Close
Média
4,2
229 notas

48 Críticas do usuário

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2
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Marcelo Nannini
Marcelo Nannini

4 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 25 de junho de 2023
O que pensar de um filme falado em francês com título em inglês? Os mais modernos vão dizer que isso já é superado, que franceses não gostam do idioma inglês.
Mas, “Close” não se refere a um tipo de significado; tem mais de um dentro do inglês: pode ser “perto” ou “fechar, fechado”. E o filme de produção franco-holandesa explora isso de maneira esperta, inteligente.
Não se trata de um filme policial claustrofóbico. O centro de interesse das câmeras e do enredo são duas crianças que não se desgrudam por manter uma forte convivência diária. Uma amizade cultivada a cada dia, a cada instante.
Léo e Rémi são pré-adolescentes e vão à escola juntos, correm pelos campos juntos, andam de bicicleta juntos. São como unha e carne.
Isso faz com que as câmeras comandadas pelo diretor belga Lukas Dhont insistam nesses momentos só deles, naquele mundinho fechado. Elas focalizam os dois no quarto quando brincam e dormem nesse estreito cômodo da casa de um deles.
O filme amplia sua lente com a entrada de adultos, neste caso, os pais dos garotos. A mãe de Rémi, Sophie adquire afeto por Léo. Um amor maternal estendido.
A fase da vida retratada em “Close” é típica em conflitos, autoafirmação, fofocas, questionamentos e brigas. Momentos de ebulição.
Justamente a proximidade e o grude de Rémi e Léo que vão surgindo algumas perguntas mais capciosas: em certo trecho, alguém dispara se eles são um casal. A atenção voltada para eles causa reações diferentes: enquanto um se fecha e se retrai, o outro nega com todas as suas forças.
Léo (vivido pelo ator mirim Eden Dambrine) busca sair do clichê afetivo e começa a treinar hóquei sobre o gelo, um esporte viril e combativo. Depois passa a ir sozinho à escola, sem esperar Rémi.
Em situações de mais convívio social, a proximidade dos dois vai se deteriorando, quando um evita procurar o outro.
Mais fechado de personalidade, Rémi (Gustav De Waele) sente ser ferido. A indiferença toma conta de ambos os lados.
Quando volta de uma excursão promovida pela escola, Léo recebe uma notícia que choca não só a ele como ao espectador da poltrona. Como será que o filme continuará sem a presença do companheiro e amigo? E mais: o filme tem sustentação e fôlego para prosseguir? Essa habilidade vai sendo respondida aos poucos. É um dos trunfos de “Close”.
O outro trunfo é mais desconcertante: colocar Léo como uma personagem de aparência andrógina. É possível se questionar por dentro, pois o recurso das imagens feitas de perto permite confundir os olhos; a semelhança com o sexo oposto é insinuada, provocativa, maliciosa. Mexe com a racionalidade de qualquer um.
Sem saber, Léo vai adquirindo em parte, a postura de Rémi: concentra-se nos treinos de hóquei, evita falar com os colegas de classe e ocupa seu tempo no trabalho de seus pais. Por dentro, sente as dores e os desconfortos da ausência de Rémi. Sentimento partilhado pela mãe desse último, porém com outro enfoque.
Essa coincidência é o denominador comum dos dois até que num desses encontros, Léo resolve se abrir, chocando parcialmente Sophie. Daí o filme toma um ritmo confessional, com pontos altos de extravasamento, de afastamento e de afeição.
Praticamente é um filme constituído por emoções, de cunho e de conflitos psicológicos – o que tem a ver com a adolescência de quase todo mundo, transformando-se numa afinidade entre o contado na tela e a vida real.
Boa parte do filme se concentra em imagens e os diálogos, apesar de ajudarem a explicar ou conduzir a película, fica em segundo plano às vezes. Mais ou menos o contrário do que acontece em produções francesas, as quais são bem prolixas e férteis em falatórios.
O nome é acertado, uma vez que a preferência de Lukas Dhont é retratar o universo de duas pessoas, de duas crianças em movimento e que se gostam. A participação das famílias é realizada de forma secundária, periférica, somente acompanhando o dia a dia dos protagonistas. Mas que compõe a paisagem.
Sabiamente, o roteiro não se torna chato em termos de cenografia porque, em certas ocasiões, é prazeroso ver a corrida de Léo e Rémi pelos campos floridos. Ou de ver estes mesmos campos em contraponto aos momentos particulares dos dois jovens. Não fica monótono.
A estreita relação entre Léo e Rémi e a aparência desconcertante de Léo fazem com que “Close” desperte a dúvida acerca das tendências de cada um. Apesar de sugerir, nada aparece ou demonstre que ambos ou um deles tenham gestos ou atitudes homossexuais. Para o filme, o mais importante é mostrar o vínculo. Um vínculo forte, mesmo que seja visto sob um ângulo suspeito proveniente de seus colegas de escola.
Porém, um dia esse vínculo pode acabar e “Close” transita no espaço que vai da amizade, da cumplicidade e da intimidade para a dor, a raiva, a tristeza e a culpa que marcam os relacionamentos entre amigos e a família desses amigos.
A concentração na figura de Léo mostra como ele demora no período de luto para correr em direção a uma nova fase: a de libertação e de autoaceitação.
Cleibsom Carlos
Cleibsom Carlos

