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Rodrigo Gomes
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4,5
Enviada em 21 de maio de 2023
Posterguei demais para assistir, pois pensei que seria muito pesado. No entanto é de uma delicadeza triste, sutil e doloroso. Ninguém deveria ser vítima desses sentimentos que sabemos ser movidos a pressão social que vivemos desde sempre. São sentimentos que não se apagam e um sofrimento eterno. Sem dúvida é um roteiro forte.
O Filme Mostra alem da amizade entre 2 pessoas muito proximas, os comentarios maldosos das pessoas que nao estao mais acostumadas com isso. tudo e motivo de piada, j tudo e resumido em sexo. A Maior grandeza do filme e mostrar a dor da Perda, os sentimentos obscuros, a culpa que podemos levar pra nossas vidas, se no nossos relacionamentos deixar a deriva. E impactante as mensagens subliminar do filme, alem de ter uma uma linguagem com os jogos de camera com poucas palavras.
Leo (Eden Dambrine) e Remi (Gustav De Waele) são melhores amigos. Passavam 24h de seu dia juntos: brincando, se divertindo, dividindo aquilo que mais gostavam de fazer um com o outro e dormindo um na casa do outro. Até o dia em que a insinuação de que os dois viviam algo além de uma amizade acontece.
A sugestão planta uma semente na cabeça de Leo. E é justamente a linha tênue entre a amizade e a possível descoberta do amor e como isso influencia o relacionamento entre Leo e Remi, o objeto principal de “Close”, filme dirigido e co-escrito por Lukas Dhont.
O medo nos faz fazer coisas bobas. A preocupação com o pensamento do outro sobre nós mesmos também. Levando em consideração o fato de que Leo e Remi são dois pré-adolescentes, as decisões que são tomadas são totalmente coerentes com o nível de maturidade que eles têm naquele momento.
No final, mais do que um filme sobre a amizade, “Close” é uma obra sobre como o sentimento de culpa, sobre o sofrimento que a culpa nos causa e sobre como o desejo de compreender aquilo (de bom e, mais do que tudo, de ruim) que nos acontece é uma força motriz para as transformações pessoais. Leo não será mais o mesmo após as experiências vividas aqui, assim como não serão mais os mesmos aqueles que foram afetados diretamente pelo que aconteceu com ele e Remi.
Talvez, se as coisas tivessem ocorrido num outro momento, tudo seria diferente… Ou não.
Lukas Dhont retorna ao tema em mais uma realização levada a termo com maestria. Que filme lindo! Como esse moleque, o Eden Dambrine, está à vontade e competente em seu protagonismo. Isso, claro, sem desmerecer a atuação também perfeita de Gustav De Waele. Mais uma vez a fotografia é clara e abusa de cores quentes o que ajuda a transmitir a explosão da adolescência. Pouquíssimas falas já que o gestual, os olhares e mínimas alterações do rosto transmitem mais que o necessário em um crescendo tão suave que leva o espectador junto. Leo e Rémi trocando olhares entre as flores de uma plantação ou em um passeio de bicicleta, tanto quanto dormindo juntos em uma mesma cama, exaltam a inocência de uma idade em que opções ainda são desnecessárias. Contudo, não estão isentos da interferência do meio social de que fazem parte, o que levará a um desfecho trágico.
Dois amigos inseparáveis em tenra adolescência, Léo (Dambrine) e Rémi (De Waele), tem sua amizade valorizada igualmente por suas respectivas famílias, e tornam-se vítimas de chacotas e constrangimentos por parte dos colegas.
Close é um filme de drama francês/belga que foi dirigido por Lukas Dhont que também participou do roteiro ao lado de Dirk filme foi indicado ao Oscar 2023 na categoria de melhor filme internacional. Na trama, acompanhamos 2 garotos de 13 anos Léo (Eden Dambrine) e Rémi (Gustav De Waele) que são amigos inseparáveis de longa data. Além da amizade ambos têm um vínculo que parece ser inquebrável. Porém, com o ingresso de ambos na escola, Rémi percebe que vem sendo escanteado por Léo que procura se enturmar com os demais adolescentes. Isso pode provocar consequências trágicas para um deles. O filme foca no personagem Léo, o jogo de câmera (focando mais em seu rosto) denuncia bem isso. Mas o que a direção pretende é captar a passagem da infância para a juventude. Isso acontece com maestria, pois a amizade genuína de ambos acaba sendo julgada por alguns alunos da escola. O filme toca em temas como bullying, luto e preconceito. Entre esses temas, o luto é o mais bem trabalhado. O filme perde o folego no segundo ato quando acontece a tragédia, mas aqui podemos passar pano, pois como dito antes, o foco é em Léo e estamos falando de uma criança passando de fase da vida, que mal sabe se expressar ou dizer o que está sentindo. Então durante boa parte do filme parece que Lucas não sente nada e para contornar a situação, o roteiro cria uma atmosfera pesada ao mostrar os adultos do filme sentido da um a sua maneira. As últimas cenas do filme são poderosas, pois é usado de forma simbólica o braço quebrado de Léo para demostrar que ele também está quebrado internamente.
É um filme muito bom e muito emocionante. Achei que poderia ter tido um pouco mais de intensidade em algumas cenas e emoções, mas fora isso é um filme bom.
Close é uma obra sobre luto, culpa, masculinidade e o silêncio que nos corrói. É uma crítica à sociedade que reprime os afetos e associa carinho entre meninos à fraqueza ou à sexualidade – como se demonstrar amor fosse algo vergonhoso. É um lembrete doloroso de que muitas tragédias nascem daquilo que é reprimido, daquilo que não se pode dizer.
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