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Juarez Vilaca
2.918 seguidores
393 críticas
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4,0
Enviada em 26 de janeiro de 2014
Um excelente e marcante filme. Magistral, um dos melhores que assisti nos últimos anos. Embora tenha sido produzido quase que inteiramente em uma vila cenográfica do tamanho de um campo de futebol, onde as casas não tinham paredes ou portas, apenas uma marca no chão que as identificavam, não houve qualquer prejuízo para o enredo e desempenho dos papeis de cada artista envolvido. Um narrador, que não aparecia na filmagem, contava toda a história e esclarecia as ações, quando não havia diálogo. Acho que a atriz principal não deveria ser tão bonita quanto Nicole Kidman, que desempenhou perfeitamente seu papel. Lars Von Tries, foi perfeito. O filme cumpriu o seu papel de questionar tudo o que se vê ao redor e, principalmente as duas faces, do santo e do demônio, que cada pessoa carrega dentro de si. Questionou a democracia torta que imperava na vila, tudo passava pela decisão da assembléia dos moradores. A transparência dos assuntos tratados, nada era escondido e ninguém deveria mentir. A honestidade das pessoas e suas boas intenções. A vila parecia o lugar perfeito para se morar, deveria ser o paraíso na terra. Com o tempo essa visão foi se transformando, sem que as pessoas percebessem o paraíso se transformou no inferno. Aquelas pessoas honestas, santas e ingênuas, da noite para o dia, mostraram o outro lado perverso do ser humano. O que era o paraíso se transformou em inferno. E, num passe de mágica, o que parecia certo era errado, e o próprio espectador torce para que a decisão mais errada e animalesca possível seja tomada como uma decisão certa. É o desfecho final . Todos se transformam em agentes do mal.
Filme muito bom. Diferente de qualquer coisa a que você já tenha assistido. Criativo. Inovador. Um dos melhores de Lars Von Trier. Indispensável na filmoteca de qualquer espectador de bom gosto.
Possivelmente o melhor trabalho do cultuado diretor Dinamarquês Lars Von Trier, Dogville é um retrato da sociedade norte-americana, mas também serve como uma parábola do ser humano. Lars, descrente, provocador e ácido, arma numa trama inicialmente típica um verdadeiro jogo da verdade com os ideais e pensamentos reais da população. Ele encena tudo num espaçoso cenário preto sem paredes apenas alguns móveis e marcações em giz, tudo para não tirar atenção do texto, não especificar região e, claro, para subverter as regras. A trama, aos poucos, vai apresentando suas reais intenções e caminha tensamente para um desfecho assustador e brilhante. Completando o pacote; ele chama um elenco formado por figurões de Holywood encabeçado por Nicole Kidman, em grande interpretação.
A trama e as boas atuações fazem esquecer do cenário (ou melhor: da falta dele) Como no teatro faz você focar nos atores e na história Faz você pensar sobre a humanidade
A revolução de tudo que já foi visto no Cinema. Um longa, relate longo, filmado em um único espaço, sem ter um cenário. Como uma grande peça de teatro, o diretor convida o espectador a mergulhar no mundo do imaginário é poder dar forma para o que está em cena. Contanto com uma brilhante direção de “palco” e atuações fenomenais. O filme permite explorar o íntimo de boa parte dos personagens, entendendo o porque de suas decisões e atitudes. Enquanto a narrativa em si, caminha de um drama, a uma tragedia, deixando o espectador atendo e incrédulo com o rumo da história. Muito bom para se ver sozinho ou a dois. Essencial para quem gosta da sétima arte
Muito bom o filme. Meio longo, mas retrata a hipocrisia que reina em nossas vidas. Sempre queremos algo em troca nas nossas relações com as pessoas. E nem sempre isso acaba bem. Alguém acaba perdendo. Que bom se nós vivêssemos o amor ao Próximo!
Filme interessante, com um cenário bem diferente de qualquer filme que eu já tenha visto. Não pior, não melhor, apenas diferente. Gostei bastante. Apesar de ter um inicio lento e um pouco confuso, conforme você assiste as coisas vão se encaixando e fazendo sentido. O narrador também é um diferencial, complementando algumas cenas. Assistiria novamente sem sombra de duvidas. Não digo que é uma obra-prima pois pra mim faltou um detalhezinho a mais, mas a história em si é bem bacana e intrigante. spoiler: Quanto o que sinto que faltou, seria uma motivação um pouco mais forte da protagonista, pois pra aturar tudo que ela aturou, ela deveria ter um motivo intenso e no fim, ao meu ver, não era algo tão desesperador a ponto dela ser abusada diversas e diversas vezes e seguir com a vida em Dogville ao invés de voltar a ficar com o pai, que apesar da vida ser ruim, não aparentava ser tão ruim a ponto dela aguentar todo o abuso. De resto, gostei bastante do filme.
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