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Um visitante
3,5
Enviada em 13 de julho de 2015
É notável a participação de Haley Joel Osment já tinha chamado nossa atenção em "Sexto Sentido".Quando ganhou mais um bom trabalho,a frente de "Inteligência Artificial",sabia que vinha mais uma boa atuação do garoto.O problema é que ele praticamente carrega todo o filme.Sendo um dos melhores personagens.Steven Spielberg toca em um assunto interessante novamente,e impressiona,tanto na direção,quanto na produção.
Inteligência Artificial é um filme de ficção científica/drama que contou com a direção de Steven Spielberg e roteiro de Brian Aldiss e Ian Watson. O filme recebeu 2 indicações no Oscar de 2002: melhor efeitos visuais e melhor trilha sonora. Em um mundo futurista, onde os problemas ambientais são cada vez mais caóticos, os cientistas resolvem desenvolver um novo tipo de androide : um menino- robô David (Haley Joel Osment). A princípio, David é adotado por um funcionário da empresa que o fabricou, para ficar em seu lar junto com sua esposa. David supriria a falta do filho do casal que estava em coma, mas após ele despertar um serie de acontecimentos faz o casal abandonar David. Um fato curioso do filme foi que ele foi desenvolvido por Kubrick desde 1969, mas resolveu esperar para que a tecnologia acompanhece as ideias. Porém, com a morte do cineasta em 1999, sobrou para Spielberg dirigir a trama, sendo esse o seu primeiro filme dos anos 2000. O fato é que se criou uma grande expectativa em torno do filme, mas chegou a ser um grande fracasso de bilheteria e a crítica caiu em cima. Talvez pelo fato de esperaram alfo sombrio na direção do falecido cineasta, mas o que vimos foi um conto de fábula colorido na mão de Spielberg. Independente disso, o filme opera sem didatismo diante de suas discussões filosoficas. São diversas questões de cunho ético que entra em debate. A questão do amor, pois agora o menino-robô é o primeiro a nutrir esse sentimento, entao qual será a reação dos humanos para isso? Um amor sem retribuição, alimentação do ego humano? Outro ponto , tbm associado a esse é quando um robô mais antigo, que servia apenas para transar com mulheres Joe (Jude Law) fala sobre o Utilitarismo: os humanos te ama pelo que vc pode oferecer. Quando nao tem o que oferecer te trocam. Lógico que a questão robótica funciona como uma incrível metáfora sobre a condição humana. Ainda sobre o roteiro, o filme é logo, mas tem seus 3 atos bem divididos. Gostei da forma em que David foi desenvolvido em tela, foram 50 minutos bem gastos na trama. A jornada de David começa a partir daí: a busca por ser aceito pela família que o abandonou se passa por ele ser humano ( aqui Spielberg aproveita e usa perfeitamente o conto de Pinóquio para isso). É de fato uma jornada dolorosa em termos sentimentais e emocionante tbm. O desfecho foi ainda mais sensacional e criativo ( a chegada dos ets, a forma com que os ets tratam o David era como queríamos que os humanos o tratasse). O final é um abraço aconchegante, mas triste. Em termos técnicos, o filme foi sensacional. Sem exageros, com efeitos que pouco se percebe. Fotografia eficiente mostrando tanto o lado urbano noturno, quanto a floresta sombria com cadáveres de robôs velhos e o cenário caótico de um fim do mundo. Creio que é um filme que precisa ser revistado. Creio que foi muito mal compreendido na época.
O filme "A.I. - Inteligência Artificial", dirigido e escrito por Steven Spielberg, nos conta a jornada de David (Haley Joel Osment), um robô que foi desenvolvido especialmente para preencher o vazio de famílias que perderam seus filhos ou que, devido à conjuntura ambiental do Planeta Terra, estiveram impossibilitados de gerar uma vida. É assim, como este propósito, que ele entra na rotina da família composta pelo casal Monica (Frances O'Connor, numa maravilhosa atuação) e Henry Swinton (Sam Robards) - cujo único filho Martin (Jake Thomas) encontra-se internado num hospital, numa unidade de criogenia.
Neste momento, é importante fazer um adendo na nossa resenha crítica para podermos falar a respeito da conjuntura na qual se passa o filme: em decorrência do efeito estufa e do derretimento das calotas polares da Terra, boa parte das cidades litorâneas se tornou submersa. Em consequência disso, a humanidade passou a contar com a ajuda de robôs, dotados de inteligência artificial. Assim, foram criados robôs-babás, robôs-amantes, dentre outros, e, por fim, o robô-criança.
