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Nelson J
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1.978 críticas
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2,5
Enviada em 12 de março de 2024
Filme repleto de ótimos atores, com visual e som refinados, mas é muito arrastado e chato. Uma experiência cansativa de concatenar tempos diferentes e personagens que vão se desvendando repentinamente. Enxugando de 3 para 2 horas, poderia ser bem melhor.
Oppenheimer, dirigido por Christopher Nolan, é uma obra cinematográfica impressionante, que combina rigor intelectual com uma exploração emocional profunda de uma das figuras mais complexas do século 20, J. Robert Oppenheimer, o "pai da bomba atômica". A performance de Cillian Murphy como Oppenheimer é hipnotizante, capturando a angústia interna de um homem que moldou a história mundial enquanto lutava com as implicações morais de suas ações.
O filme se destaca pela maneira como Nolan aborda a narrativa, não como um biográfico tradicional, mas mergulhando na psique do protagonista e no contexto histórico mais amplo do Projeto Manhattan. A narrativa fragmentada, que transita entre diferentes linhas do tempo e perspectivas, desafia o público a refletir sobre as complexas questões morais suscitadas pela vida e legado de Oppenheimer.
Visualmente, Oppenheimer é deslumbrante, com uma cinematografia impressionante que transmite a tensão e o caos da era atômica, especialmente durante o teste da Trindade, que é retratado com closes arrepiantes. O uso do som, desde a trilha tensa até o silêncio opressor após a detonação da bomba, cria uma atmosfera de admiração e medo.
Embora o filme seja uma conquista técnica indiscutível, alguns críticos apontaram que ele não explora profundamente o lado emocional dos personagens além de Oppenheimer. No entanto, a reflexão de Nolan sobre os dilemas éticos envolvendo a guerra nuclear e os custos pessoais do progresso científico torna Oppenheimer um filme que ressoa de maneira significativa no contexto atual. Oppenheimer é uma obra poderosa e reflexiva que combina história, política e tragédia pessoal de uma maneira única, desafiando nossa compreensão do passado e levantando questões difíceis sobre o futuro. Imperdível!
O filme é bastante denso e com muitas informações e diálogos não tão simples de entender, principalmente para quem assiste e não tem todas as informações e dos acontecimentos. No entanto, é um filme bem elaborado, com 3h de duração, que acaba tornando um pouco cansativo, mas o resumo da obra é de que é muito bom!
Necessário. É sobre as consequências de suas escolhas e atos. Quais os limites morais do que defendemos e acreditamos? Um roteiro bem desenvolvido, dramático e pesado sobre um dos piores acontecimentos da história, que até hoje tem sequelas. A sutileza é uma arte bem trabalhada nesse filme. Ele leva a tristeza dos fatos, sem realmente mostrá-los.
Quando foi lançada para o público, pela primeira vez, em 6 de agosto de 1945, na cidade de Hiroshima, no Japão, a bomba atômica (ali batizada de Little Boy) demorou cerca de 45 segundos para explodir. Seus efeitos foram devastadores e conhecidos por todos nós. Por trás da concepção e da criação do artefato, no entanto, foi um período mais longo: 3 anos de trabalho, ao custo de 2 milhões de dólares, envolvendo 4.000 pessoas/profissionais/pesquisadores.
O filme “Oppenheimer”, dirigido e co-escrito por Christopher Nolan, conta a história do físico teórico Julius Robert Oppenheimer (Cillian Murphy), o homem que liderou o projeto Manhattan, que foi estabelecido pelo governo norte-americano com o objetivo de criar as primeiras armas nucleares. Pelo seu trabalho neste projeto, Oppenheimer ficou conhecido como o Pai da Bomba Atômica.
Ao longo de seus 185 minutos de duração, “Oppenheimer” tem elementos de uma cinebiografia clássica, porém Christopher Nolan vai além ao trazer para dentro da discussão pontos muito importantes, como o envolvimento dos conflitos éticos e morais na ciência e a visão dos cientistas como seres de consciência e de influência política.
