O Conde de Monte Cristo
Média
3,9
95 notas

24 Críticas do usuário

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Wilson Gomes Jr
Wilson Gomes Jr

1 seguidor 15 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 16 de maio de 2026
Mais uma adaptação da obra de Alexandre Dumas, a quarta delas... Longo e cansativo, foge muito do foco, que é a vingança do personagem principal... Recomendo a versão de 1975, com o Richard Chamberlant, na minha opinião a melhor delas...
Jedsosantosqueiroz
Jedsosantosqueiroz

2 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 20 de abril de 2026
O novo filme de 2024 é um espetáculo visual, mas deixa um gosto amargo para quem entende a verdadeira jornada de Edmond Dantès. Se por um lado a fotografia é belíssima e os cenários são grandiosos, por outro, o roteiro se perde em escolhas que enfraquecem a força da obra original.

Onde o filme acerta?
A estética é, sem dúvida, o ponto forte. O filme é "bonito de ver", com figurinos impecáveis e uma atmosfera que tenta resgatar a elegância francesa da época. Algumas atuações são sólidas, mas a beleza visual não sustenta a falta de profundidade emocional.

Onde o filme falha (e muito):
A Prisão Apressada: Para um homem que ficou 14 ou 15 anos apodrecendo em uma cela, a transição no filme é rápida demais. O espectador não sente o peso do tempo, da solidão e da transformação mental que Dantès sofre no Castelo d'If. Fica parecendo um "intervalo" rápido, tirando o impacto da ressurreição do herói.

Vingança Sem Alma: O filme é covarde na hora de punir os vilões. No livro, a vingança é um prato cozido lentamente. Aqui, os destinos de Fernand, Villefort e Danglars são confusos ou incompletos. Falta aquela satisfação de ver a justiça sendo feita com o rigor que os traidores mereciam.

A "Falsa Balança Moral": O filme tenta impor uma moralidade moderna e inocente, sugerindo que "vingança sempre tem um preço" e que o Conde deve terminar sozinho e triste. Isso é uma romantização pessimista. Na vida e no livro, a justiça serve para fechar ciclos e permitir recomeços, não para condenar o justiceiro à solidão eterna.

O Erro com Haydée: Ao dar Haydée para o jovem Albert, o filme foge da complexidade do livro. No original, Haydée é a esperança e o amor que cura o Conde. O filme prefere um final "agridoce" e solitário, o que soa mais como medo de polêmica do que como boa narrativa.

Minha Conclusão:
A versão de 2001, com Jim Caviezel, embora tenha suas liberdades e seja menos "sofisticada", consegue entregar o que o público realmente quer: satisfação e catarse. Em 2001, sentimos o ódio de Edmond e celebramos o seu triunfo final.

O filme de 2024, apesar de sua "capa" bonita e intelectual, acaba sendo uma adaptação confusa e vazia, que entrega um final solitário para um homem que já sofreu injustiças demais. No final das contas, falta a 2024 a coragem de ser tão épico quanto o livro de Alexandre Dumas.
Murilloboni Jesus
Murilloboni Jesus

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de janeiro de 2026
Gostei muito desse filme, tanto da narrativa quanto dos atores, sei que algumas coisas não são 100 por cento fiéis e que temos outras boas adaptações porém gostei bastante dessa
Fabio Tomaz
Fabio Tomaz

1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 24 de março de 2026
Achei um filme com altos e baixos.

Curiosíssimo a questão da princesa Haydeé, que no livro sempre foi grega. Entretanto, em sua primeira aparição, cantando e tocando violão, estava cantando em romeno (tenho conhecimento básico no idioma e o reconheci quase que de imediato). Além disso, quase todos os seus diálogos com o Conde eram misturando francês e romeno. Fiquei muito curioso até o conde revelar que a resgatou na Valáquia (atual Romênia). Até onde me lembro, no livro não é bem assim, mas achei essa adaptação interessante.

No mais, achei que o desenvolvimento da inveja de Fernand foi muito apressado. Nisso, o filme americano de 2002 foi bem melhor. Por outro lado, este novo filme foi mais fiel ao livro que a versão americana, de maneira geral.

É sempre complicado adaptar "O Conde de Monte Cristo" para filme, a história é longa e mesmo este filme de 2024 tendo quase 3 horas de duração, precisou adaptar/cortar muita coisa. Por isso minha versão em filme favorita da história é a estrelada por Gerard Depardieu, que era na verdade uma série (com 4 episódios, se não me engano), com quase 7 horas de duração.
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