Pobres Criaturas
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3,9
661 notas

173 Críticas do usuário

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Dodo Roriz
Dodo Roriz

15 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 23 de março de 2024
Pode resumir Li em alguma outra avaliação que esse filme peca em “romantizar a prostituição” como uma mensagem feminista que perdeu a mão, penso eu que a pessoa não pegou o ponto do filme, por justamente ser um filme que vai ser melhor entendido pela ótica feminina, pelo meu entendimento esse aspecto do filme fala na verdade sobre como lidaríamos (nós mulheres) com a liberdade sexual se fossemos criadas sem os parâmetros sociais, passados e atuais, impostos a nós, como podem perceber o criador de Bella, cita, não atoa, seu pai por diversas vezes, deixando claro ter sido criado por uma pessoa prática e nada sentimentalista, logo me leva a crer que tão pouco era apegado a parâmetros sociais banais, o God é claramente igualmente desapegado desses mesmos parâmetros, uma boa analogia inclusive é ele ser eunuco (castrado de seu machismo), God então cria Bella como um experimento, com amor a sua criação mas sem sentimentalismo ou muita preocupação em passar valores sem que sejam os valores intelectuais, Bella então cresce livre dessas correntes, e quando se vê livre no mundo é também livre de “polimentos” sociais, mesmo que isso lhe seja colocado em algumas vezes por homens, ela mesma não entende ou obedece a isso como gostariam, e acaba agindo o filme todo como o homem que conhecemos hoje em dia, o sexo para ela é puramente necessidade e prazer, ela também deixa isso claro quando demonstra em um certo momento que não entende os sentimentos que está causando ao personagem do Mark Rufallo durante o capítulo de Lisboa, não obstante a prostituição não foi banalizada ou romantizada, pensem vocês o que achariam de um homem que se prostitui? consigo ouvir facilmente piadas como “isso não é trabalho” ou que seria o “trabalho dos sonhos” e simples assim é como Bella entende, juntando necessidade com curiosidade e ainda mostrando aproveitar certos momentos, mas não deixando de mostrar as situações desagradáveis, inclusive na minha interpretação enxergo o suicídio de Victoria enquanto vivia o que é considerado o auge da realização de uma mulher (casada com um homem rico, com honras, e grávida) um questionamento do filme “e se”, e se ela tivesse outra chance de viver de outra forma, será que seria mais feliz? (algo que também me faz questionar quem aponta isso como um ode a pedofilia, também não foi atoa que a ficção científica foi adicionada a esse enredo, em uma tentativa de cortar qualquer apontamento nesse sentido, e evidenciar a mensagem real.) o fim de Bella então, diferente de sua mãe, foi livre, feliz, estudando medicina, e como uma coisa não tem nada a ver com a outra, ela termina com um homem que a respeita e entende, sem julgar sua curiosidade, seu desejo e suas escolhas (o oposto do pai de bella). Por fim, devo citar uma direção e edição únicas que juntamente a sonoplastia e as atuações, que causam a sensação perfeita de estranhamento e curiosidade, em um filme que prendeu por completo a minha atenção, com alívios cômicos certeiros, considero uma obra essencial e excelente.
Barbara C
Barbara C

9 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 10 de outubro de 2025
Filme impecável! Pobres Criaturas trás uma história que te prende até o fim, atuação incrível e roteiro que foge da mesmice. Assisti sem muitas informações sobre o filme, e sem saber o que esperar e fui surpreendida. Entrou no meu Top 10.
Tibério Medeiros
Tibério Medeiros

4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 23 de julho de 2025
Saí do filme reflexivo e fiquei uma semana tentando entender aquela personagem e suas várias camadas. Fiquei encantado com a realidade ficcional: o cérebro de uma menina que amadurece e se desenvolve no corpo de uma mulher e todas as possibilidades narrativas e reflexivas que isso pode gerar. Um filme para assistir de coração aberto.
Liza Minelle
Liza Minelle

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 8 de outubro de 2025
Simplesmente amei esse filme! Empolgante e envolvente prendeu minha atenção do começo ao fim, certamente pela complexidade psicológica de Bella Bexter. Emma Stone entregou tudo nessa personagem. Mereceu cada Oscar que ganhou.
Matheus Godoy
Matheus Godoy

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 8 de março de 2024
Esse filme é uma verdadeira obra prima, história única com um enredo que não é muito agitado, mas te prende pela qualidade da história e de seus acontecimentos. Vale destacar as grandes atuações no filme e como a personagem principal vai se desenvolvendo em todas as suas formas e forma de falar gradativamente durante o filme. Se esse filme não ganhar o Oscar eu definitivamente desisto da academia
Jade Delirium
Jade Delirium

3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de outubro de 2024
Um filme com muitas camadas!Enredo cativante, figurino e fotografia impecáveis, atuações dignas de Oscar, realmente. Revirou meu estômago mas também me encantou, superou minhas expectativas muito positivamente!
Gabriel C.
Gabriel C.

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de março de 2024
Uma obra de arte! Fotografia, enredo com criticas sociais e morais, atuação, direção, figurino, trilha sonora. Esse filme é sensacional.
Raquel S.
Raquel S.

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de setembro de 2025
Muito bom!

Crítica social, e que põe em cheque moralismos ! É um filme que mostra realmente como é ser mulher, de uma forma satírica.

