Chefes de Estado
Média
3,6
94 notas

14 Críticas do usuário

5
3 críticas
4
3 críticas
3
3 críticas
2
2 críticas
1
3 críticas
0
0 crítica
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
NerdCall
NerdCall

60 seguidores 485 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 5 de julho de 2025
Com um elenco de peso e um diretor que já provou ter pulso firme para comandar a ação, Chefes de Estado prometia ser um dos destaques do ano no streaming. John Cena e Idris Elba, dois nomes com carisma de sobra e presença consolidada em filmes de ação e comédia, lideram o projeto que tem direção de Ilya Naishuller, responsável pelo surpreendente e elogiado Anônimo (2021). No papel, tudo indicava que seria um entretenimento certeiro — explosivo, divertido e cheio de ritmo. Mas a promessa acaba ficando no meio do caminho. O filme até tenta equilibrar ação, comédia e sátira política, mas tropeça em sua própria ambição e entrega um produto genérico, que luta para manter a atenção do público por suas quase duas horas de duração.

O que se percebe logo nos primeiros minutos é que Naishuller tenta fazer demais com um material que talvez pedisse menos pretensão e mais foco. A proposta de misturar espionagem, política internacional, ação desenfreada e humor escrachado não é nova, mas exige um roteiro afiado e personagens bem conduzidos. E é justamente aí que Chefes de Estado fraqueja. A sátira política que o filme tenta fazer com entidades como a OTAN, as alianças entre nações e os bastidores do poder até poderia render ótimos momentos, ainda mais com a liberdade criativa que a comédia permite. No entanto, tudo é tratado de forma superficial, como pano de fundo para cenas que dependem de explosões e piadas fáceis. O potencial para algo realmente ácido e inteligente está lá, mas nunca é desenvolvido com o devido cuidado.

A comédia, que deveria vir como respiro entre as sequências de ação, também não encontra firmeza. Apesar dos esforços de Cena e Elba — que têm uma química curiosa e sabem trabalhar bem o humor físico e o timing cômico —, o texto peca por piadas que muitas vezes soam extremamente localizadas. Muitas das referências e ganchos humorísticos fazem sentido quase exclusivamente dentro de contextos culturais britânicos ou norte-americanos. Isso faz com que uma parcela significativa do público global fique alheia ao que deveria ser o charme do roteiro. Há, sim, tentativas de trazer uma comédia mais universal, mas elas esbarram em diálogos óbvios, analogias infantis e um esforço visível demais para tentar parecer moderno ou “esperto”.

E se há um ponto onde o filme realmente deveria brilhar, é na ação. Com um diretor como Naishuller e dois protagonistas com histórico em produções explosivas — John Cena especialmente, com seu passado na WWE e um talento já comprovado para cenas de combate —, era de se esperar algo mais físico, mais direto, mais envolvente. Mas o que temos são cenas de ação grandiosas, com explosões, quedas de avião e tiroteios em larga escala, mas sem alma. Tudo soa artificial, quase automatizado, como se o filme tivesse sido construído por algoritmos que juntam fórmulas prontas do gênero. O mais curioso é ver que, nessas cenas, os verdadeiros protagonistas parecem ser os coadjuvantes. Priyanka Chopra Jonas e Jack Quaid, mesmo com pouco tempo de tela, acabam roubando o foco — especialmente Chopra, que domina suas cenas com uma presença que deveria ser atribuída aos personagens principais.

Cena e Elba são relegados, muitas vezes, à função de alívio cômico. Isso, por si só, não seria um problema, se o filme não se vendesse como uma aventura centrada neles e na força de sua parceria. Quando finalmente são colocados no centro da ação, a coreografia das cenas é genérica e sem criatividade — o que decepciona, vindo do mesmo diretor que entregou momentos de pura adrenalina em Anônimo. O ponto positivo, curiosamente, são os efeitos visuais. Para um filme lançado diretamente no streaming, há um cuidado técnico notável. Os efeitos são bem renderizados, e em alguns momentos, é possível notar o uso de efeitos práticos que ajudam a criar uma sensação mais realista nas sequências maiores.

No fim das contas, Chefes de Estado é um filme que tenta abraçar tudo e acaba não segurando nada. Ele almeja ser uma comédia de ação com sátira política, mas termina como um entretenimento raso, que depende exclusivamente do carisma de seu elenco — e mesmo esse carisma não é suficiente para segurar a trama durante todo o tempo de duração. Há bons momentos, principalmente no design de produção e em alguns efeitos visuais, mas o resultado geral é inconsistente. É um daqueles filmes que você assiste, até se distrai em certos pontos, mas que dificilmente vai lembrar depois de alguns dias.
KARINA NASCIMENTO
KARINA NASCIMENTO

1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 5 de julho de 2025
É um besteirol. É engraçado e leve. O excelente elenco dá um toque a mais. Os efeitos e o jogo de câmeras nas cenas de luta, deixam a desejar. Mas no geral, é bom.
Kellim Fagundes
Kellim Fagundes

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 3 de julho de 2025
Recomendo! Tem ação, comédia tudo muito bem equilibrado e ótimos atores! Assistam vale a pena!
Tudo na médica certa!
Edgar Felipe
Edgar Felipe

1 crítica Seguir usuário

1,5
Enviada em 2 de julho de 2025
Aquele famoso besteirol americano eu perdi meu tempo tão precioso filme besta ruim uma comédia forçada sem enredo sem na percam tempo por que quem achar esse filme bom não tem senso de roteiro de falas inteligentes
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa