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Daniel Novaes
7.773 seguidores
873 críticas
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5,0
Enviada em 7 de janeiro de 2023
Muito bom, te pega do começo ao fim, ótimas atuações e boas viradas. Um mistério muito bem desenvolvido. Inclusive, o que cansa alguns, encanta quem aprecia bons diálogos (para uns, soa extenso e desnecessário).
Ambientação impecável e profundidade emocional, mas o ritmo exige paciência. Em 1830, um detetive aposentado investiga, com ajuda do jovem Edgar Allan Poe, o assassinato de um cadete em West Point. O filme mergulha no gótico com uma narrativa atmosférica e atuações sólidas, destacando Harry Melling como um Poe estranho e cativante. A trama combina mistério policial e elementos sombrios, explorando rituais macabros e a melancolia característica do autor. A fotografia fria e o inverno rigoroso criam um cenário que intensifica o tom depressivo e poético da história. Contudo, o ritmo lento pode afastar espectadores menos interessados no clima denso.
Bale e Melling em um roteiro engenhoso com muito suspense e mistério, navegando ainda pelo ocultrismo. muitas reviravoltas que prendem a atenção o tempo todo. O duelo intelectual e artistico entre ambos os protagonistas é intenso e o final condiz com a excelente obra.
Christian Bale é o maior destaque aqui. Mesmo que a reviravolta não tenha me impactado, acredito que o restante do filme consiga ser bastante competente. Fui surpreendido ao ver Harry Melling como Edgar Allan Poe.
Christian Bale estrela esse filme que nos presenteia com uma direção de arte digna de óscar e uma fotografia escura brilhante e clara quando necessária, já seu roteiro é bem inscrito e tem primeiro ato excelente e um 2° razoável e fecha com um terceiro um pouco decepcionante, faltou peso , mesmo assim O pálido olho azul é atrativo.
Por ser um assíduo consumidor da obra Poeriana, ao deparar-me com uma obra cinematográfica onde o mesmo seria não apenas referenciado mas também uma peça atuante na película, as expectativas tornaram-se exacerbadamente altas, some a este fator o excelente elenco e teremos um sincero Atlas de ansiedade.
Por trazer o grande mestre na obra, e possuir como categoria o suspense, investigação e toda a atmosfera sorumbática, lívida e lânguida que poucos autores conseguem desenvolver, a estima era que o roteiro honrasse ao menos os principais contos e personagens de Poe, dando destaque ao seu inspetor Dupin, que viria a servir de inspiração aos demais excêntricos e desumanamente inteligentes e dedutivos detetives como Sherlock Holmes.
O deslindar da trama me foi eficaz (surpreendente) apenas no plot final - com grandes ressalvas sobre certas conveniências - nos atos que antecedem tal momento, o filme pode ser para muitos deveras maçante, fazendo com que o telespectador perca o foco e si distraia - onde tal distração pode ser positiva para a deglutição de tal conclusão final. Além disso, o mistério do plot primal é muito previsível.
As atuações são boas, com destaque ao Harry Meeling que interpreta o Poe, possuindo um trabalho de caracterização magnifico tornando-o extremamente parecido com o escritor enquanto jovem. Além disso, o roteiro tem o esmero de referenciar alguns poemas e contos do autor como Eleonora, retratar o inicio do seu alcoolismo, seus problemas de socialização, suas tendências bordeline em seus relacionamentos, as oscilações entre o seu brilhantismo narcisista e humor ácido e o ceticismo para consigo. Cristhian Bale entrega o excelente trabalho de sempre, mas que poderia ser muito melhor caso o roteiro permitisse.
A direção é boa, a ambientação também, fazendo jus ao titulo e atmosfera do filme.
Por fim, é um filme indicado para aqueles desprendidos de expectativas muito afloradas como as minhas e que queiram conhecer um pouco e estabelecer um primeiro contato com o grande mestre!
O filme é regular por 2 motivos: spoiler: 1°: Odeio finais abertos (muito embora eu acredite que o protagonista não se suicidou).
2°: O filme faz uma crítica a fé cristã, o que achei desnecessário e considerei até como um ataque.
spoiler: O protagonista diz a sua filha que Deus não pode ajudá-la e nesse momento a filha perde a fé e resolve se suicidar, sendo que Deus pode ajudar qualquer pessoa que se achegue com fé até Ele. Creio que o protagonista possa ter contribuído para deixar a filha ainda mais desesperada ao afastá-la de Deus com seu comentário.
spoiler: Também há a cena em que o protagonista tenta culpar a Deus pelos crimes dos cristãos, o que é ridículo, pois cristão de verdade não comete crimes, uma vez que Deus proíbe condutas criminosas. Não dá para culpar a Deus pelos crimes que Ele mesmo não cometeu.
Poderia ter sido um bom filme sem essas patifarias. Mas gostei do Plot Twist pois spoiler: não esperava que o protagonista fosse o verdadeiro assassino.
spoiler: Eu até cheguei a reparar que a letra dele era muito parecida com a letra que estava no fragmento de carta, mas pensei ser apenas uma coincidência e foi justamente isso o que passou batido para a maioria dos telespectadores, afinal, os motivos que levaram o protagonista a matar os cadetes só vieram a ser revelados no final do filme, o que não deixou margem para que os telespectadores pudessem desconfiar do protagonista.
spoiler: Mas ao menos a construção do Plot fez sentido com esse lance de ter deixado uma pista sobre a semelhança das letras no começo do filme. Não foi como aqueles plots twists forçados onde nada parece se encaixar desde o início e aí forçam uma reviravolta maluca no final.
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