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Sergio Caiazzo
35 críticas
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3,5
Enviada em 23 de setembro de 2026
“Os Rejeitados”, do diretor Alexander Payne, é drama, é comédia. O enredo central se passa numa escola distante, um internato, com um professor mal-humorado e alguns alunos com problemas, que me remeteu ao inesquecível “Sociedade dos Poetas Mortos”. Ambientado nos anos 70, quando nós, rapazes, usávamos cabelos compridos, o enredo discorre com o professor Paul, de História Civilizatória, que precisa tutorear alguns alunos que não puderam passar o Natal com seus familiares; foram rejeitados por pais, mães e padrastos. O filme, nos seus 30 primeiros minutos me fez pensar que o meu faro de cinéfilo tinha falhado, porém, aos poucos, percebi que meu faro é infalível (ou quase), pois o drama ganha contornos substanciais das personalidades do professor Paul, do aluno Angus Tully e da cozinheira-chefe Mary Lamb, conduzido pelas suaves músicas de Mark Ortan. Quem não teve comportamentos inadequados, quem não fez bobagens na juventude que atire a primeira pedra. O ator Paul Giamatti concorre ao Óscar de melhor ator, e o jovem ator Dominic Sessa, que interpreta o aluno Angus, promete. O final, possivelmente, fará que singelas lágrimas deslizem suavemente por suas faces.
Minha nota se justifica por; 1 - A edição do filme custou um pastel com caldo de cana. As transição poderiam muito bem terem sido feitas pelo editor de video do Windows 7; 2 - A trilha sonora equivale ao de um elevador, 3 - Roteiro, mais do mesmo, a velha dinâmica de por pessoas que não se gostam para conviver e no final verem que não se odeiam tanto assim, 4 - Fotografia mediocre, tudo poderia ter sido feito com um celular de câmera intermediária com a adição de filtros do Instagram para deixar tudo mais vintage. Não é uma tortura completa, ele é pontualmente divertido, mas só isso, e entrega menos que um filme da sessão da tarde.
Excelentes atuações, com personagens interessantes mas uma história um pouco arrastada demais, de um ritmo muito lento. O filme em si daria nota 3 mas pelas atuações dos atores merece um pouco majs
Esse filme é uma aglomeração de gente estranha, com uma trilha sonora chata, mas diálogos interessantes, boas atuações e algumas piadas que funcionam bem. Uma vez que os personagens de Os Rejeitados sejam caracteristicamente intragáveis, com exceção da cozinheira Mary, é esperado que o longa funcione bem depois de pegar no tranco. Destaco que o figurino e o design de produção são impecáveis, criando um convincente início dos anos 70.
Filme muito bom. Um dos melhores da década até agora. Uma história muito emocionante e com ótimo protagonismo de Giamatti, Randolph e Sessa, com um ritmo muito bem equilibrado, ambientação, fotografia, trilha sonora, e principalmente as questões emocionais ao redor de Angus Tully. Apesar de alguns defeitos, como falta de destaque da personagem de Randolph em algumas cenas, e o desenvolvimento ser apressado em algumas partes, e falta de profundidade de alguns personagens secundários, o filme entrega uma das melhores experiências do cinema contemporâneo, e consegue se equilibrar muito bem. Virou um dos meus filmes favoritos. Não é perfeito, mas mesmo assim é incrível. Parabéns a todos que trabalharam nessa arte.
No natal de 1970, o professor Paul (Giamatti), malquisto pelos alunos e colegas pela extrema rigidez, permanece com um pequeno grupo de notas muito baixas ou por impossibilidade de estar com sua família. Eles são os pequenos Alex (Dolley) e Park (Kaplan) e os adolescentes Kuntze (Hepner), Jason (Provost) e Angus Tully (Sessa). Neva bastante e todos se sentem extremamente entediados e como se fossem punidos de permanecerem sob os cuidados logo de Paul, a quem chamam de “oiudo”, por conta de seus olhos saltados e com deslocamento de uma das órbitas.
mais em: https://magiadoreal.blogspot.com/2025/04/filme-do-dia-os-rejeitados-2023.html
Roteiro inteligente, atuações memoráveis e uma abordagem emocionalmente rica. Com um roteiro afiado de David Hemingson e direção sensível de Alexander Payne, Os Rejeitados mistura comédia e drama de forma encantadora. A trama segue três personagens marginalizados—um professor rígido, uma chefe de refeitório enlutada e um jovem depressivo—que se veem juntos durante as férias de Natal, tentando encontrar significado nas suas vidas. Paul Giamatti brilha como o professor Paul, enquanto Da'Vine Joy Randolph e Dominic Sessa entregam atuações tocantes. O filme é um tributo aos clássicos humanistas como "Sociedade dos Poetas Mortos" e "Ensina-me a Viver", com momentos de riso e emoção genuína. Embora seja otimista, sua profundidade emocional é o que realmente marca.
Sinopse: Um professor rabugento, uma cozinheira de luto e um aluno inteligente e encrenqueiro são obrigados a passar o Natal juntos na escola e criam um vínculo inesperado.
Crítica: "Os Rejeitados", dirigido por Alexander Payne, é uma obra envolvente que explora temas de conexão humana e autodescoberta de maneira delicada e comovente. A narrativa gira em torno de três personagens aparentemente dissonantes: um professor rabugento, uma cozinheira enlutada e um aluno problemático. Essa combinação inesperada de personalidades cria um cenário rico para o desenvolvimento emocional e humorístico da trama.
Uma das grandes forças do filme é a habilidade de Payne em humanizar seus personagens. O professor, interpretado magistralmente, apresenta uma fachada ríspida, mas por trás dessa máscara, encontramos um homem em crise, refletindo distúrbios da própria vida. A cozinheira, marcada pela perda, é um retrato da fragilidade humana e da capacidade de encontrar consolo em lugares inesperados. O aluno, por sua vez, traz uma energia rebelde e autêntica, desafiando os dois adultos a confrontar suas próprias inseguranças.
O ambiente escolar, que serve de pano de fundo para essa jornada emocional, é uma escolha acertada. Ele não só simboliza um espaço de aprendizado, mas também de cura. A interação entre os três personagens oferece uma perspectiva renovadora sobre as relações intergeracionais e como cada um, apesar de suas dores e frustrações, pode ajudar o outro a encontrar um sentido de pertencimento.
O ritmo do filme é cuidadosamente equilibrado entre momentos de humor sutil e reflexões profundas. A cinematografia é um deleite, assim como a trilha sonora, que complementa as emoções retratadas, criando uma atmosfera nostálgica.
Além disso, "Os Rejeitados" é uma ode à resiliência do espírito humano. Ao forçar esses personagens a conviverem e se abrirem uns aos outros, Payne nos lembra que as melhores conexões muitas vezes surgem nas circunstâncias mais improváveis. O resultado é uma narrativa que não apenas entretém, mas também convida à reflexão sobre empatia e a beleza das imperfeições humanas.
Em resumo, "Os Rejeitados" é muito mais do que uma comédia dramática; é uma celebração da vida em suas complexidades, perfeita para aqueles que apreciam histórias que aquecem o coração e desafiam a visão de mundo.
Um filme agradável e bem estruturado, com uma história que flui de forma natural e cativante. A trama é bem encaixada, proporcionando uma experiência satisfatória e envolvente. Embora não seja uma obra que surpreenda ou marque profundamente, é uma escolha sólida para quem busca entretenimento leve e bem feito.
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