Um jovem casal se apaixona no início da primavera, ela uma cabelereira sonhadora, ele um aspirante a fotógrafo. Eles se amam. Então o que pode dar errado? Bem, ela descobre uma doença rara e decide que omitir a doença e se afastar dele é a melhor decisão. Ela sofre com o avanço da doença, a eminencia da morte e a saudade de seu amado. Ele, mesmo com o coração partido achando que ele tem outro, tenta reconstruir sua vida sem saber que a vida dela caminha para o seu fim... Histórias assim sempre me deixam o seguinte questionamento: Se a morte é iminente, porque não passar os seus últimos instantes ao lado de quem você ama? Porque não se permitir ser amada até o final? Perto ou longe da pessoa amada a morte virá de qualquer jeito, e a outra pessoa vai sofrer a sua ausência de um jeito ou de outro. Por que impedi-la de construir memórias boas ao seu lado e ter algo pelo que sentir saudade? Ao invés do arrependimento por aquilo que não pode ser vivido, por que não cultivar novas memórias? Por que não tornar o fim algo bonito? Repito, a dor virá de qualquer jeito. Então afastar seu amor com a ideia de que estará poupando o outro do sofrimento é a maior tolice que existe. O filme é lindo, suave, delicado como as pétalas que caem ao final da primavera, mas também é triste e nos convida refletir sobre a vida.