O Conde de Monte Cristo
Média
3,9
95 notas

24 Críticas do usuário

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Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

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3,5
Enviada em 15 de janeiro de 2025
Sinopse:
Edmond Dantes é preso por um crime que não cometeu. Após 14 anos na prisão, ele consegue realizar uma fuga ousada. Agora rico além dos seus sonhos, ele assume a identidade do Conde de Monte Cristo e executa sua vingança.

Crítica:
"O Conde de Monte Cristo", sob a direção de Pablo Larraín, traz uma nova e cativante interpretação do clássico literário de Alexandre Dumas. Com uma estética visual envolvente e uma narrativa que equilibra drama e suspense, o filme oferece uma experiência cinematográfica intrigante.

A trama gira em torno de Edmond Dantès, um homem injustamente condenado. O papel de Dantès, interpretado de maneira competente, capta a transformação de um inocente esperançoso em um homem consumido pela vingança. Os 14 anos na prisão são retratados de forma impactante, mostrando a brutalidade do sistema que o aprisionou e a evolução psicológica que ele sofre. A fuga ousada é um ponto alto do filme, marcada pela tensão e pela coragem do protagonista.

Larraín, conhecido por sua habilidade em contar histórias complexas, imprime seu estilo pessoal na direção, focando em detalhes que ajudam a construir a atmosfera sombria e opressiva do enredo. A cinematografia destaca a opressão e o luxo, contrastando a miséria de Dantès com a riqueza que ele adquire como Conde. Essa dualidade é um reflexo da luta interna entre justiça e vingança.

Apesar de suas virtudes, o filme não é perfeito. Em alguns momentos, o ritmo pode ser irregular, especialmente durante os trechos de revelação das camadas de conspiração. Além disso, algumas escolhas de adaptação, enquanto visuais e intrigantes, podem deixar fãs da obra original um pouco desapontados. O aprofundamento em certos personagens secundários poderia ter sido melhor explorado.

No geral, "O Conde de Monte Cristo" é uma adaptação que vale a pena assistir. Com atuações sólidas, uma direção estilisticamente ousada e uma trama envolvente, o filme consegue capturar a essência da busca por justiça de Dantès, ao mesmo tempo em que apresenta questões universais sobre moralidade e redenção. Mesmo que alguns elementos possam desafiar as expectativas dos puristas, a obra de Larraín se destaca como uma contribuição significativa ao gênero, fazendo jus a um clássico da literatura.
Vinícius Sobral
Vinícius Sobral

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 28 de novembro de 2024
O filme tem um figurino muito bom, cenários bonitos mas a história me pega! Acabei de assistir e a
História é bem diferente do filme de 2002 então fico na dúvida se essa versão está mais fiel ao livro! Mas comprando com o primeiro é tanta coisa diferente que prefiro dizer que esse é um bom filme mas não melhor que o primeiro a nível de história e envolvimento.
Jeison M.
Jeison M.

17 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 12 de fevereiro de 2025
Quando anunciaram esse filme eu pensei, o filme de 2002 é tão atual, tão impecável, um clássico que me perguntei, pra que? Mas segui o conselho de outros e assisti, sem pensar em nada e tentando não comparar, tentando separar as obras... se eu consegui eu não sei, mas achei que é um filme bom quando analisado levando tão somente ele em conta, mas terminado o filme é impossível não comparar. Qual se aproxima mais do livro? Não sei e por se tratar de filmes analiso apenas qual a melhor adaptação ao cinema. A história é a mesma? Sim, apenas com diferenças de abordagem as questões chaves e personagens. Eu achei que esta versão poderia abordar um final mais interessante, uma trama de vingança mais completa uma vez que a prisão é contada de forma tão resumida mas não, perdesse profundidade em quase tudo, perdesse na prisão, perdesse na ligação dos personagens, perdesse até no final que eu achava um dos pontos mais fracos do filme de 2002 mas q se mostrou infinitamente melhor também. Novamente repito, o filme não é ruim mas a pergunta continua, pra que? Este filme pode ser mais próximo ao livro, mas quanto adaptação para o cinema é muito inferior ao clássico de 2002.
Anna Gabrielle Lourençon Checchinato
Anna Gabrielle Lourençon Checchinato

4 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 26 de janeiro de 2025
Olhando apenas pelo lado do cinema, é um bom filme, bons cenários e interpretações que tem boas proezas. Pierre foi um ator ótimo, sem maiores comentários sobre o seu talento. No entanto, lidando com um filme que deveria ser baseado no clássico, um dos maiores romances do mundo, vai muito longe de qualquer realidade exposta no livro de Dumas. É realmente uma adaptação bem relativa, mudando as relações dos personagens, colocando novos e alterando até o final da história de maneira completamente independente.
O que mais doeu foi terem colocado Dantès como um monstro sombrio, que apenas se importava com uma vingança cruel e prejudicar quem quer que estivesse em seu caminho, sem se importar com a vida alheia. Posso, creio eu, dizer por todos os leitores e, principalmente, pelos amantes da obra que Edmound é muito mais um coração bom que ajudou pessoas em todo o entorno do mundo, um amante do Divino e intelectual impressionante que um homem revoltado e frio ao toque.
Novamente, o filme é bom; não dando, apenas, para colocar qualquer correlação profunda ao original Conde de Monte Cristo.
Marcio Brito
Marcio Brito

16 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 28 de julho de 2025
Totalmente diferente do livro.
A presença de Haydée é marcante.
O final é algo novo.
Bom filme pra ver a noite.
Fabio Tomaz
Fabio Tomaz

1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 24 de março de 2026
Achei um filme com altos e baixos.

Curiosíssimo a questão da princesa Haydeé, que no livro sempre foi grega. Entretanto, em sua primeira aparição, cantando e tocando violão, estava cantando em romeno (tenho conhecimento básico no idioma e o reconheci quase que de imediato). Além disso, quase todos os seus diálogos com o Conde eram misturando francês e romeno. Fiquei muito curioso até o conde revelar que a resgatou na Valáquia (atual Romênia). Até onde me lembro, no livro não é bem assim, mas achei essa adaptação interessante.

No mais, achei que o desenvolvimento da inveja de Fernand foi muito apressado. Nisso, o filme americano de 2002 foi bem melhor. Por outro lado, este novo filme foi mais fiel ao livro que a versão americana, de maneira geral.

É sempre complicado adaptar "O Conde de Monte Cristo" para filme, a história é longa e mesmo este filme de 2024 tendo quase 3 horas de duração, precisou adaptar/cortar muita coisa. Por isso minha versão em filme favorita da história é a estrelada por Gerard Depardieu, que era na verdade uma série (com 4 episódios, se não me engano), com quase 7 horas de duração.
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