Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Lucas M.
18 seguidores
2 críticas
Seguir usuário
4,0
Enviada em 18 de setembro de 2015
Acho que descobri de onde veio uma das influências para e "Ninfomaniaca" e "50 Tons De Cinza" rsrs. "A Professora de Piano" ou "La Pianiste" , aparenta ser mais uma obra simples retratando a relação entre professor e aluno, de uma forma despretensiosa e dentro dos padrões clichês que nos rodeiam no panorama cinematográfico. Pretensão minha em achar que seria só isso... Um filme contendo cenas de autoflagelo genital com uma gilete, espancamento, estupro, agressão a uma idosa, tapas entre mãe e filha, afeto sexual entre mãe e filha, masturbação, cenas de sexo explicito com direito a esperma de desconhecidos em pedaços de papel higiênico serem cheirados sem discriminação, está longe de ser despretensioso. Logo no início vemos a cena da professora Erika Kohut, indo até uma casa pornográfica (local culturalmente pouco frequentado pelas mulheres), até aí tudo bem, pois desejos sexuais estão presente em todos, porém, por volta dos 30 minutos, presenciamos Erika Kohut se autoflagelando, mas, o que pareceu espantoso para o espectador, para ela parecia bem prazeroso até rs... Prazer que foi interrompido, pela mãe que que durante todo o filme mostra ser uma pessoa extremamente rígida e autoritária, e que a todo momento dita suas regras, tratando a filha como uma pré-adolescente (mesmo ela tendo seus 40 anos). Talvez essa seja uma das justificativas ao comportamento extremamente contido e sem nenhuma intimidade com qualquer ambiente que esteja fora do âmbito familiar. Contensão que foi quebrada após se entrelaçar com um de seus alunos no banheiro do conservatório (Walter Klemmer), iniciando ali uma sequência de cenas onde as fantasias exóticas e o intenso desejo sexual fora posto em primeiro plano. Erika Kohut - "NÃO TENHO SENTIMENTOS, E MESMO QUE VIESSE A TÊ-LOS, NUNCA SUBJUGARIAM A MINHA INTELIGÊNCIA" Frase que rapidamente se tornara controvérsia após a personagem estar totalmente submissa e entregue ao aluno , desfazendo a imagem de uma "iluminista erudita" rs. Seria uma inversão de valores ou a explosão de desejos reprimidos? Enfim , sem efeitos especiais, sem maquiagem e e sem cortes nas cenas chave, somente o psicológico humano expressando os seus extintos. Esse é aquele filme para rever diversas vezes e nunca será interpretado da mesma forma... Cruel e fascinante.
Considero o melhor filme de todos os tempos. O Festival de Cannes q, ao contrário do Oscar, procura nunca premiar um filme em mais de 1 categoria, laureou este filme 3 vezes: o diretor Michael Haneke com a Palma de Ouro; Isabelle Huppert, a melhor atriz das últimas décadas, em sua maior atuação; e Benoit Magimel, o único ator. talvez, não tão brilhante. Annie Girardot, a mãe, está brilhante no dificílimo papel.
Amo filmes desse ritmo! E amo os filmes de Michael Haneke! Esse filme é uma obra de arte que precisa de paciência pelo ritmo.Para as pessoas que gostam de filmes lentos e inteligentes,vão amar a obra de Haneke! Meu filme favorito!
Um belo exemplar do maravilhoso cinema francês. O filme chegou a me angustiar algumas vezes, mais pelo estado de tensão e angústia da personagem de Huppert,que por sinal está maravilhosa. a grande Annie Giradort está perfeita no papel da mãe chata e opressora. Não é um filme pra todo mundo, mas é uma grande obra de Haneke.
Tudo funciona perfeitamente ao longo da trama, que gira ao redor da complexidade da protagonista, que quando se lê a sinopse do filme, nem imagina que ocorra de forma tão tensa e angustiante. Um dos melhores filmes já feitos, e certamente, uma das melhores (senão a melhor) atuação feminina ja vista! Filme espetacular!
De início o filme nos mostra apenas uma professora de piano e nos faz achar que será apenas a história de uma mulher que ainda mora com a mãe e que não se relacionam bem, mais é bem mais complexo que isso, se a intenção do diretor era nos mostrar as controvérsias e peculiaridades do ser humano ele conseguio.. o filme mostra imagens bem cruas closes desconfortantes que nos induzem a tentar entender qual sentimento e pensamento a personagem tá expressando (o que não adianta muito) pois a personagem é contraditória em suas atitudes diversas vezes.. isabelle hupert fez um trabalho deveras ousado e imerso nessa personagem tão excêntrica
Precisa ter uma mente muito ampla pra esse filme, coisa que não consegui ter, pq nenhum cinema atual citou ou mostrou cenas tão fortes e peculiares de um cotidiano de uma professora bastante fora do comum, que incrivelmente é genial, mas pra poucos.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade