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Cintia Caldeira
10 críticas
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4,0
Enviada em 25 de agosto de 2025
Confesso que eu não ia assistir a esse filme. Estava muito contrariada com a ideia. Mas acabou sendo impossível de escapar: ele se tornou um fenômeno, e todas as minhas redes sociais foram inundadas pelas músicas da trilha sonora. Antes mesmo de ver o filme, eu já estava ouvindo as canções. A decisão de assistir veio após assistir a crítica da Isabela Boscov, que elogiou o filme.
Ainda bem que eu vi. É muito divertido! Para quem já tem familiaridade com a indústria do k-pop, os detalhes fazem todo o sentido. Surpreendente como, já nos primeiros minutos, a narrativa entrega todo o contexto e a lore, permitindo que a história comece com tudo explicado. As músicas são muito chicletes e viciantes, e capturam toda a essência do k-pop. Além disso, a trama traz vários elementos típicos de dorama: o estilo de luta, a fantasia, o ambientação histórica são facilmente reconhecíveis. As músicas que não são originais para o filme contribuem para essa ambientação familiar, dando toda a intenção do que as cenas queriam transmitis. Gostei de como o gato e o corvo funcionam muito bem como alívios cômicos sutis e fofos.
É verdade que a história é bem clichê e que os personagens parecem um pouco rasos demais, mas isso não compromete o filme. É uma animação voltada para crianças e não precisa ser profunda para funcionar. Terminei o filme com vontade de ver mais, de explorar mais detalhes do universo. Não é difícil de entender o porquê de ter sido um filme extremamente viral, e provavelmente tem várias crianças que estão assistindo incontáveis vezes.
Observação: Eu assisti em português e tenho que falar que a maioria das músicas ficou bem adaptada. Particularmente, eu achei “meu pequeno guaraná” icônico. As vozes estão bem localizadas e combinam muito com os personagens.
Raramente o cinema nos presenteia com um universo de tamanha originalidade. Embora a premissa de amigas poderosas possa, à primeira vista, soar familiar, o filme transcende o clichê ao construir uma mitologia inédita, livre das fadas, sereias e arquétipos já esgotados pela fantasia popular. O que se ergue diante do espectador é um cosmos singular, vivo e pulsante, que ainda guarda em si um vasto potencial inexplorado.
A trilha sonora vibra como um coração incansável, conduzindo cada cena com energia e precisão, enquanto o humor surge natural, desarmando a seriedade e reforçando o encanto da narrativa. O ritmo, acelerado e quase vertiginoso, pode incomodar apenas porque desperta no público o desejo de permanecer mais tempo nesse mundo — de assistir a momentos que parecem se esvair antes de serem plenamente degustados.
O enredo se revela cedo, num golpe surpreendente que prende o olhar, mas talvez lhe faltasse uma última reviravolta para encerrar a jornada com o mesmo impacto do início. Ainda assim, a obra compensa: os personagens — sejam heróis ou vilões — transbordam personalidade, carregam medos, inseguranças e brilham em sua humanidade animada.
A animação, por sua vez, é deslumbrante. Cada traço, cada movimento, cada cor se impõe como espetáculo visual, beirando o hipnótico. O resultado final é uma experiência estética e emocional que se aproxima do vício: irresistível, envolvente e inesquecível.
Melhor filme de animação de 2025,as musicas e os personagens,o filme passa uma estória de superação com muitos conflitos não só isso mas também um ar de mistério, além disso fiquei muito triste que não teve nenhum beijinho,espero que no segundo filme tenha algo para ressuscitar os Saja Boys e também que possamos saber mais sobre as famílias delas.
um filme excepcional, que me fez chorar horrores, e ensina muito sobre amizade de longa data, que não é sempre mil maravilhas, e o mais importante, ensina que devemos nos aceitar do jeito que somos com nossas marcas e vergonhas, e nos deixa presos com suas músicas, ex: livre, é uma dessas . Enfim nos ensina que seguir em frente e não ficar preso no passado, e confiar em alguém é importante pra que sejamos livres .
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