A Baleia
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3,9
609 notas

108 Críticas do usuário

5
24 críticas
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Vilson Santos
Vilson Santos

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 16 de abril de 2023
O cara ferra com a vida da esposa
O cara ferra com a vida da filha
O cara ferra com a vida do namorado
O cara ferra com a vida da cunhada
O cara ferra com a propria vida. Só fica pedindo desculpas, desculpas poh que lixo de filme.
Marco Souza
Marco Souza

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 1 de abril de 2023
É um grande lixo. Grande, enorme, gigante, obceno, grotesco, dispensável lixo. Só não é possível reciclar, como todo "bom" lixo. Esse não! Não vale a pena perder tempo com esse lixo.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 17 de fevereiro de 2025
O filme A Baleia (The Whale), dirigido por Darren Aronofsky e roteirizado por Samuel D. Hunter, baseia-se na peça homônima do próprio Hunter. Longe de ser apenas um drama psicológico convencional, a obra se apresenta como uma profunda reflexão sobre culpa, redenção e a forma como o ser humano lida com o sofrimento. A narrativa gira em torno de Charlie, um professor de inglês com obesidade mórbida que tenta se reconectar com sua filha após anos de distanciamento. Com um elenco brilhante, liderado por Brendan Fraser, o filme traz um retrato visceral e emocionalmente impactante da existência humana. No entanto, a obra também gerou polêmicas, especialmente por sua abordagem da obesidade e o uso de "fat suit" no protagonista. Nesta análise, examinaremos os principais aspectos da produção, incluindo o enredo, atuações, roteiro, cinematografia, trilha sonora e seu desfecho.

A história se passa quase inteiramente dentro do apartamento de Charlie, um professor recluso que leciona aulas online sem ligar a câmera por vergonha de sua aparência. Ele vive isolado, contando apenas com sua amiga e enfermeira Liz, que tenta convencê-lo a buscar tratamento para sua grave insuficiência cardíaca. Charlie decide se reconectar com sua filha Ellie, a quem abandonou anos antes para viver com seu amante, Alan, cujo suicídio desencadeou a espiral de compulsão alimentar de Charlie.

O filme não apenas expõe a luta física de Charlie contra sua própria condição, mas também aprofunda-se em seu tormento emocional e na sua busca por redenção. À medida que sua saúde piora, as interações com Ellie, Liz, sua ex-esposa Mary e o missionário Thomas revelam camadas de dor, culpa e esperança. O climax emocional atinge seu auge na cena final, onde Charlie, em um ato de superação, se levanta e caminha em direção à filha antes de sucumbir.

Brendan Fraser entrega uma das atuações mais marcantes de sua carreira, merecendo plenamente o Oscar de Melhor Ator. Sua performance carrega uma carga emocional intensa, transmitindo vulnerabilidade, dor e amor de maneira autêntica. O trabalho de Fraser transcende a caracterização física; seus olhares, pausas e tom de voz conferem profundidade a um personagem que poderia facilmente cair no estereótipo.

Sadie Sink, como Ellie, também se destaca, retratando uma jovem ressentida, mas que, sob sua aparente agressividade, esconde uma necessidade desesperada de conexão. Hong Chau, como Liz, apresenta uma atuação sensível e contida, equilibrando empatia e frustração. O elenco secundário, incluindo Ty Simpkins e Samantha Morton, oferece suporte adequado, mas o brilho do filme pertence a Fraser.

Samuel D. Hunter adapta sua própria peça com um roteiro que enfatiza a teatralidade e o minimalismo. O diálogo é um dos pontos fortes do filme, proporcionando reflexões profundas sobre culpa, autodestruição e redenção. A estrutura fechada e a repetição de certos elementos narrativos reforçam a claustrofobia emocional de Charlie, enquanto sua jornada psicológica se desenrola de maneira quase litúrgica. No entanto, alguns críticos argumentam que o roteiro peca por exagerar em sua intenção melodramática, tornando alguns momentos excessivamente manipulativos.

