Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Roberta de Freitas F Cesar
1 crítica
Seguir usuário
4,0
Enviada em 1 de abril de 2024
Assisti ontem dia 31/03 e no começo não consegui entender muito bem a cena do pai sendo agressivo com ela. Aparentemente havia abuso disfarçado de afeto, mas quando ela pede que ele fique com ela pra sempre ,ele nega. Já na cena do quarto do bebê,ele se aproxima de maneira íntima demais, como se tivesse a intimidando, o que confirma o abuso. Esse tipo de trauma infantil se carrega para a vida inteira, afeta relacionamentos, maternidade, a própria identidade da pessoa, a tornando insegura, incapaz.Talvez um trabalho psicoteraupico e psiquiatra conjuntos pudessem ser abordados dando uma esperança para pessoas com alto grau de depressão persistente e servisse como auxílio a pessoas com este transtorno mental. O filme é bom, cenografia, bons atores, só o fim poderia ser menos trágico, seria uma estrela de esperança deixada pela história.
O filme aborda a depressão (na minha opinião também aborda a ansiedade e fobia social), que é intensificada em razão estado puerperal. A personagem se sente vazia, sem capacidade de lutar pela sua melhora. Acho que o filme pecou em não enaltecer o trabalho da psicoterapia e atendimento psiquiátrico (a combinação de terapia e remédios poderiam tê-la salvo). Vejo uma outra mensagem também: se as pessoas ao redor não perceber e ofertar meios para o doente se recuperar o final pode ser trágico. Bem, em linhas gerais a trilha sonora é ótima bem como a fotografia e a atriz entrega muito em seu papel. Recomendo que assistam e tirem suas conclusões.
A escritora Julie carrega o trauma de na infância, ter sofrido abuso sexual do próprio pai, a quem ela amava e confiava profundamente (se atenham a cena em q o pai está deitado na cama c ela e ao se levantar arruma as calças, ajustando o cinto). Ela carregou o trauma por toda a vida, se debruçando em tanto medo e pavor q tinha medo extremo no q pudesse acontecer aos filhos. Até rejeitou ter uma menina, em função do abuso q passou. Tais lembranças, medos e pavores a deprimidas imensamente e ela mal sabia ao certo oq tinha acontecido, até q ao revirar caixas antigas relembrou e afirmou os abusos q sofreu do pai. Muuuuito chocante a própria mãe dela, após anos, levar o pai abusador, à casa da Julie e falar p ela recebê-lo, a cena q o pai, já na casa da Julie a abraça e pede perdão é inconcebível. Ao final do filme, aparece o livro q a Julie deixou p filha ( Julie se suicidou ainda na infância dos filhos), nele aparece, o marido da Julie, o filho e a filha de preto no próprio funeral da Julie, oq denota tão dolorosa foi a vida sob a mancha do abuso sexual do pai e a ideia persistente do suicídio q n vezes tentou cometer e findou a vida da Julie, tempo depois do nascimento da filha. Triste demais a sociedade velar tamanha violência contra crianças, ao ponto de n perceber nem na ficção o ocorrido. Abuso sexual deixa marcas irreversíveis em mts casos, n há q ter tolerância, nem se deixar o abusador se aproximar de crianças. Não gostei do filme, justamente, pela tônica de querer uma reconciliação onde é descabível, perigoso e leviano. Pedófilo n tem cura.
A excelente Amanda Seyfried atrai a atenção antes mesmo da película começar, e não decepciona. Emociona. Entrega. Convence. Parabéns à diretora que não escolhe o caminho do final mais fácil.
Achei o filme perfeito. Eu já estava cansada desses filmes com finais felizes dando a entender que com um pouco de esforço e pó mágico todos os problemas podem ser resolvidos. O filme mostra o quanto um trauma pode ser devastador na vida de alguém.
O filme é bom de assistir, as atuações são excelentes e o enredo provoca reflexões.
A abordagem da depressão no filme não é feita muito detalhadamente em relação à origem ou ao tratamento dado no caso da protagonista. O filme mostra alguns flashes de memória que nos fazem supor que a relação com o pai tem influência, mas não explica muito. Também são mostradas poucas cenas relacionadas ao tratamento do quadro. Mostra mais como afeta os relacionamentos.
A mensagem da importância do tratamento não é mostrada com muita força. O espectador precisa perceber com atenção nas falas das personagens:spoiler: que a protagonista continua sofrendo, mas tenta esconder para não preocupar os entes queridos; que ela parou de tomar os antidepressivos para não afetar a amamentação, ou seja, parou o tratamento por conta própria; e que sutilmente o filme passa a mensagem de que confiar que você está no controle da situação (sem tomar os remédios) e que vai perceber quando estiver piorando e saberá o momento certo de retomar o tratamento é muito perigoso.
Acho que o filme pecou nisso: poderia ter reforçado que se a pessoa buscar ajuda e fizer o tratamento direito ela pode vencer essa batalha.
Ótimos atores, ótima fotografia e trilha sonora, mas é um filme que aborda a depressão de uma forma triste e que passa uma mensagem que pode ser perigosa se vista de forma romantizada. O filme deveria orientar que a depressão é sim difícil, mas pode ser tratada sim com ajuda e assistência, que não se pode desistir do tratamento. Mas o filme passa uma mensagem errada [spoiler]principalmente por conta do final trágico. Dando a ent eh uma luta que você perde. Mas não, a depressão pode ser vencida sim. Não desista.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade