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João Victor Costa Pinheiro
2 críticas
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3,5
Enviada em 7 de janeiro de 2023
Christian Bale é o maior destaque aqui. Mesmo que a reviravolta não tenha me impactado, acredito que o restante do filme consiga ser bastante competente. Fui surpreendido ao ver Harry Melling como Edgar Allan Poe.
Christian Bale estrela esse filme que nos presenteia com uma direção de arte digna de óscar e uma fotografia escura brilhante e clara quando necessária, já seu roteiro é bem inscrito e tem primeiro ato excelente e um 2° razoável e fecha com um terceiro um pouco decepcionante, faltou peso , mesmo assim O pálido olho azul é atrativo.
Por ser um assíduo consumidor da obra Poeriana, ao deparar-me com uma obra cinematográfica onde o mesmo seria não apenas referenciado mas também uma peça atuante na película, as expectativas tornaram-se exacerbadamente altas, some a este fator o excelente elenco e teremos um sincero Atlas de ansiedade.
Por trazer o grande mestre na obra, e possuir como categoria o suspense, investigação e toda a atmosfera sorumbática, lívida e lânguida que poucos autores conseguem desenvolver, a estima era que o roteiro honrasse ao menos os principais contos e personagens de Poe, dando destaque ao seu inspetor Dupin, que viria a servir de inspiração aos demais excêntricos e desumanamente inteligentes e dedutivos detetives como Sherlock Holmes.
O deslindar da trama me foi eficaz (surpreendente) apenas no plot final - com grandes ressalvas sobre certas conveniências - nos atos que antecedem tal momento, o filme pode ser para muitos deveras maçante, fazendo com que o telespectador perca o foco e si distraia - onde tal distração pode ser positiva para a deglutição de tal conclusão final. Além disso, o mistério do plot primal é muito previsível.
As atuações são boas, com destaque ao Harry Meeling que interpreta o Poe, possuindo um trabalho de caracterização magnifico tornando-o extremamente parecido com o escritor enquanto jovem. Além disso, o roteiro tem o esmero de referenciar alguns poemas e contos do autor como Eleonora, retratar o inicio do seu alcoolismo, seus problemas de socialização, suas tendências bordeline em seus relacionamentos, as oscilações entre o seu brilhantismo narcisista e humor ácido e o ceticismo para consigo. Cristhian Bale entrega o excelente trabalho de sempre, mas que poderia ser muito melhor caso o roteiro permitisse.
A direção é boa, a ambientação também, fazendo jus ao titulo e atmosfera do filme.
Por fim, é um filme indicado para aqueles desprendidos de expectativas muito afloradas como as minhas e que queiram conhecer um pouco e estabelecer um primeiro contato com o grande mestre!
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