Ao abordar o papel de Oppenheimer como presidente da Comissão de Energia Atômica dos Estados Unidos, Nolan também retrata o criador lidando com as consequências de sua grande descoberta e isso significa compreender que tem que existir um equilíbrio na disposição dos armamentos das nações, na medida em que se tem a consciência do potencial destrutivo dos arsenais nucleares.
“Oppenheimer” é um filme de personagens com questões sérias de caráter e de moral. As incongruências dessas pessoas são importantes para que possamos enxergar o reflexo daquilo que o longa deseja nos passar. O mundo mudou após os lançamentos das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki. As relações diplomáticas, as relações políticas, as guerras, os armamentos não são mais os mesmos. Fechar os olhos para essa realidade é enxergar a possibilidade daquilo que Oppenheimer vislumbrou quando viu os efeitos de sua criação: a destruição do mundo.
Que filmaço, Nolan acerta mais uma vez, numa obra incrível. Cillian Murphy e Robert Downey Jr destroem em suas atuações, o elenco é fantástico, a fotografia é linda e a trilha sonora arrepia. Um filmaço.
Oppenheimer contou com a direção de Christopher Nolan que também participou do roteiro ao lado de Kai Bird e Martin Sherwin. O filme é baseado no próprio livro escrito por Nolan: O triunfo e a tragédia do Prometeu americano (20225).O filme recebeu 13 indicações ao Oscar de 2024: melhor direção de arte, melhor maquiagem e penteados, melhor som, melhor figurino, melhor roteiro adaptado, melhor atriz coadjuvante (Emily Blunt) melhor filme, melhor ator (Cillian Murphy), melhor direção, melhor ator coadjuvante (Robert Downey Jr.), melhor fotografia, melhor trilha sonora original, melhor montagem (vencendo as últimas 7 categorias mencionadas). Na trama, acompanhamos a trajetória do físico Oppenheimer (Cillian Murphy) ao aceitar coordenar uma equipe de cientistas durante o Projeto Manhattan, que levou o desenvolvimento da bomba atômica soltada no Japão em 1945. Em suas quase 3 horas de filme que não cansa por conta dos seus diálogos intensos e da sua excelente montagem, que consegue condensar cenas do pós guerra (pós bomba) e o antes. Murphy está impecável no papel que basta acompanhar o seu olhar para sentir o peso da responsabilidade que o mesmo coloca nas costas durante o filme. A trama não concede um louvor a figura de Oppenheimer, mas um grande enfoque histórico sobre o comunismo, trama política e todo o peso que os grandes cientistas sofriam após servi o seu país diante de suas pesquisas. O elenco de apoio também foi fundamental para o filme, pois tivemos atores de peso. O filme tem uma boa fotografia o que conseguiu captar as cenas no deserto, em especial do teste da bomba.
Em 1926, em Cambridge, o estudante J. Robert Oppenheimer (Murphy), frustrado com seu superior, que lhe ordena ficar no laboratório, quando o aluno é que lhe alertara sobre a palestra do célebre Niels Bohr (Branagh), envenena a maçã que se encontra sobre a mesa do professor e quase vem a ser comida justamente por Bohr. Ao retornar aos Estados Unidos, encontra sua futura esposa, Kitty (Blunt), e continua uma relação extraconjugal com a instável Jean Tatlock (Pugh), membro do Partido Comunista.
mais em: https://magiadoreal.blogspot.com/2024/04/filme-do-dia-oppenheimer-2023.html
"Christopher Nolan, sendo Nolan. Eu sou suspeito em dizer, pois sou fã de carteirinha do diretor, acredito que todos os filmes dele são quase obras primas. Oppenheimer não foi diferente, ele trás uma narração envolvente e cativante, que acaba prendendo sua atenção, fazendo você assisti-lo, mesmo sendo 3h de duração."
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