Anônimo 2
Média
3,6
101 notas

18 Críticas do usuário

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4 críticas
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SR SINCERO
SR SINCERO

3 seguidores 72 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de setembro de 2025
Assim como o primeiro, uma obra prima de ação!! Vale muito apena assitir , mesmo que seja forçado as cenas de ação ainda continua muito bom !!!
Antowan
Antowan

18 seguidores 185 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 25 de setembro de 2025
Pancadaria dahora ação a todo o tempo, vale a pena assistir, não percam
Tomara que tenha o 3, filme eletrizante como o 1
Felipe Moraes
Felipe Moraes

5 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 8 de setembro de 2025
Necessidade de escapismo, time familiar, distância da família mesmo próximo , violência e parte do espetáculo.
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de setembro de 2025
Bem leve, gostoso. Mais comédia que o primeiro, com vilões ruins de mira e mocinhos imortais. A adição de mais família na trama deixou melhor ainda.
Edson Soares
Edson Soares

1 crítica Seguir usuário

1,0
Enviada em 27 de agosto de 2025
Tem continuações que parecem que é só pra tentar ganhar dinheiro, filme com piadas forçadas e sem graça, totalmente diferente do primeiro
Igor C.
Igor C.

17 seguidores 441 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 24 de agosto de 2025
O filme não apresenta uma trama tão sólida quanto o primeiro, mas compensa ao trabalhar muito bem o equilíbrio entre humor, pancadaria e cenas de ação de ótima qualidade. Uma continuação divertida e empolgante, mesmo sem a mesma força narrativa do original.
Michel Prep
Michel Prep

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 24 de agosto de 2025
Filme equilibrado, ação, humor e drama, me diverti muito assistindo, uma obra prima! Minha primeira experiência no cinema e foi com esse filme, foi um máximo!!!
NerdCall
NerdCall

59 seguidores 484 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 22 de agosto de 2025
“Anônimo 2” chega aos cinemas em um mês já lotado de sequências, dividindo espaço com títulos como Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda, Corra que a Polícia Vem Aí e Os Caras Malvados 2. Em meio a essa maratona de continuações, o longa estrelado por Bob Odenkirk se destaca não apenas pela mudança de direção, mas também por assumir uma identidade própria dentro do gênero de ação. Se no primeiro filme a maior surpresa era justamente ver o ator, conhecido por papéis dramáticos, se transformar em um improvável herói de ação, agora o desafio é outro: como manter o interesse quando já não existe mais o fator surpresa?

A resposta vem de duas escolhas ousadas. A primeira é a troca no comando. Sai Ilya Naishuller, que conduziu o original, e entra Timo Tjahjanto, cineasta indonésio conhecido pelo explosivo A Noite nos Persegue. Essa mudança já sinaliza que a sequência não teria a mesma cadência visual e narrativa do anterior. Timo imprime um estilo mais físico, quase visceral, que se apoia na brutalidade dos combates corporais, mas também flerta com uma leveza inesperada, já que o filme abraça um tom cômico bem mais presente. A segunda escolha é deixar claro que esta é uma continuação menos sombria, mais próxima do espírito dos filmes de ação B dos anos 80, em que a diversão e o exagero estão acima de qualquer pretensão de realismo.

Bob Odenkirk se mostra mais uma vez como o motor do projeto. Aos 62 anos, ele prova que ainda tem energia de sobra para entregar sequências de ação intensas, mas, ao mesmo tempo, transita entre o humor e os momentos mais sérios com uma naturalidade impressionante. O curioso é que, se no primeiro filme havia espaço para explorar a profundidade psicológica de Hutch, aqui essa camada é praticamente abandonada. A trama aposta em um caminho mais leve: transformar a família do protagonista em peça central da narrativa, colocando todos em uma viagem que serve como pano de fundo para os novos conflitos. A escolha é válida no sentido de evitar a repetição exata da fórmula anterior, mas também limita o potencial de expandir o universo do personagem. O espectador termina a sessão com a sensação de que a história pessoal de Hutch ainda guarda muitos segredos que poderiam ser explorados — possivelmente em um terceiro filme ou até em um prelúdio.

