Hoje vendo esse filme vi o quanto as pessoas são preconceituosas, inclusive eu fui com meu filho e meu sobrinho, pois sempre andavam juntos pra todo lado e até dormiam juntos na mesma cama, cheguei ao ponto de perguntar pros dois juntos se estavam tendo um caso...depois me senti muito mal, meu filho teve até umas namoradas depois disso, mas hj ele se formou, faz pós, viaja bastante e tá muito focado no trabalho e nos estudos e meu sobrinho faz faculdade ainda e também tem um excelente emprego, saem aos fds pra tomar um açaí, um sushi, jogar game, mas sei que não são e me envergonho do que pensei e vendo o filme imagino que eles passariam por essa mesma situação, pois eram bem parecidos.
como vc reagiria a perder um amigo ? Uma idade com tantas mudanças, tantos processos. close consegue capitar camadas e camadas de luta, de luto, de crescimento, de vergonha. um filme que consegue te deixar abatido. lembrando que são crianças e como é difícil reagir com crianças nesse momento, você vê o processo de luto de uma forma tão dura de se ver, tem a surpresa, a raiva, a dúvida e por fim a aceitação. Close consegue fechar um combo de drama com a superfície de afeto, você sai abatido e ainda assim consegue sair amando toda a obra.
A produção francesa é extremamente sensível e tocante, com um roteiro que aborda sutilmente os sentimentos de perda, culpa e autodescoberta. A trama não se sustenta apenas em diálogos, pois a expressividade de olhares e gestos comunicam uma junção de emoções de forma sublime.
Não há palavras, essa obra é simplesmente a ponte entre uma metáfora e uma tragédia. Cada diálogo, para suspiro, é visível que o autor queria que o público se sentisse como o Léo, triste, culpado... Ele consegue com uma facilidade nos colocar no lugar das personagens, o tanto que eu queria ver o Rêmi se volta, mas eu nunca terei, isso é o luto. Desde a dor de barriga até o punho quebrado, cada vírgula, cada acento tudo forma uma sinfonia belíssima que, sinceramente, me fez chorar desde o rompimento da amizade até o fim do filme. O gesso sendo removido agora sem mais lágrimas é a a a forma perfeita de representar aceitação de um luto, o campo florido não fica fora dessa e a casa vazia demonstra perfeitamente que apesar de aceitar e aprender a conviver com a falta do amigo, o que restou dele irá gerar uma saudade incurável e eterna. Veja se quiser se tornar o deserto do Saara de tanto chorar!
Que filme.. já passei por isso e doeu bastante ver o que poderia ter acontecido. Filme tocante e que mostra o que pode resultar se preocupar mais com as opiniões alheias do que com os sentimentos das pessoas que importam
Esse com certeza foi um dos melhores filmes que eu ja assisti (minha opniao), eu fiquei em choque (um pouco exagerada essa palavra, mas tudo bem) quando o levi morreu, e tambem com a forma com que ele morreu, no inio eu ainda não tinha compreendido oq aconteceu ou pq aconteceu, mas quando eu entendi, uma chave na minha mente virou, esse filme é simplesmente incrivel, recomendo muito que assistam
Close é diferente de tudo. A forte amizade entre 2 jovens,é amor juvenil. E a fotografia em 1°plano,a locação, campo de flores Belga,é fantástico. Cria cenas de pinturas. A direção opta por personagens que guardam emoções, sem fraqueza. E isso não gosto. Pois daria explicações do amor entre os meninos. Teria maior empatia a ligação entre Leo, e mãe do suicida, que não soube lidar com a dor do preconceito.
Eu, particularmente, não sou muito fã de filmes de drama. Acredito que, para produzir um filme de drama eficaz, é essencial que o espectador consiga sentir na pele as emoções e dilemas dos personagens. Foi justamente por isso que me apaixonei por "Close". A dinâmica criada pelo roteirista e diretor faz com que você sinta a cada segundo o que os personagens estão vivenciando, de uma maneira única.
O uso da câmera é um dos aspectos mais impressionantes do filme. Com uma câmera próxima, mas com um enquadramento de lente distante, somos levados a sentir a sufocante proximidade das situações enfrentadas pelos personagens. Desde o início do filme, há um esquema de cores único que se destaca, especialmente através da plantação de flores da família de Léo. As cenas em que Léo e Rémi correm livremente pelos campos são mais do que simples sequências de liberdade; são momentos em que o espectador se sente novamente com 13 anos, experimentando a sensação de correr sem preocupações.
A rua que liga as casas dos dois personagens é um símbolo poderoso. No início, é um caminho de calor e felicidade, mas tudo muda quando Léo e Rémi começam a escola. Cercados por outras crianças que refletem as atitudes e preconceitos de seus pais, a amizade entre eles começa a desmoronar. A simbiose entre Léo e Rémi, que compartilham praticamente o mesmo corpo e alma, é profundamente abalada.
A pressão social e os rumores na escola criam um ambiente insustentável para os dois amigos. O filme captura de maneira sensível e dolorosa a perda da inocência e a dificuldade de lidar com sentimentos que ainda estão sendo compreendidos. O afastamento gradual e doloroso entre Léo e Rémi é retratado com uma autenticidade impressionante, fazendo com que o público se sinta imerso na angústia dos personagens.
O diretor nos conduz com maestria até o final trágico da história, onde o impacto das pressões externas culmina em uma perda devastadora. "Close" é um filme que não apenas conta uma história, mas faz o espectador vivenciar cada emoção, cada dor e cada momento de alegria com os personagens. É uma obra que exemplifica como um drama deve ser feito: com profundidade, autenticidade e uma conexão visceral com o público.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade