Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
ReneAndroid.apk
18 seguidores
170 críticas
Seguir usuário
0,5
Enviada em 23 de junho de 2022
Que filme horrível! Nada a ver, mano. Para não perder seu tempo [SPOILER] Vou resumir, no começo o cara odeia gay, no final do filme ele pega uma trans/gay no final. Mano, perdi meu tempo assistindo essa porcaria. Não recomendo essa porcaria pra ninguém. O filme começa 5 estrelas e termina com 0. HORRÍVEL!!!!
“Deserto Particular”, filme dirigido e co-escrito por Aly Muritiba, se divide em duas linhas narrativas, cada qual com o ponto de vista particular de suas personagens, para nos relatar a história de um encontro entre dois homens que estão em busca dos seus lugares no mundo.
Daniel (Antonio Saboia) é um policial militar que vive em Curitiba, que trabalha na parte de instrução de novos recrutas, e que é cuidador do pai portador de uma doença degenerativa. Robson (Pedro Fasanaro) é um jovem que vive em uma cidade do interior da Bahia e que vive às voltas com os desafios de ser um homossexual num local como esse, numa família preconceituosa e religiosa.
De uma certa maneira, as vidas que Daniel e Robson vivenciam estão envoltas em camadas que estão escondidas daqueles que lhes são mais próximos. Num mundo altamente conectado, os dois se alcançam virtualmente em encontros virtuais em que Robson se apresenta como Sara, por quem Daniel se apaixona e por quem ele busca após ver tudo aquilo que ela acredita e lhe dá sustento perdendo o sentido.
“Deserto Particular”, como dissemos no início da nossa resenha crítica, é um filme sobre dois homens em busca de si mesmos, em busca dos seus futuros, em busca da liberdade daquilo que os amarram, e em busca da felicidade. É muito bonito ver a maneira como a construção, tanto de Daniel, como Robson, se desnuda diante de nossos olhos. As atuações de Antonio Saboia e de Pedro Fasanaro (dois atores em seus primeiros papeis de destaque em longas-metragens) são o ponto alto de um longa sensível e que foi o representante do Brasil na disputa por uma indicação ao último Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
O PM afastado Daniel, vive de maneira angustiada, rotineira e monótona ao lado do pai, também PM (aposentado), na Cidade de Curitiba. Daniel sofreu uma severa punição, após um ato brutal, contra um subordinado seu. Arrependido, padece com as consequências dessa atitude desmedida e seu único alento, são as conversas inspiradas e quentes (Whats Zap) com Sarah, uma enigmática mulher, que vive em Sobradinho (BA). Em determinado momento, Sarah, deixa de comunicar-se com Daniel, que já está, completamente envolvido, e parte em busca da mulher amada. O que ele nem desconfia, é que a doce Sarah, vive uma rotina árdua e ambigua, ao lado da avó, extremamente religiosa. Sarah, não pode ser quem realmente é. A cidade, o pastor e os parentes julgam, impiedosamente, seus desejos de liberdade das convenções. Seu único amigo e confidente é o simpático e solidário Fernando. Ao chegar a Sobradinho, após uma exaustiva viagem de carro, Daniel tem dificuldades de encontrar Sarah. Nossa heroína, se dá conta de que tem de se mostrar por inteiro e revelar toda sua verdade a Daniel. As cenas de Sarah tentando se soltar das mil amarras impostas, ao seu modo de querer existir e viver são de partir o coração. O primeiro encontro é fugidio e atrapalhado e deixa Daniel confuso. Numa segunda oportunidade, eles vão a um bar, onde a conversa é apaixonada, angustiada, reveladora e embalada por um hit cafona americano dos anos oitenta, que dispara gatilhos, no observador mais maduro. O terceiro encontro é de arrancar lágrimas do espectador, a essa altura do filme, completamente envolvido pelo casal principal e na torcida absoluta para que tudo dê certo. Daniel, muito mais do que Sarah, precisa soltar as rédeas e viver o que realmente deseja. No quarto e emocionante encontro há uma conversa franca, comovente e definitiva. A narrativa ainda toma fôlego, para nos presentear com uma cena de sexo, ma-ra-vi-lho-sa, a caminho do desfecho. Um término bonito e triste (com um fiapinho de esperança), porém absurdamente compatível com o cenário atual: partido, excludente e preconceituoso. Um tapa (com luvas de seda) na cara dos caretas.
Comecei assistir despretensiosamente e estou chocada com o quanto é maravilhoso! A atuação do Daniel Saboia simplesmente impecável e por si só já valeria a pena. O filme é sensível e ao mesmo tempo forte e realista. Emocionante e necessário.
Eu gostei do filme porque retrata muito mais do que uma história LGBT. Ele fala de sentimentos humanos e questões psicológicas que envolvem as humanidades das pessoas, suas mazelas e suas crises existenciais nos tempos atuais. O filme também traça um paralelo entre as questões humanas e as realidades sociais dos personagens, sempre com uma fotografia fria, escura e silenciosa. Deserto particular retrata o mundo de dois extremos do Brasil e suas peculiaridades vividas: Daniel, um policial com traumas familiares e problemas sentimentais, conhece num aplicativo Robson - um jovem que se esconde com um pseudônimo de Sara, que mora no interior do semiárido baiano e tem uma família religiosa. O que o filme não consegue explicar é como um policial da cidade não identifica um homem travestido de mulher. Enfim, ficou meio estranho e umas pontas meio soltas - como explicar transição de condições sexuais tão repentinas e não explicar indícios, no caso do personagem Daniel vivido por Antonio Saboia, que aliás dá um show de interpretação. Mas o desenrolar da estendida história traz uma reflexão sobre os sentimentos humanos e as realidades no contexto de suas relações sociais e familiares. Todas muito fechadas nos dois atores. A trilha sonora dos anos 80 ficou meio piegas e destoada do enredo, não conversando com os personagens e a história. No fim, o filme é bom e traz reflexões profundas sobre as relações humanas e suas contemporaneidades.
O cara vai atrás de uma "mulher". Talvez isso deveria ser corrigido na Biografia. Direção de música é incrível. Film no início nota 1000, mas infelizmente deixa a desejar, tinha tudo pra ser um filme épico mas preferiu agradar a nata.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade