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Kamila A.
7.941 seguidores
816 críticas
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4,0
Enviada em 11 de maio de 2023
Leo (Eden Dambrine) e Remi (Gustav De Waele) são melhores amigos. Passavam 24h de seu dia juntos: brincando, se divertindo, dividindo aquilo que mais gostavam de fazer um com o outro e dormindo um na casa do outro. Até o dia em que a insinuação de que os dois viviam algo além de uma amizade acontece.
A sugestão planta uma semente na cabeça de Leo. E é justamente a linha tênue entre a amizade e a possível descoberta do amor e como isso influencia o relacionamento entre Leo e Remi, o objeto principal de “Close”, filme dirigido e co-escrito por Lukas Dhont.
O medo nos faz fazer coisas bobas. A preocupação com o pensamento do outro sobre nós mesmos também. Levando em consideração o fato de que Leo e Remi são dois pré-adolescentes, as decisões que são tomadas são totalmente coerentes com o nível de maturidade que eles têm naquele momento.
No final, mais do que um filme sobre a amizade, “Close” é uma obra sobre como o sentimento de culpa, sobre o sofrimento que a culpa nos causa e sobre como o desejo de compreender aquilo (de bom e, mais do que tudo, de ruim) que nos acontece é uma força motriz para as transformações pessoais. Leo não será mais o mesmo após as experiências vividas aqui, assim como não serão mais os mesmos aqueles que foram afetados diretamente pelo que aconteceu com ele e Remi.
Talvez, se as coisas tivessem ocorrido num outro momento, tudo seria diferente… Ou não.
O Filme Mostra alem da amizade entre 2 pessoas muito proximas, os comentarios maldosos das pessoas que nao estao mais acostumadas com isso. tudo e motivo de piada, j tudo e resumido em sexo. A Maior grandeza do filme e mostrar a dor da Perda, os sentimentos obscuros, a culpa que podemos levar pra nossas vidas, se no nossos relacionamentos deixar a deriva. E impactante as mensagens subliminar do filme, alem de ter uma uma linguagem com os jogos de camera com poucas palavras.
Lukas Dhont retorna ao tema em mais uma realização levada a termo com maestria. Que filme lindo! Como esse moleque, o Eden Dambrine, está à vontade e competente em seu protagonismo. Isso, claro, sem desmerecer a atuação também perfeita de Gustav De Waele. Mais uma vez a fotografia é clara e abusa de cores quentes o que ajuda a transmitir a explosão da adolescência. Pouquíssimas falas já que o gestual, os olhares e mínimas alterações do rosto transmitem mais que o necessário em um crescendo tão suave que leva o espectador junto. Leo e Rémi trocando olhares entre as flores de uma plantação ou em um passeio de bicicleta, tanto quanto dormindo juntos em uma mesma cama, exaltam a inocência de uma idade em que opções ainda são desnecessárias. Contudo, não estão isentos da interferência do meio social de que fazem parte, o que levará a um desfecho trágico.
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