Nossa , a interpretação impecável, tanto aspectos físicos e o caminhar da protagonista como sua evolução, me chocou realmente uma gravação ter horas e esse deve ter sido muitos dias , meses não sei detalhes, mas foi tão breve construído que ela mantinha da mesma forma .

Impecável.


Gente que obra prima ! Sinceramente, preto e branco, depois com cores,fotografia impecável.
esouza1974
esouza1974

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 23 de março de 2024
Pobres Criaturas é estranhamente ótimo. Nos faz refletir sobre as amarras morais da sociedade, através da mente pura e sem maldades de Bella. O cenário é surreal, a trilha sonora é inquietante e a entrega de Emma Stone é sensacional. Eu achei estranho quando vi que o título é "Pobres Criaturas" no plural, achei que a criatura fosse só a Bella, mas aparecem muitas criaturas dignas de pena, já começando pelo criador de Bella, God, que teve um pai que o sempre tratou sem sentimentos, e ele se tornou igual, os marinheiros que se aproveitaram da inocência de uma mente caridosa, o marido da mulher dona do corpo da Bella, Alfie, é de causar ódio, o personagem de Mark Ruffalo, Duncan, talvez seja a criatura mais miserável da trama. Recomendo esse filme para quem, durante o filme, possa deixar de lado os preceitos sociais e morais que nos formam.
Julia Maciel Pereira
Julia Maciel Pereira

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de março de 2024
spoiler: O filme começa com uma mulher que foi criada dentro dos padrões sociais se jogando de uma ponte: os cabelos presos, joias, o vestido e sua cor destacam que era uma mulher requintada, com muita feminilidade, porém recatada - o que a sociedade espera de uma mulher. Casada e grávida, Victoria escolhe o suicid*o, escolhe romper a propria vida do que permanecer vivendo uma vida que não escolheu pra si. Quantas de nós mulheres somos "empurradas" para vivermos o que não sonhamos e acabam "morrendo" por dentro? Eis que uma nova chance: God, aquele que pode ceder uma nova vida, tira o cérebro do seu bebê e coloca na cabeça dela. Victoria agora passa a se chamar Bella. Uma nova vida, uma chance de ser feliz. God é eunuco, o que eu interpreto aqui como alguém "castrado do seu machismo, da necessidade do falo para ser homem". Bella é criada por God e vê a vida com os olhos de uma criança curiosa, como todas nós um dia já vimos. Mas em seu lar ela não é privada de ser quem é. Sua roupa não é imposta a ela, ela veste ceroulas em casa quase o tempo todo. Pensem que é uma mulher sendo criada por uma pessoa "castrada" do machismo (sonho!) Em um momento do filme, o auxiliar de God se encanta pela doçura e inocência da protagonista, mostrando que está encantado pelo seu interior, sem desejar primeiramente contato sexual. Mesmo com a segurança da casa e do noivo apaixonado, Bella decide fugir para descobrir um novo mundo, e aí sua vida ganha cores (e o filme também, literalmente). Ela foge com o amante Dunkan. As roupas coloridas, desconexas e os cabelos soltos destacam a felicidade da descoberta pelo novo. Percebam que apenas as roupas dela são coloridas e curtas - as demais personagens femininas usam roupas mais discretas e escuras: simboliza que apenas Bella vive a vida mais "cheia de cor", livre, sem impedimentos, sem as noções do que é certo e errado pela sociedade. Ela é feliz do seu jeito. A leitura do amante interpretado pelo Mark Ruffalo também é bem interessante: um homem que está feliz fazendo sexo com uma mulher bonita, promete o mundo inteiro a ela, dá tudo que tem para seduzi-la, e quando percebe que ela não cede aos seus encantos, fica atordoado, perde tudo, se reduz a uma histeria e loucura de um menininho apaixonado, perde tudo que tem e...... a culpa! (Te soa familiar?) A loucura é tanta, que ele a encaixota e a coloca em um navio para que fiquem juntos (claramente mostrando aqui que a visão de um homem sobre o amor é a prisão: se você ama, você aprisiona). Ela e o amante retornam à terra e vão para Paris, onde ela se prostitui. No momento em que ela opta por isso, Duncan já não a vê mais como uma mulher, e sim como uma put* (?). Na verdade, ela só estava vivendo a vida que vários homens escolheram pra si: viver de sexo, sem se preocupar com os julgamentos sociais. Ela se descobre e estuda muito nesse período, além de fazer muitos amigos e amigas. Ela descobre que o pai está doente e retorna para cuidar dele. Aqui podemos ver que suas vestes também sofrem mudança: tons mais escuros, roupas mais fechadas... mostram uma Bella mais madura, mais segura de si, mais dona do próprio caminho. O filme se desenrola bastante e no final aparece o seu marido - ou melhor, o marido de Victoria. Uma figura máscula e imponente, simbolizando perfeitamente a figura do machismo: agressivo, vil, doentio, castrador. Quando Bella descobre que o objetivo do homem é reduzi-la a apenas um ser que procria, tirando-lhe qualquer desejo sexual (o que lhe movimenta), ela se rebela novamente e o reduz a um animal irracional - o que, na minha concepção, qualquer moralista o é. No final do dia, ela sorri feliz e livre ao lado daqueles que a aceitam (a posição do noivo da Bella também é super simbólica, demonstrando que os homens podem ser parceiros na luta pela emancipação feminina e serem felizes com isso). Sem guerras. Sem disputa de poder. Apenas uma "feliz forma prática de amar" - como relata a própria protagonista.
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