tom ao documentário I Am Celine Dion, dirigido por Irene Taylor, indicada ao Oscar em 2009 pelo curta A Última Polegada.
O filme é um presente para os fãs, com uma seleção emocionante de performances ao vivo de seus maiores sucessos e imagens de arquivo que narram sua trajetória, desde a infância humilde em Charlemagne, Quebec. Caçula de uma família com 13 irmãos, Celine relembra a luta de seus pais, ambos músicos, para sustentar a família, muitas vezes sacrificando seus próprios sonhos.
O documentário equilibra momentos íntimos e emocionantes, como sua rotina com os filhos (os gêmeos de 13 anos e o filho mais velho, de 23), a batalha diária com remédios e terapias, e as memórias do falecido marido René. Há espaço para leveza também, como a divertida cena em que ela canta a música tema de Deadpool 2 ao lado de Ryan Reynolds, vestido como o personagem.
O clímax do filme é profundamente tocante, com Celine emocionada, expressando seu desejo de voltar a fazer o que ama: cantar. I Am Celine Dion não apenas celebra a artista extraordinária que ela é, mas também apresenta uma mulher lutando com dignidade contra adversidades avassaladoras.