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Tathianna Cinema
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26 críticas
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4,0
Enviada em 4 de setembro de 2022
Boa sorte, Leo Grande
Reino Unido, 2022
Nancy é uma professora aposentada, que decide contratar um profissional do sexo, para realizar um desejo jamais atingido, até então: ter um orgasmo. Leo Grande chega ao quarto de hotel, resevado por ela, para o primeiro encontro. É constrangedor e nada promissor. A controladora e verborrágica Nancy, não consegue entrar no clima. Tem uma listinha com práticas sexuais, que supõe ser o bastante ou o ideal para levá-la ao orgasmo. O problema é que de início, ela quer seguir de maneira mecânica as práticas, como se fossem simples lições de casa. Nancy, decididamente desconhece o próprio corpo e o quão amplo é o prazer, não ficando limitado só ao sexo, em si. É por esse caminho, acertadamente, que o jovem Leo resolve seguir. Com bom humor e paciência, ele tenta quebrar o gelo, deixando o sexo, em segundo plano... a princípio. Nancy viveu durante 30 anos com um homem, cujo sexo entre eles era protocolar e sem criatividade. É insegura, rígida e reprimida. Mas quer mudar e agora, aos 60, questiona-se. Nos três encontros seguintes, as conversas são íntimas e reveladoras. O próprio Leo mostra-se mais vulnerável, apesar de toda segurança e beleza exaladas, externamente. Dentro do mesmo quarto insípido e sem graça, acontece um turbilhão de sensações, tensões, revelações e uma dança do casal de protagonistas: divertida, sensual, inspiradora e o gatilho para Nancy começar, a se libertar de suas amarras castratoras. É nesse clima que o prazer, finalmente chega; sem regras e sem Leo. Segura e confortável, Nancy consegue tocar o próprio corpo e atingir o seu objetivo máximo. O filme ainda tem tempo para nos presentear com uma linda e corajosa cena de Nancy, completamente nua, se olhando no espelho, satisfeita com o que vê e livre dos padrões e convenções, que tanto a oprimiram. Uma simpática dramédia, que tem como pano de fundo, a busca pelo prazer sexual, mas que mostra muito mais, sem no entanto se aprofundar, a ponto de ser um estudo. Está mais para um doce líbelo sobre as descobertas afetivas, emocionais, sensoriais e também sexuais de uma mulher na maturidade. Emma Thompson espetacular, como de hábito, para dizer o mínimo. Melhor dramédia do ano de 2022, seguramente.
"Atuação poderosa e roteiro íntimo criam uma narrativa impactante e profundamente humana." Sensível e teatral, Boa Sorte, Leo Grande explora tabus e a aceitação do próprio corpo com diálogos afiados e atuações memoráveis. Emma Thompson entrega uma Nancy vulnerável e irônica, enquanto Daryl McCormack traz nuances ao charmoso e enigmático Leo. A direção de Sophie Hyde equilibra humor e profundidade, revelando um filme sobre libertação emocional, conexão e os impactos das expectativas familiares. Uma obra delicada e instigante que ultrapassa o óbvio.
Passagem de ano 2022/2023. O ex-presidente (em minúsculas) se escafedeu levando com ele, espero, o ódio com que governou. Alguns patriotas, alijados de um sentido razoável de vida, ainda se autoflagelando, como fundamentalistas que são, nos últimos acampamentos espúrios. Eu? No sofá, chupando manga coquinho e vendo "Boa sorte, Leo Grande". Que maravilha de filme! Só mesmo uma mulher para conseguir fazer um filme com essa temática, infelizmente ainda hoje delicada, de forma digna e sem agressividade. Tudo, absolutamente tudo, colocado às claras e sem qualquer pincelada de romantismo piegas. Emma Thompson, fantástica, e Daryl McCormack, delicado e corajoso, mostrando-se muito à vontade em cenas que poderiam ser extremamente constrangedoras. Que coragem da direção e, principalmente, da Emma Thompson nas cenas finais, desnudando com simplicidade e clareza a beleza da mulher de meia idade.
Pouquíssimas vezes vemos filmes abordando o sexo na vida da mulher madura/idosa, com tanta sensibilidade e coragem. Ema Thompson confere autenticidade, ousadia e beleza nesse caminho. E o ator jovem também. Atrevido, delicado, sensível e oportuno. Gostei muito.
A Emma Tomhpson esta em un dos seus mehores momentos, direta simples e objetivo, uma comedia com um pouco de drama , revelando o que ha por tras daquela mulher que nao se permite ter os prazeres mais comum em uma relaçao sexual.
Amei. Palavras foram ditas com naturalidade. Uma mulher de idade podendo se amar sem sensura. Não tendo vergonha de si e do que esta fazendo para buscar sua liberdade.
Não sei porque tanto endeusamento em cima desse filme! A atriz viveu casada durante trinta anos com uma pessoa que não lhe satisfazia! Porque nao seguiu novos caminhos? Viveu frustrada durante todo esse tempo? Ela não era analfabeta pois era professora e acredito que a vida lhe proporcionou largos conhecimentos! Depois de sessenta anos acha que novas aventuras lhe trará felicidades? O corpo e as emoções são diferentes! Vê-la nua em frente a um espelho não traduz nada, houve outras ocasiões para isso e ela não se perturbou! Para quem gosta é apenas um filme! Atenção: respeito as opiniões dos demais!
O filme conta com apenas 3 atores e é muito bom. Acho que a história de Nancy foi bem retratada e é fácil imaginar sua vida mas a de Leo por outro lado não ficou muito clara. Achei muito rasa a história dele mesmo sendo Nancy a protagonista. Creio que pela ótima atuação do ator, deveria ter sido melhor explorada. Em alguns momentos o diálogo chega a ficar chato mas no geral o filme flui rapidamente.
O filme sustenta-se na empatia entre os dois actores e nos diálogos muito bem conseguidos que, sem forçar muito, são diversificados em temas actuais muito comuns. Emma Thompson sem restriçoes, mostrando ser uma actriz corajosa. Banda sonora bem escolhida !
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