Esse movimento de abrir mão do aprofundamento em troca de uma trama familiar é o que gera uma das principais contradições da sequência. Ao mesmo tempo em que o filme tenta se diferenciar do primeiro, acaba recorrendo a repetições disfarçadas. É o caso da cena inicial, que remete à abertura do original, e da luta dentro de um ônibus — agora em um barco e em escala menor, mas ainda assim divertida. A diferença é que, em vez de tentar recriar a tensão ou a dramaticidade do passado, “Anônimo 2” assume seu lado mais despretensioso. O resultado é uma narrativa que sabe que está apoiada em muletas narrativas, mas que se mantém de pé justamente pela energia cômica e pela criatividade das lutas.

Aqui entra a questão do estilo de Timo Tjahjanto. Hollywood tem seguido uma tendência clara de tentar reproduzir o modelo “John Wick”, que virou referência de ação no cinema contemporâneo. Para fugir dessa sombra, os estúdios passaram a buscar diretores de outros países, com olhares autorais e estilos marcantes. O problema é que, ao contratá-los, muitas vezes não oferecem a liberdade criativa necessária. Em “Anônimo 2”, isso fica evidente. Tjahjanto traz alguns de seus traços mais característicos, como o uso de combates físicos intensos e coreografias elaboradas, mas em vários momentos parece contido, como se tivesse que trabalhar dentro de limites impostos pelo estúdio. Ainda assim, quando consegue imprimir sua marca, entrega cenas mais inventivas e ousadas que as do primeiro filme.

Bob Odenkirk, em entrevistas, chegou a comentar que queria que algumas sequências lembrassem os filmes de Jackie Chan — não apenas pelo humor físico, mas pela forma como o corpo do ator, com todas as suas limitações, vira parte da narrativa. Essa escolha é inteligente, porque usa a idade do protagonista a favor da história. Odenkirk não é um super-humano imbatível, mas um homem comum que luta com criatividade e resiliência. O uso de dublês, embora inevitável, é feito com tanta naturalidade que as transições passam quase despercebidas, o que aumenta ainda mais o impacto da ação.

O ponto frágil, porém, continua sendo o roteiro. Se no primeiro filme havia pelo menos uma tentativa de desenvolver Hutch e seu passado misterioso, aqui o texto se contenta em criar pontos de apoio para ligar uma cena à outra. É como se as motivações fossem apenas pretextos para a próxima luta, e os coadjuvantes acabam reduzidos a engrenagens funcionais. Em contrapartida, a energia de Odenkirk compensa boa parte dessas falhas. Seu carisma é tão forte que, mesmo quando a narrativa falha em criar tensão ou suspense, ele mantém o público interessado. Poucos atores conseguem carregar um filme inteiro apenas com presença e versatilidade, mas esse é exatamente o caso aqui.

Além dele, vale destacar a participação de Christopher Lloyd, que, aos 86 anos, continua roubando cenas com seu carisma. Sua presença é pequena, mas traz uma aura especial, quase nostálgica, que conecta a sequência a um espírito mais clássico do cinema de ação. É um detalhe que pode passar despercebido, mas que reforça o tom mais leve e divertido do longa.

No fim, “Anônimo 2” é um caso curioso de sequência que consegue manter o nível do original sem ser uma simples cópia. É um filme que muda de tom, de ritmo e até de estilo de direção, mas que permanece fiel a um objetivo: entreter. Sim, falta aprofundamento dramático e sobra conveniência no roteiro, mas o público que busca um filme de ação mais solto, com lutas criativas e um herói carismático, dificilmente sairá decepcionado. A grande pergunta que fica é até quando Bob Odenkirk conseguirá sustentar sozinho uma franquia que depende quase inteiramente dele. Por enquanto, a resposta é clara: enquanto ele se divertir, nós também vamos.
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