Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas: Críticas
Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas
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Enviada em 26 de setembro de 2019
Possivelmente o melhor filme de Tim Burton, Big Fish é uma doce fábula tragicômica que se utiliza magistralmente do absurdo para tocar em temas bem reais e extremamente identificáveis. Um charmoso conto de pai e filho com as típicas assinaturas visuais e narrativas pra lá de divertidas do diretor. Ewan McGregor numa de suas melhores atuações, o grande Albert Finney emocionante em uma de suas últimas aparições de destaque no cinema. Se você está procurando um filme tranquilo, divertido, e tocante para se assistir num final de semana desses, Peixe Grande é a escolha perfeita.
As pessoas que conhecem Edward Bloom (interpretado quando jovem por Ewan McGregor e na velhice por Albert Finney), o protagonista de “Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas”, filme do diretor Tim Burton (“Edward Mãos de Tesoura” e “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça”), são unânimes em afirmar que ele é uma pessoa extremamente sociável. Não há dúvidas disso, afinal Edward fez amizades para toda a vida em todos os lugares pelos quais passou.
Porém, o próprio Edward vê a si mesmo como um homem de grandes ambições, as quais ultrapassam os limites da sua cidadezinha. Essa escolha faz com que ele viva uma vida bem distante da sua família. Para o seu filho Will (Billy Crudup), a personalidade do pai aparece na forma das histórias que Edward o conta sobre as aventuras que ele viveu – as quais são devidamente aumentadas para dar o caráter heroico que todo pai quer parecer ao seu filho.
Apesar de Tim Burton, num primeiro momento, querer que a platéia entenda que Edward é um peixe grande, pois conta histórias de pescador; nós entendemos – ao mesmo tempo em que Will – justamente o contrário: Edward é um peixe grande, pois se tornou um ser humano grande demais para ser pego, para sossegar e para se conformar com uma vida pacata.
“Peixe Grande” é, provavelmente, um dos melhores e mais sensíveis filmes da carreira de Burton. Um filme que fala de amor, aventuras, fantasias, família, casamento e paternidade do modo mais lírico possível – a fotografia de Philippe Rousselot e a música de Danny Elfman (indicado ao Oscar 2004) corroboram essa intenção. O filme é uma fantasia, que leva a platéia a experimentar momentos que emocionam e que nos dão uma nova noção dessa figura, tantas vezes subestimada, que é o pai.
Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas traz as experiências, alegrias e sentimentos de um homem que viajou o mundo e se diverte contando suas aventuras quando jovem, mas enfrenta problemas de relacionamento com seu filho. Um drama familiar dirigido pelo criativo e inspirado Tim Burton, com Ewan McGregor, Danny DeVito e grande elenco, Peixe Grande e outras historias maravilhosas é, como o próprio roteiro indica, uma aventura tão grande quanto a própria vida...
Mais um da série "filmes fofos para ver com a família", Peixe Grande explora o conceito da Verdade (que não existe sem uma versão) com um argumento dos mais sensacionais: o que distingue os fatos dos "causos" contados por nossos pais, tios, avós? Um causo é uma série de fatos contada com emoção?
Sou um contador de histórias. Não perco a oportunidade de relembrar minhas desventuras infantis e juvenis. Algo que acontece, quase sempre, de forma involuntária. Um comportamento cada vez mais constante na medida em que minha idade avança. É comum me ver compartilhando histórias e “fatos” fantásticos e mirabolantes que protagonizei ao longo de minha vida. Com um pé na realidade, ou não, cada um desses “causos” narra um pouco de quem sou. Edward Bloom, o protagonista de “Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas”, também é um contador de histórias. Talvez o maior e melhor deles. Em suas narrativas ótimas, presenciamos estranhas situações e as figuras inusitadas que ele conheceu.
O roteiro de John August, baseado no livro de Daniel Wallace, nos apresenta Will Bloom (Billy Crudup) que é recém casado com Josephine (Marion Cotillard) e prestes a se tornar pai. Ele é filho de Edward Bloom (Albert Finney) e é ressentido com o pai, uma vez que acha que não o conhece. Will considera mentiras as histórias maravilhosas dele. Sem perceber a real importância daqueles contos ele acredita não ter uma ideia clara de quem o pai realmente é. Will acha que o relacionamento conturbado deles o torna incapacitado para ter um bom relacionamento com seu filho que está prestes a nascer. Edward é um bon vivant, conhece todos e agrada a todos. Seus relatos encantam e fascinam. Ele é bom no que faz, não é uma coincidência que a primeira lembrança que o longa nos mostra é justamente um “causo de pescador”. É nessa combinação de uma história humana e um universo fantástico que vamos conhecendo Edward Bloom.
