Saló ou Os 120 Dias de Sodoma: Críticas - Página 2
Saló ou Os 120 Dias de Sodoma
Média
2,6
153 notas
25 Críticas do usuário
5
3 críticas
4
5 críticas
3
2 críticas
2
4 críticas
1
4 críticas
0
7 críticas
Organizar por
Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Mary M
18 seguidores
55 críticas
Seguir usuário
1,5
Enviada em 20 de julho de 2021
Saló é um filme extremamente bizarro. Ele não é ruim, não é mal produzido. A fotografia e a direção são incríveis...mas que filme bem nojento, para não dizer um pouco desnecessário. Não há envolvimento nenhum com os personagens. Poderia sim ser a mesma proposta, mas com mais envolvimento, para a gente realmente sentir pena deles nas situações de aperto. Eu senti um pouco de apatia o filme inteiro e isso me incomodou bastante, como se aqueles personagens não fossem e nem significassem nada. Não sei se essa era a intenção do Pasolini, mas, se sim, ele conseguiu. Filme memorável somente pelas cenas de tortura e pelas cenas de sexo bizarras e meio sem nexo. Houve um ponto do filme que eu nem sabia mais quem era quem, nem porque eu ainda estava olhando...dou 1,5 estrelas justamente porque ele até é bom no que faz: um pornô disfarçado de filme, basicamente, pelo menos na sua primeira metade. Na segunda, um gore sem limites e cheio de coprofagia. Nojento...mas, para quem gosta, pode considerar um clássico, um grande filme ou qualquer coisa. Eu não gostei, de qualquer forma, e definitivamente não quero assistir. Se fosse por ser perturbador...Saló, por exemplo, me agradou bastante. Ele tem mais história. Esse aí nem história tem direito. Superestimado demais.
Filme repugnante em todos os sentidos baseado no romance homônimo do Marquês de Sade. A idéia do diretor é fazer uma crítica ao sistema fascista que dominava a Itália no período da Segunda Guerra Mundial, a questão é que não se vê exatamente onde se pode associar o fascismo ao movimento libertino dos personagens responsáveis pela tortura de jovens pois o filme mostra o lado sujo e repugnante de qualquer ser humano independente de sua ideologia ou posição política. Os organizadores das orgias realizadas em torturas representam a política, a igreja, a nobreza e a justiça mas será que somente nesses grupos existem pessoas sórdidas e perversas? O filme é um verdadeiro show de terrores, de torturas mais repugnantes imagináveis e tem que ter muito estômago e cabeça bem aberta pra não se chocar.
Filme para refletir até onde o ser humano pode chegar para ter seus prazeres satisfeitos e fetiches realizados. A última grande obra do mestre Pasolini, que faleceu quando esse filme estava sendo lançado. Recomendo...
Não achei um filme tão chocante sinceramente esperava mais antes de assistir me falaram q tinham varias cenas de tortura, mas essas são as cenas finais e apesar de serem de outra época e eu ter tentado olha-las com os olhos daquela época não as achei convincentes... O diretor apostou na questão de orgias, nudismo na maioria das vezes desnecessárias. Porém tiveram partes que eu diria nojentas q reforçaram a fama do filme de chocante..
Esse é o tipo de filme pra se ver uma vez só, um dos filmes mais gore que eu já vi, se você é uma pessoa de estômago fraco, não assista! O filme é uma baita crítica ao abuso de poder que o governo italiano tinha na época do facismo.
No que diz respeito à cinematografia, a obra é espetacular, direção fantástica que tira do espectador as reais sensações que tais atos causariam. Contíguo à arte, está a repulsa das cenas de sexo, sodomia e crimes desenfreados, orquestradas por um grupo de pessoas educadas, refinadas e elegantes. Aconselho assistir ao filme, e aconselho a sssistir com a mente aberta e opinião desconstruída pra saber discernir ficção da realidade e conseguir apreciar toda arte por trás das atrocidades simuladas.
O filme sozinho fica com uma história vaga e um tanto quanto sem nexo, antes de ver o filme é interessante ler o livro e um pouco sobre seu autor, que o escreveu enquanto estava preso na famosa prisão da Bastilha. É possível tirar um pouco de filosofia do livro (e também do filme), por exemplo, analisando a forma hedonista e totalmente desconectada de qualquer forma de moral que permite com que os personagens guiem suas ações motivados simplesmente pela maior obtenção possível de prazer imediato. Também podemos refletir sobre a corrupção tanto nos representantes da justiça quanto da igreja. Mas é muito forte o impacto das atrocidades narradas o que termina por ofuscar essas reflexões. Só para constar, achei o livro bem mais pesado que o filme.
Acredito que o objetivo do filme é justamente tocar na ferida e retratar o tema de maneira mais crua possível. É sim um filme forte de se assistir mas em uma reflexão rápida percebe-se que o real e a ficção se misturam e em dados momentos voce se pega tentando dividir as coisas. É retratada a crueldade humana, mostra o lado mais sombrio e podre do ser humano, a objetificação, a animalização. É uma visão quase que psicótica do "desejo", demonstra o quão selagens e grotescos os seres humanos podem ser, movidos por um desejo ou ânsia indescritível e animalesca, selagem e brutal.
Um filme perturbador. Critica os fascismos da sociedade, da igreja e o estado. É um filme que tem que ser visto pra fazer pensar como o poder autoritário age de forma sádica em relação a toda a sociedade. Vejo muita gente criticando o diretor... mas essa obra e do Marques de Sadi, com certeza ele faria um filme bem pior do que as imagens perturbadoras que aparecem
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade