A engenharia genética literalmente desencadeou a distopia em todos os lugares. Os experimentos genéticos trouxeram o desastre e mudaram radicalmente o mundo. Vesper é um filme sobre os perigos intrínsecos da engenharia genética, uma crítica criativa e desestimulante quanto ao investimento nesses tipos de empreendimentos científicos. É muito importante que o espectador leia com atenção os textos apresentados na abertura do filme. Eles são fundamentais, porque explicam todo o contexto que envolve a história. Então, se você não leu as legendas iniciais ou não as entendeu, provavelmente ficou flutuando no filme e não apreendeu seu verdadeiro significado. Vesper é uma história encantadora e brilhante, mas ao mesmo tempo é também desconfortável. Um mundo que nasce da engenharia genética desenfreada não é bem um paraíso. Vesper pinta uma imagem decadente do mundo, que mergulhou no caos e no conflito dilacerante. As pessoas estão em perigo e a máxima central é a sobrevivência. É isso que Vesper é: um filme de sobrevivência, onde a comida é não apenas escassa, mas codificada, o que significa que você precisa descobrir como aprender a comer. Vesper é uma jovem sonhadora que possui talentos promissores, disposta a lutar para conseguir uma vida melhor. Um filme que gera um impacto profundo e que nos conduz a uma reflexão crítica sobre o poder eventualmente catastrófico embutido na engenharia genética. Filmes como Convergente, da série Divergente, já trataram disso. E não é novidade criticar avanços científicos promissores. Isso já estava sendo feito lá nos anos 80 com o exterminador do futuro. Mas aqui notamos muito mais sutileza e profundidade, fazendo de Vesper uma experiência realmente notável. Mostra como o cinema está disposto a evoluir e aprimorar suas críticas.
Vesper pode ser assistido atualmente no Prime Vídeo.
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