18 seguidores 224 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 27 de março de 2023
O filme tinha tudo para conquistar o espectador com a história singela de uma amizade que se perde com as descobertas e os medos da adolescência, mas em vez disso apela para um dramaticidade afetada e exagerada. CLOSE é um bom filme que entrega bem menos do que poderia e isto é uma pena. O diretor parece ter ficado indeciso entre seguir o caminho da contenção de demonstração de sentimentos dos países baixos ou da demonstração exacerbada de sentimentos de um dramalhão mexicano e, na dúvida, fez uma mistura dos dois que prejudica em demasia o resultado final do seu trabalho.
Roberto P.
Roberto P.

39 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 6 de junho de 2024
Após ler as críticas por aqui a expectativa era muito alta para esse filme, mas infelizmente ele não atendeu as minhas expectativas...É um bom filme, bonito, sensível, mas lento em demasia e os diálogos não são tão profundos...
Rafa
Rafa

5 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 31 de janeiro de 2025
A história é interessante, mostra a realidade que muitos tem que passar (incluindo crianças) para lidar com o preconceito. Mas por muitos momentos, o filme acaba sendo um pouco entediante.
Millena Marques
Millena Marques

2 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 17 de junho de 2024
Esse filme é de uma delicadeza maravilhosa, apesar da história pesada. A atuação de todos, em especial a dos dois protagonistas é incrível, passa tudo pelo olhar.
Uma pena ter desenvolvido tão pouco alguns aspectos, acredito que o acontecimento mais importante do filme não foi desenvolvido bem, cabia mais exploração e explicação.
Nardel Gomes
Nardel Gomes

2 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 10 de janeiro de 2025
O filme aborda temas como bullying, preconceito e suas consequências, sobretudo na adolescência. Apesar de abordar temas importantes e de um início promissor, a história fica um pouco arrastada após o acontecimento principal do filme que, a meu ver, acontece muito cedo na trama, prejudicando o impacto potencial junto ao telespectador.
Emerson Araujo
Emerson Araujo

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 30 de maio de 2024
Gostei muito. Chorei muito, mas acho que poderia ter sido melhor explorado. A proposta é boa, mas mal trabalhada. Passei por esse relato na adolescência quando conheci o meu primeiro namorado. Tínhamos um relacionamento à base de uma amizade bonita e sem maldades. Tínhamos 16 anos eu e 17 ele. Então os amigos dele começaram a perceber comportamentos estranhos, como irmos juntos todos os dias, religiosamente, para a escola. E então por vergonha ele acabou dando um basta na situação, não querendo nem sequer minha amizade. Me avisando através da internet para não falar mais com ele por conta da percepção das pessoas. Naquele momento, me destruiu. Um bastante jovem, não comia e estava deprimido sem que ninguém soubesse, até porque a minha sexualidade era segredo (assim como a dele). Tive que sofrer em silêncio e passar pela dor sem ajuda de ninguém. Foi muito doloroso. Passei por aquilo e depois de 15 anos estou muito bem.
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