Leo (Eden Dambrine) e Remi (Gustav De Waele) são melhores amigos. Passavam 24h de seu dia juntos: brincando, se divertindo, dividindo aquilo que mais gostavam de fazer um com o outro e dormindo um na casa do outro. Até o dia em que a insinuação de que os dois viviam algo além de uma amizade acontece.
A sugestão planta uma semente na cabeça de Leo. E é justamente a linha tênue entre a amizade e a possível descoberta do amor e como isso influencia o relacionamento entre Leo e Remi, o objeto principal de “Close”, filme dirigido e co-escrito por Lukas Dhont.
O medo nos faz fazer coisas bobas. A preocupação com o pensamento do outro sobre nós mesmos também. Levando em consideração o fato de que Leo e Remi são dois pré-adolescentes, as decisões que são tomadas são totalmente coerentes com o nível de maturidade que eles têm naquele momento.
No final, mais do que um filme sobre a amizade, “Close” é uma obra sobre como o sentimento de culpa, sobre o sofrimento que a culpa nos causa e sobre como o desejo de compreender aquilo (de bom e, mais do que tudo, de ruim) que nos acontece é uma força motriz para as transformações pessoais. Leo não será mais o mesmo após as experiências vividas aqui, assim como não serão mais os mesmos aqueles que foram afetados diretamente pelo que aconteceu com ele e Remi.
Talvez, se as coisas tivessem ocorrido num outro momento, tudo seria diferente… Ou não.
Posterguei demais para assistir, pois pensei que seria muito pesado. No entanto é de uma delicadeza triste, sutil e doloroso. Ninguém deveria ser vítima desses sentimentos que sabemos ser movidos a pressão social que vivemos desde sempre. São sentimentos que não se apagam e um sofrimento eterno. Sem dúvida é um roteiro forte.
Uma trama deprimente a obra é personificada por um ator mirim que tem o drama de seu personagem exposto em todo filme, em resumo, a arrogância e falta de empatia da geração Z. Bem não podemos generalizar para todos os jovens até porque a obra é francesa, e muitos costumes de lá e regras sociais diferem das nossas. Sem apresentar respostas a problemática o filme estica 120 min de badalação em cima da depressão do garoto. Filmes são para gostos particulares, não comprei esse sadismo e falta de empatia proposta pelo diretor e roteiristas da obra no personagem. Mais uma recomendação da plataforma que não me agradou. Acho que a obra ajuda você a sair de pior de humor do que entrou. A dica para assistir é comprar o lado do garoto. Não gostei.
Dois amigos inseparáveis em tenra adolescência, Léo (Dambrine) e Rémi (De Waele), tem sua amizade valorizada igualmente por suas respectivas famílias, e tornam-se vítimas de chacotas e constrangimentos por parte dos colegas.
O que está convencionado heteronormativamente implicitamente em relação ao afeto masculino? Close é um filme que se dispõe a investigar esses afetos e o que pode acontecer para os desviantes. O filme relata a história de dois amigos Léo e Remy, Remi é filho único e Léo tem uma relação muito carinhosa com o seu irmão, algo que é observado por Remi que tenta fazer parte dessa confraria mas o que acontece quando os amigos de ambos no convívio escolar passam a questionar a proximidade entre os dois? A masculinidade questionada de Léo, o conduz ao progressivo afastamento de Remy, o qual conforme fica insinuado numa cena com sua mãe à porta do banheiro, mostra que a personagem já havia enfrentado outras fragilidades psicológicas. Léo, por sua vez, passa a assumir um papel cada vez mais heteronormativo, passando a frequentar jogos de polo. A direção do filme deixa tudo muito sutil de modo a permitir inúmeras reflexões entre os espectadores. Muito bom!
Close é um filme de drama francês/belga que foi dirigido por Lukas Dhont que também participou do roteiro ao lado de Dirk filme foi indicado ao Oscar 2023 na categoria de melhor filme internacional. Na trama, acompanhamos 2 garotos de 13 anos Léo (Eden Dambrine) e Rémi (Gustav De Waele) que são amigos inseparáveis de longa data. Além da amizade ambos têm um vínculo que parece ser inquebrável. Porém, com o ingresso de ambos na escola, Rémi percebe que vem sendo escanteado por Léo que procura se enturmar com os demais adolescentes. Isso pode provocar consequências trágicas para um deles. O filme foca no personagem Léo, o jogo de câmera (focando mais em seu rosto) denuncia bem isso. Mas o que a direção pretende é captar a passagem da infância para a juventude. Isso acontece com maestria, pois a amizade genuína de ambos acaba sendo julgada por alguns alunos da escola. O filme toca em temas como bullying, luto e preconceito. Entre esses temas, o luto é o mais bem trabalhado. O filme perde o folego no segundo ato quando acontece a tragédia, mas aqui podemos passar pano, pois como dito antes, o foco é em Léo e estamos falando de uma criança passando de fase da vida, que mal sabe se expressar ou dizer o que está sentindo. Então durante boa parte do filme parece que Lucas não sente nada e para contornar a situação, o roteiro cria uma atmosfera pesada ao mostrar os adultos do filme sentido da um a sua maneira. As últimas cenas do filme são poderosas, pois é usado de forma simbólica o braço quebrado de Léo para demostrar que ele também está quebrado internamente.
Lukas Dhont retorna ao tema em mais uma realização levada a termo com maestria. Que filme lindo! Como esse moleque, o Eden Dambrine, está à vontade e competente em seu protagonismo. Isso, claro, sem desmerecer a atuação também perfeita de Gustav De Waele. Mais uma vez a fotografia é clara e abusa de cores quentes o que ajuda a transmitir a explosão da adolescência. Pouquíssimas falas já que o gestual, os olhares e mínimas alterações do rosto transmitem mais que o necessário em um crescendo tão suave que leva o espectador junto. Leo e Rémi trocando olhares entre as flores de uma plantação ou em um passeio de bicicleta, tanto quanto dormindo juntos em uma mesma cama, exaltam a inocência de uma idade em que opções ainda são desnecessárias. Contudo, não estão isentos da interferência do meio social de que fazem parte, o que levará a um desfecho trágico.
O filme tinha tudo para conquistar o espectador com a história singela de uma amizade que se perde com as descobertas e os medos da adolescência, mas em vez disso apela para um dramaticidade afetada e exagerada. CLOSE é um bom filme que entrega bem menos do que poderia e isto é uma pena. O diretor parece ter ficado indeciso entre seguir o caminho da contenção de demonstração de sentimentos dos países baixos ou da demonstração exacerbada de sentimentos de um dramalhão mexicano e, na dúvida, fez uma mistura dos dois que prejudica em demasia o resultado final do seu trabalho.
A produção francesa é extremamente sensível e tocante, com um roteiro que aborda sutilmente os sentimentos de perda, culpa e autodescoberta. A trama não se sustenta apenas em diálogos, pois a expressividade de olhares e gestos comunicam uma junção de emoções de forma sublime.
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