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Luã Maia
2 críticas
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4,5
Enviada em 1 de setembro de 2025
Eu particularmente achei ótimo. Atuações muito acima da média e um enredo fiel a história. Filme longo, mas super detalhado em relação aos fatos históricos e a própria história do personagem principal.
Oppenheimer é um filme realmente fascinante, mas, para mim, é difícil ignorar o quão enorme ele é, tanto em termos de duração quanto de complexidade. Minha nota é 3/5, pois, apesar de ser uma obra que certamente desperta muito interesse e reflexão, ele também peca pela sua lentidão e pela maneira como aborda certos aspectos da história.
O filme, dirigido por Christopher Nolan, aborda a vida de J. Robert Oppenheimer e o desenvolvimento da bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial. A atuação de Cillian Murphy no papel principal é, sem dúvida, um dos pontos altos do filme. Ele traz uma complexidade e profundidade ao personagem que é simplesmente incrível. Oppenheimer é mostrado como uma figura ambígua, com grandes dilemas morais e pessoais, o que traz uma camada de tensão constante.
No entanto, o que me deixou com uma sensação um tanto frustrante é que o filme, por mais interessante que seja, acaba sendo demasiadamente longo e, em algumas partes, parece se arrastar sem necessidade. A estrutura narrativa, com a alternância entre eventos passados e futuros, também pode tornar a experiência um pouco confusa, principalmente se você não está completamente imerso na história. São muitos detalhes científicos, políticos e históricos que exigem bastante atenção, mas em alguns momentos sinto que o filme se perde tentando ser excessivamente detalhista.
Em termos de direção, Nolan é, como sempre, muito competente, mas acho que ele poderia ter feito o filme mais envolvente sem perder o ritmo. Eu aprecio muito o estilo dele, mas em Oppenheimer, a longa duração, com mais de 3 horas, acaba se tornando um desafio.
Mesmo com esses pontos negativos, a magnitude do filme e sua importância histórica não podem ser ignorados. A maneira como ele lida com o peso moral da criação da bomba atômica e os dilemas pessoais de Oppenheimer são profundos e exigem uma reflexão, mas o ritmo e o tamanho da obra, para mim, acabaram prejudicando a experiência.
Em resumo, Oppenheimer é um filme monumental, tanto em termos de temática quanto de execução, mas a grandiosidade também acaba se tornando uma espada de dois gumes. Para quem ama histórias mais densas e não se importa com a duração, é uma excelente opção, mas pessoalmente, achei que o filme poderia ter sido mais enxuto e ainda assim mantido seu impacto.
Bem meia boca, um filme extremamente lento que se concentra em uma narrativa que dá segunda hora de filme pra frente fica muito chata o filme são 3h00 que chega doem de ser assistidas.
é um filme ótimo que recomendaria para jovens nerds que ainda estariam completando o ensino médio.pois ele explica o que nunca tivemos na minha sala : física quântica.
Para mim Oppenheimer é um dos melhores filmes que já assisti e com certeza indico para todas as pessoas viver essa experiência que é o filme. A narrativa do filme foi super bem conduzida, alinhando o passado com a formulação da bomba, com o julgamento do Robert e com o dilema ético que cresce aos poucos ao decorrer do filme. A atuação simplesmente perfeita na medida certa, com um excelente elenco, que representa em tudo seja nas falas ou até mesmo expressões e silêncios. Conforme a história, este filme não recebeu nota máxima por me fazer ficar perdida no que estava acontecendo em determinados momentos, mas no geral o plot com o Stross e a forma como o processo foi arquitetado foi bom. Gosto da fluidez dos relacionamentos, mesmo os negativos acontecem de maneira bem construída e fluida, leve, conduzindo um senso de identificação e interesse, mesmo no "vilão", cada personagem com uma excelente nuance e personalidade bem definida. No caso do Stross, por exemplo, antes de vilão, ele se demonstra tranquilo, inofensivo, eu diria, mas com o tempo ele surge com sua astúcia e ambição, ego ferido, com tanta naturalidade que te faz até gostar do drama que ele causa no filme com relação ao Oppenheimer. Sobre o dilema ético do filme eu gostei da forma como foi inserido e da dualidade entre o fascínio e construir algo tão grandioso mas ao mesmo tempo perigoso e inabalável, essa dualidade permite uma certa identificação com o Robert, sendo exaltada pelas suas relações amorosas, que o colocam na posição de homem humano e frágil, para além do gênio que revolucionou a história armamentista, até a culpa dele foi bem feita, em que não se coloca de forma forçada mas sim extremamente pertinente e de acordo com o momento.