A discussão central de "A.I. - Inteligência Artificial" engloba, principalmente, a habilidade destes robôs em desenvolverem emoções humanas e de demonstrar estes sentimentos, por meio dos laços afetivos e dos relacionamentos construídos. Neste sentido, o roteiro faz um paralelo com a história de Pinóquio, o boneco de madeira que sonhava em ser um menino de verdade. Emulando esta figura, a busca de David é por ser uma criança de verdade - assim, ele acredita que será aceito e amado de verdade por Monica (a figura a quem ele devota todo amor e carinho).
Existe uma curiosidade por trás de "A.I. - Inteligência Artificial": por duas décadas, o diretor Stanley Kubrick trabalhou no projeto, até perceber que ele se encaixava mais no estilo de Steven Spielberg. Kubrick e Spielberg colaboraram por anos ainda, até que Spielberg conseguiu filmar a história - da forma como ambos a visionaram, é importante mencionar A decisão de Kubrick em passar o projeto para o amigo foi a correta. Spielberg tem a sensibilidade e o olhar que esta trama precisava. "A.I. - Inteligência Artificial" é um filme comovente e, arrisco dizer, uma das obras mais subestimadas dos últimos tempos.
Que o Steven Spielberg é um mestre dos diretores ninguém duvida,com histórias sensacionais inocentes e tocante ele nos conquistou com Et o extraterrestre e de volta pro futuro e aqui não é diferente já que ele reúne um elenco sensacional e consegue traduzir uma história poética ,triste e cheia de fantasia.O filme conta a história do mundo após o efeito estufa ter derretido uma grande parte das colatas polares da Terra,em meio disto os cientistas criam robôs já que eles não gastam os recursos naturais e em meio disto surge A.I. uma inteligencia diferente e é assim que vive o garoto David que segue uma jornada de descobrimento no mundo.O jovem Haley Joel Osment já havia mostrado seu talento em o sexto sentido e aqui ele está excepcional,ele traz uma inocência e uma ingenuidade que faz você ficar apaixonado pelo personagem.O roteiro escrito também pelo Spielberg é muito bem elaborado,ele é dividido praticamente em duas partes na primeira ele está em descobrimento com a vida e na segunda parte ele parte pra uma aventura pelo mundo.Aqui temos os fatores primordiais do Steven já que tem pontos futurísticos típicos que já tínhamos visto em de volta pro futuro e o momento para fazer o público chorar litros,esse que por sinal é um dos principais pontos do filme primeiramente na metade do filme em uma cena muito triste e a cena final que é praticamente o tiro de misericórdia no nosso coração.O problema do filme é do segundo pro terceiro ato que fica muito arrastado e o desperdício do ótimo ator Jude Law que é basicamente um mero coadjuvante.No mais é um daqueles filmes com uma mensagem bem emocionante e ao mesmo tempo melancólico,com um final muito imprevisível e muito bem trabalhado,com atuação sensacional na época do Haley Joel Osment.
Um belo trabalho de Spielberg, boas atuações, história cativante, um bom roteiro, bela fotografia e trilha sonora, mais uma vez Spielberg não decepcionou.
Filme na época fez grande sucesso e hoje faz parte de um questionamento claro: robôs/androides na forma humana existirão mesmo? Sobre o assunto ja se sabe que temos filmes que exploram muito melhor como Blade Runner e quase 19 anos antes foi lançado. Mas a atuação do Haley Joel Osment e muito boa e vale uma nota 4. A pergunta do filme e clara para o futuro: robôs terão tanta capacidade de processar informação que poderão de forma independente estabelecer consciencia da propria existencia? E o pior: um ser humano estaria preparado para trocar no lugar de um filho biologico um robo? spoiler: Filme mostra extraterrestres no final.
Se esse filme tivesse sido dirigido originalmente por Stanley Kubrick, talvez tivesse se tornado um grande filme.Com todo respeito a Spielberg, o filme tem coisas positivas como a atuação de Haley Joel Osment, mas se estende muito e o final, a meu ver deixa a desejar. Me incomoda o papel daquela mãe no filme, mas é interessante a questão da inteligência artificial. Esperava mais.
Um filme incrivelmente bem realizado acompanhado de um um ótimo elenco e de uma inesquecível trilha sonora.Um roteiro fascinante e uma direção impecável.Uma obra prima do gênero.Impagável.Para ver e rever.
Na metade do século XXI, o efeito estufa derreteu uma grande parte das coletas polares da Terra, fazendo com que boa parte das cidades litorâneas do planeta ficasse parcialmente submersa. Nossa, não acredito que o Steven Spielberg teve coragem de fazer isso, um filme tão horrível assim! O elenco é ótimo, mas a idéia é terrível.
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