As narrativas e vivências do protagonista são experiências fantásticas. Interpretado por Ewan McGregor em sua versão jovem, Edward descreve cada fato com encanto e fascínio. Quando conhece sua futura esposa Sandra Bloom (Jessica Lange/Alisson Lohman), seu grande amor, o tempo para literalmente em uma linda sequência. Em sua vida ele se envolve com gigantes, bruxas, gêmeas siameses e bagres enormes. Edward foi uma figura grande demais para nosso mundo e para sua própria existência. Em um belo paralelo, construído pelo filme, percebemos que esse “peixe grande” não cabe em seu “aquário”. Quando se vê próximo ao fim, ele teme secar. E o que mais lhe aflige é a impossibilidade de se movimentar e continuar a viver novas histórias.
Ao longo da trama Will parece perceber que ele não deve ressentir as histórias do pai. Quando as julga como mentiras, ele deixa de lado o aspecto mais importante delas. Querer conhecer o verdadeiro Edward Bloom é ignorar que nossas memórias e percepções nos definem. Os relatos dos fatos de toda uma vida, fantasiosos ou não, nos mostram suas vontades, seus objetivos, sua forma de pensar e de ver o mundo. Sabemos como é a personalidade de Edward. As “Histórias Maravilhosas” do título não escondem como é o verdadeiro protagonista, e sim, o definem como ele realmente é.
É participando desse mundo fantasioso, cheio de viva e apaixonante que seguimos na narrativa do filme. A fotografia de Philippe Rousselot cria um universo inventivo e deslumbrante, cada sequência recebe o tratamento adequado. E são várias, terror, humor, suspense, estranhamento, romance, dentre outras. O diretor Tim Burton sabe conduzir muito bem a história por todos esses cenários. Ewan McGregor apresenta o protagonista sempre sorrindo e autoconfiante. Uma ótima escolha e caracterização. Albert Finney demonstra como o fim da vida e a impossibilidade de viver novas aventuras incomodam Edward. Alison Lohman, a versão jovem de Sandra e Jessica Lange, a versão mais madura. São pouco exploradas na obra e se resumem ao grande amor do protagonista.
Por mais egocêntrico que o protagonista de “Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas” seja, ele nunca se esqueceu de que os acontecimentos literais de sua vida pouco importam. Suas narrativas fantasiosas traduzem a realidade de uma forma bonita, cativante e interessante. As histórias são poderosas, dizem verdades e mudam as nossas vidas.
Quem assistiu e achou a história chata é porque não entendeu o conteúdo e profundidade por trás dela. É uma história de relação entre pai e filho, onde ele mantém o papel de herói para seu filho, ainda que depois de adulto ele não entenda a sua forma de ser, agir e de contar as histórias de sua vida. Will, por ouvir as histórias exageradas de seu pai, ser torna um jornalista (que materializa a sua característica cética e a busca por aquilo que atenha a fatos reais, e seu desejo de saber a história real de seu pai), deixando claro que ele se tornou o oposto dele. Porém, conforme ele investiga e conhece pessoas que conviveram com seu pai e ele compreende que sua forma de contar a história da sua vida nada mais é do que tornar o real em algo belo de ser vivido, que nos torne orgulhosos de contar e inspirador para as pessoas que ouvem. A forma como vc enxerga a vida pode dar esperança ou simplesmente tornar tudo igual como muitos já enxergam.
O filme é cheio de historias fantásticas e muito interessantes, mas que por serem em grande quantidade se tornam um tanto cansativas, o que pode fazer querer desistir de assistir-lo. Mas o final é emocionante e compensa as 2h. O filme é lindo, recomendo!
Um filme que destaca uma problemática relação familiar entre pai e filho, a descrença pelas estórias/acontecimentos na vida de Edward Bloom (Ewan Mcgregor) quando mais novo, por parte de seu filho Will Bloom (Billy Crudup). O filme é repleto de riquezas fantasiosas que trazem consigo um cenário emocionante, bonito e principalmente lírico. O decorrer do filme é abordado por inúmeras etapas da vida do protagonista, sendo elas de diferentes épocas e contextos. A retratação do absurdo feita de maneira exemplar, com uma trilha sonora e fotografia gratificantes. Final muito comovente e esclarecedor. Mais uma obra fantástica de Tim Burton.
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