A direção de Darren Aronofsky é marcada por escolhas visuais que reforçam a sensação de aprisionamento. O uso de um formato de tela reduzido (4:3) contribui para a impressão de confinamento e limitação, refletindo a própria condição de Charlie. A iluminação sombria e o cenário opressivo criam um ambiente intimista e angustiante, ampliando a sensação de desespero e isolamento.

A trilha sonora de Rob Simonsen é sutil e melancólica, enfatizando a carga emocional do filme sem ser invasiva. A ausência de uma trilha excessivamente dramática permite que o silêncio e os sons ambientes desempenhem um papel crucial na construção do clima. O minimalismo musical reforça o peso emocional da narrativa, tornando a experiência ainda mais imersiva.

O final de A Baleia é um dos aspectos mais polarizadores do filme. A cena em que Charlie caminha em direção a Ellie e, ao alcançá-la, é envolvido por uma luz branca e começa a levitar, pode ser interpretada tanto de forma realista quanto metafórica. Para alguns, simboliza a redenção final do personagem e sua aceitação da própria morte. Para outros, o tom transcendental do desfecho pode soar artificial e exagerado, contrastando com o realismo cruel que permeia o filme.

A Baleia é um filme emocionalmente poderoso, sustentado por uma atuação brilhante de Brendan Fraser e uma direção meticulosa de Darren Aronofsky. A abordagem minimalista, aliada à cinematografia opressiva e ao roteiro introspectivo, cria uma experiência profundamente angustiante e, ao mesmo tempo, humanizadora. No entanto, o filme também não está isento de críticas, especialmente no que diz respeito à sua representação da obesidade e seu tom por vezes manipulativo. Ainda assim, trata-se de uma obra impactante que provoca reflexões sobre amor, redenção e a busca por conexões humanas, garantindo seu lugar como um dos dramas mais memoráveis dos últimos anos.
Marcio Aguiar Couto
Marcio Aguiar Couto

2 seguidores 43 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 13 de março de 2023
Ate agora sem saber qual é o sentindo do filme, e para mim muitas coisas sem sentido e fora da realidade, só lacração, essa nova agenda de hoje está difícil!!!!
DUDU SILVA
DUDU SILVA

78 seguidores 336 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 13 de março de 2023
Uma atuação muito boa de brendan fraser, e a filha dele tem uma boa atuação tambem e o final é bem emocionante
B.Boy Jc
B.Boy Jc

2.969 seguidores 762 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 22 de abril de 2023
Sobre o drama envolvendo a obesidade, bem como o relacionamento conturbado que ele tem com a filha é sensacional!! Você sente todo o sofrimento e as dificuldades que o personagem sente tendo sua mobilidade totalmente limitada impedindo-o de fazer coisas simples e cotidianas. O filme é sensacional! A cena final é de fato muito forte e emocionante e a interpretação do Brendan Fraser deu um show merecendo o Oscar. Ponto negativo é uma crítica meio besta que fazem com religião com reflexões negativas da Bíblia tão rasa que qualquer garoto que frequenta a escola dominical saberia responder. Fica tão insuportável o quanto eles batem nesta tecla que falam sobre isso o filme inteiro e colocaram até um personagem missionário com uma trama quase que paralela na história, forçado demais! Mas no geral gostei bastante
Tulio F
Tulio F

