O filme "Vidas Passadas" destacou-se fora dos principais circuitos de premiações, mas ainda assim emergiu como um dos filmes mais premiados de 2023. Este feito é atribuído, em grande parte, a Celine Song, que surpreendentemente estreou na direção com essa obra. Tal conquista coloca Celine em destaque como uma das diretoras mais promissoras e ascendentes, especialmente considerando seu próximo projeto com Pedro Pascal, Chris Evans e Dakota Johnson.
A estética do filme transmite uma serenidade singular, seja através da impecável fotografia, dos planos mais extensos e contemplativos, incitando-nos à reflexão sobre as escolhas dos personagens e proporcionando um respiro emocional, muitas vezes necessário.
Contudo, o principal entrave em "Vidas Passadas" reside nos momentos contemplativos que, por vezes, resultam em uma saturação que quebra o ritmo, especialmente considerando o ritmo já mais lento do filme. Uma abordagem mais refinada desse conflito emocional interno da protagonista poderia contribuir para um ritmo mais consistente.
Por fim, recomenda-se a apreciação de "Vidas Passadas" pela sua narrativa conclusiva, que habilmente narra uma envolvente história de amor. Além disso, as atuações dos protagonistas amplificam a trama, elevando a qualidade do filme, merecedor da indicação ao Oscar de Melhor Filme. Celine Song certamente merece nossa atenção.
Embora cativante, com um roteiro enxuto e bem desenvolvido, o filme se arrasta um pouco e só começa a ficar mais interessante nos minutos finais, onde os protagonistas, finalmente, enfrentam os seus dilemas como adultos.
Gostei do ritmo do filme é suave e não é acelerado nem lento, parece que tudo vai conforme tem que ir. As cenas que mais mexeram comigo foram as de longo silêncio em que os personagens só ficam se olhando por tanto tempo que chega a ser desconfortante olhar pra eles se olhando, a química entre eles é palpável e no silêncio parece que eles estão conversando mentalmente. Eu veria de novo para observar com mais detalhes as cenas, fiquei com a sensação de que não me atentei aos detalhes visuais, assisti sendo levado pelos personagens.
Eu não tenho nenhuma aversão contra narrativas lentas, mas essa narrativa lenta tem que ser justificada pela estória, mas aqui em "Vidas passadas" parece que a narrativa lenta vem apenas para driblar a falta de ....texto. O filme fica muito bom apenas no seus 15 minutos finais, principalmente no seu desfecho, spoiler: onde Nora se liberta então de sua "alma cativa" e nos braços da sua "alma gêmea" então se desafoga em uma sequência muito bonita ,
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