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Ricardo LoboMaulus
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17 críticas
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2,0
Enviada em 3 de dezembro de 2023
Decepção... não tem muito a ver com os fatos históricos reduzindo o personagem a um bobo manipulável corno. Ridley Scott não gostou de várias observações feitas e suas respostas forma ridículas. A impressão que ficou foi de mais uma tentativa de ridicularizar uma forte figura de referência militar e masculina. Belas cenas, fotografia digna do outrora grande Ridley Scott. Alias quem quiser ver um excelente filme do msko diretor procure o filme Os Duelostas com Keith Cardone e Harvey Keitlel. Mas Napoleão... só hype mesmo. Deveria ter uma tag com a frase "Filme isento e História"
O filme é chato, ok. Parece ser um consenso. E é cheio de imprecisões históricas, o que poderia ser perdoado, já que não se trata de um documentário, mas a falta de conexão entre as cenas e o fato de roteirista e diretor terem se juntado pra transformar Bonaparte numa figura patética tornaram a experiência um verdadeiro horror. O filme é ruim, tosco,, e se salva apenas a fotografia, belíssima.
Filme para quem teve História lecionada seriamente na grade curricular, mas fugiu de todas as aulas. É divertidíssimo assistir os comentários de quem acha que Napoleão foi um ditador ignorante como propõe Ridley Scott. Se ele queria exaltar tanto os seus compatriotas britânicos por que não fez filmes sobre o duque de Wellington ou almirante Nelson? É que apesar de terem saído vencedores do conflito, fora de seu país são ilustres desconhecidos e Napoleão sempre será celebrado, principalmente por impulsionar a ciência.
Em um filme que pouco diz em palavras, a imagem se torna o artifício de construção dessa figura a ser observada, ainda que muito se perca em tanto cinza. Dessa maneira, ao longo de quase três horas de duração, Napoleão busca retratar a ascensão e queda de uma das figuras mais importantes da história com rápidos vislumbres de sua trajetória, partindo de uma ânsia para reunir o máximo de acontecimentos sem se dar ao luxo de realmente explorá-los. Logo, ao querer falar de tudo, o filme de Ridley Scott encerra seu grand finale com o oposto, deixando um spoiler: vazio tão grande quanto uma página em branco.
Filme horrível... desperdício de figurino, talento e dinheiro. Um monte de cenas aleatórias jogadas sem contextualização, tanto que tem que recorrer a frases várias vezes. E claro, tem que ter uma lacração.. mostra que quem fez Napoleão foi a sua esposa e insinua que a sua decadência é porque largou dela. Não vale nem o tempo gasto pra assistir
Mesmo não sendo historicamente preciso, como ressaltam alguns, não há dúvida de que este filme é uma espetacular obra de arte. Vai receber alguns Oscars.
Napoleão foi muito romantizado nesse filme, o que tornou o filme cansativo e longo de mais. Porém, o jogo de câmeras e a fotografia do filme é sem igual, a transição entre cenas perfeitas, deixando o ator relativamente baixo em muitas cenas para demonstrar a estatura de Napoleão. Não tem como não falar do ator, simplesmente perfeito, abordando bem o complexo que psicológico do mesmo.
A produção é de qualidade, cenários caprichados, figurinos bem desenhados e com acabamento realista, é uma envolvente recomposição de época. Mas os elogios para a parte técnica do filme apenas reforçam a crítica para essa megaprodução. O diretor Ridley Scot não parece ter a mesma pegada marcante de Alien e Gladiador,. Como maestro da obra não deveria aceitar contar a historia de Napoleão de forma tão decepada de detalhes mais interessantes. Em vez disso focou no relacionamento mal desenhado do general e sua esposa Josefine, que dura a trama toda.
Também fez uma escolha ruim mantendo o mesmo ator maduro para interpretar Napoleão dos 23 aos 51 anos. Só isso já diminui muito o impacto da importância do protagonista que foi alçado ao posto de general aos 23 anos de idade.
Joaquim Phoenix é um excelente ator, mas nesse filme aparece preguiçoso e sonolento em várias cenas com os olhos vermelhos e a cara amassada de recém acordado. Não transmitiu dedicação na sua interpretação. Por fim, a decepção se completa com a personalidade retratada para Napoleão. O glorioso general mais parece um pateta ambicioso que teve muita sorte de se tornar imperador da França.
Cada - e todo - ser humano possui infinitas facetas, uma para cada época, relacionamento e/ou papel desempenhado ao longo da vida.
Quem se propõe a apresentar um indivíduo vê-se diante do desafio: quais facetas tentar retratar?
Napoleone Buonaparte foi um sujeito cujo legado - militar, político, jurídico, cultural - segue exercendo fascínio ou repulsa passados mais de dois séculos de sua morte.
Mas, ao invés de tentar retratar os eventos que fizeram dele um gênio ou um déspota, Ridley Scott optou por focar - sem grande esforço de investigação histórica - nos eventos mais comezinhos do relacionamento com Joséphine de Beauharnais.
Não é a primeira vez - nem será a última - que se faz esse tipo de (arriscada) escolha. A intenção é desconstruir a biografia, mostrar o lado humano, falho do biografado, aproximando-o da realidade cotidiana.
A lembrança de semelhante experiência que vem à mente é o filme "Alexandre", de Oliver Stone, de 2004, que pouco retrata o jovem rei macedônio que conquistou praticamente tudo no decurso de apenas 12 anos, apesar de frequentemente se encontrar em inferioridade numérica nos campos de batalha.
Em ambos, os renomados diretores contaram com talentosos elencos e produções grandiosas, mas os desperdiçaram totalmente ao definirem os seus recortes.
O público que teve a paciência de acompanhar até o final o enredo que parte do nada e não chega a lugar algum saiu do cinema sem saber porque esses dois personagens foram - e ainda são - considerados tão relevantes. Sorte? Mera obra do acaso?
Que imenso desperdício de oportunidade!
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Quem desejar conhecer melhor Napoleão, recomendo a leitura da biografia "Napoleon: a life", do inglês (Lord) Andrew Roberts.
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