Que filme chato, confuso, conversas desconexas, parece que quem filma está bêbado, a imagem está sempre balançando, péssimo roteiro e cortes de cenas embaralhadas, não fixa a atenção..ruim mesmo.
Oppenheimer, dirigido por Christopher Nolan, é uma obra cinematográfica impressionante, que combina rigor intelectual com uma exploração emocional profunda de uma das figuras mais complexas do século 20, J. Robert Oppenheimer, o "pai da bomba atômica". A performance de Cillian Murphy como Oppenheimer é hipnotizante, capturando a angústia interna de um homem que moldou a história mundial enquanto lutava com as implicações morais de suas ações.
O filme se destaca pela maneira como Nolan aborda a narrativa, não como um biográfico tradicional, mas mergulhando na psique do protagonista e no contexto histórico mais amplo do Projeto Manhattan. A narrativa fragmentada, que transita entre diferentes linhas do tempo e perspectivas, desafia o público a refletir sobre as complexas questões morais suscitadas pela vida e legado de Oppenheimer.
Visualmente, Oppenheimer é deslumbrante, com uma cinematografia impressionante que transmite a tensão e o caos da era atômica, especialmente durante o teste da Trindade, que é retratado com closes arrepiantes. O uso do som, desde a trilha tensa até o silêncio opressor após a detonação da bomba, cria uma atmosfera de admiração e medo.
Embora o filme seja uma conquista técnica indiscutível, alguns críticos apontaram que ele não explora profundamente o lado emocional dos personagens além de Oppenheimer. No entanto, a reflexão de Nolan sobre os dilemas éticos envolvendo a guerra nuclear e os custos pessoais do progresso científico torna Oppenheimer um filme que ressoa de maneira significativa no contexto atual. Oppenheimer é uma obra poderosa e reflexiva que combina história, política e tragédia pessoal de uma maneira única, desafiando nossa compreensão do passado e levantando questões difíceis sobre o futuro. Imperdível!
"Oppenheimer", a mais recente obra-prima de Christopher Nolan, suscita reações divergentes, sendo frequentemente rotulado como um filme superestimado por críticos e espectadores. Embora o longa tenha ambições grandiosas e momentos cinematográficos impressionantes, é difícil ignorar a sensação de que algumas de suas sequências parecem mais destinadas a criar uma aura de complexidade do que a realmente enriquecer a narrativa.
As cenas, por vezes, parecem desenhadas para agradar àqueles que se consideram apreciadores do cinema "cult", em vez de servir a um propósito claro dentro da história. Esse desejo de impressionar pode, em certos momentos, tirar a atenção do cerne da trama, fazendo com que o espectador questione a intenção de Nolan em criar um filme que, embora gigantesco em sua produção, se perde em seus próprios excessos.
No entanto, é inegável que o elenco eleva o filme a um novo patamar. As atuações são, sem dúvida, um dos pontos altos da obra, trazendo profundidade e nuances a personagens complexos. Os atores conseguem, em muitos momentos, compensar um roteiro que, por vezes, deixa a desejar. As performances vibrantes são uma âncora em um mar de ambição cinematográfica que, embora visualmente impressionante, pode falhar em conectar emocionalmente com o público.
Em suma, "Oppenheimer" é um filme que provoca discussões acaloradas sobre sua real eficácia. Enquanto alguns o veem como uma obra de arte inovadora, outros não conseguem escapar da sensação de que, em sua busca por profundidade, ele acaba se perdendo em seu próprio labirinto narrativo. A grandeza do filme reside, indiscutivelmente, nas atuações, mas seu roteiro é uma estrutura que, ao menos para alguns, não consegue suportar o peso da ambição proposta.
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