O filme segue o padrão da franquia, mas pode causar um certo estranhamento visual, mesmo para quem já está acostumado com o estilo realista introduzido na nova versão de O Rei Leão. Dessa forma, essa nova obra tem uma história que, em si, é interessante, com uma trama mais focada no drama do que no humor, algo que funciona dentro da proposta, mas que também faz com que o filme perca um pouco do equilíbrio que a franquia sempre teve. Há momentos cômicos pontuais, porém, o visual realista parece não combinar muito bem com esse tipo de abordagem, tornando o humor menos expressivo e impactante.
O ponto alto do filme, sem dúvida, é a construção do passado de Mufasa, em que acompanhamos sua jornada e entendemos melhor o caminho que o levou a se tornar o grande rei que conhecemos. Ao mesmo tempo, também temos uma abordagem mais aprofundada sobre Scar, algo que enriquece sua motivação e ajuda a contextualizar melhor suas ações futuras. No entanto, o desfecho do filme acaba trazendo uma cena final que soa um pouco forçada, especialmente no que diz respeito à mudança de nome do vilão, que poderia ter sido desenvolvida de forma mais natural.
Outro ponto positivo é a presença de Rafiki, que ganha mais espaço e tem sua história inicial mostrada e que, como sempre, tem um destaque com seu jeito peculiar e sábio, sendo uma das melhores partes do filme. Sua participação traz um elemento familiar e nostálgico, agregando bem à narrativa. Além disso, a trilha sonora, apesar de boa, não impressiona tanto, pois temos apenas uma música realmente contagiante, enquanto as demais são apenas agradáveis, mas sem o impacto das trilhas icônicas que marcaram os filmes anteriores. Esse aspecto acaba tornando a experiência musical um pouco menos memorável do que poderia ser