2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 13 de março de 2023
Absolutamente comovente, absurdamente triste e verdadeiramente poético, assim é A Baleia (the whale), novo filme de Darren Aronosky, que conta uma performance beirando perfeição de Brendan Fraser, digna de todas as premiações que tem levado. Sem dúvida nenhuma, um dos melhores filmes dessa década.
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 13 de março de 2023
"A baleia" novo filme do brilhante diretor Darren Aronofskyi vai fundo em seus próprios ideias cinematográficos, apesar de ser uma história adaptada de uma peça de teatro os elementos "Aronofskyikianos" estão lá, a imersão psicopática em algo, as analogias e metáforas, as críticas religiosas e a obsessão, esse último presente em todos os seu trabalhos. E fica fácil entender porque o diretor escolheu essa peça para adaptar. O primeiro elemento que salta aos olhos é atuação de Brendan Fraser, ele está brilhante, ao mesmo tempo que é uma atuação sofrida e carismática sentimos uma raiva do personagem por sua falta de combatitivade por conta da culpa, sua entonação e atuação corporal também são incríveis, outro grande destaque da atuação é o da sua amiga e cuidadora Liz vivida por Hong Chau que está ótima fazendo uma interpretação de uma personagem dura e amigável, por outros lado, um dos pilares da história, a jovem Ellie interpretada por Sadie Sink faz uma atuação mais caricada e fraca. O roteiro é muito bom, todo bem encaixado, cheio de moralidade e alegorias, com diálogos e um texto quase pessoal falando sobre escrever com paixão e não com técnica, essas passagens são belas e tocantes, gosto muito dessa pessoalidade no texto de "A baleia". A fotografia é escura e triste tal qual a composição de cenário suja, sem sol, é sempre um clima depressivo e hostil, a maquiagem é um elemento a parte e deve chegar forte para o óscar. Darren Aronofskyi traz cenas angustiantes, parece que estamos sempre ofegantes vendo seu filme e a vida do protagonista sendo mantida por um fio. Um ponto que me tira um pouco do filme é a mesmo que me tira do filme anterior de Aronofskyi , o longa "mãe", de 2016, ambos vão fundo demais em suas metáforas religiosas e poéticas além de terem uma montagem lenta, também não gostei do uso de câmera e da trilha sonora embora a mixagem de som seja ótima. 8/10
Rafael Azevedo
Rafael Azevedo

3 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 14 de abril de 2023
Filme horrível, já inicia com um gordo balofo se masturbando vendo filme de viado. Um dos piores filmes que já vi. Como gastam dinheiro numa merda dessas? Oscar? Piada né?
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 26 de novembro de 2024
Uma das poucas certezas que a gente tem quando se depara com Charlie (Brendan Fraser, vencedor do Oscar 2023 de Melhor Ator), a personagem principal de “A Baleia”, filme dirigido por Darren Aronofsky, é a de que ele desistiu de viver. Isolado do mundo, com relacionamentos sociais restritos e convivendo com o sobrepeso, Charlie passa seus dias esperando pelo momento em que vai morrer.

O roteiro escrito por Samuel D. Hunter (com base na peça de sua autoria) acompanha justamente a última semana de vida de Charlie, em que ele toma algumas decisões importantes: a principal delas é a tentativa de reconexão com a filha Ellie (Sadie Sink), a quem ele abandonou após se divorciar da esposa (Samantha Morton).

Por meio do retrato da rotina de um homem solitário e que perdeu o prazer de viver; através do recorte de seus relacionamentos pessoais, com gente que transita, temporariamente, em sua vida; temos a tentativa de um estudo da personalidade de Charlie, ao mesmo tempo em que o filme propõe a compreensão do por quê, talvez, ele tenha desistido de viver.

Os traumas de Charlie, as dores que ele carrega consigo, a sua falta de amor próprio, a culpa que ele sente e a fé inabalável dele na bondade do ser humano são características que ficam palpáveis em cada cena. A sua resignação com seu destino também - o que reflete, por sua vez, o caráter autodestrutivo que Charlie possui.

“A Baleia” é um filme que faz um estudo competente de um personagem, principalmente na maneira como dialoga com suas referências, em especial com a obra “Moby Dick”, de Herman Melville. A dor e a delícia de ser Charlie estão diretamente relacionadas ao fato de que a personagem decidiu se entregar ao caminho da verdade, em todas as esferas de sua existência.
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