A Vida de Chuck
Média
4,0
45 notas

14 Críticas do usuário

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6 críticas
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Carlos P.
Carlos P.

262 seguidores 431 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 5 de setembro de 2025
'Eu contenho multidões'. Essa frase de Walt Whitman não só guia o filme, como eu acho que tem seu sentido ampliado dentro da história do filme. Não sei o quanto falar desse filme sem spoiler porque acho que o começo do filme precisa do final para fazer sentido. Mas é um filme lindo. Sem cair nos clichês motivacionais, é uma inspiração, é um filme que passa a mensagem de que a vida é grandiosa.
spoiler: E Chuck mostra isso ao viver ela mesmo sabendo seu desfecho. Quando ao cenário apocalíptico do inicio do filme(que na linha do tempo é o fim), entendemos quando a professora diz se referindo à mente de Chuck 'você vai criar cidades, pessoas e universos aqui' e ele se questiona o que acontece com esses universos quando morremos.

Entre tudo isso, o filme não apenas serve como reflexão, mas como apreciação de um daqueles filmes que não só passa uma história a ser acompanhada, mas que transmite uma beleza a ser vista.
Celso P.
Celso P.

7 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 17 de agosto de 2025
Um bom filme. Mas não é terror, como descrito no texto da página. Nota três vírgula cinco é justa demais
Nelson J
Nelson J

50.822 seguidores 1.938 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 5 de setembro de 2025
Filme muito anunciado como uma grande obra de arte. Uma mistura de Embalos de sábado a noite e Melancolia, física e no final, não empolga.
NerdCall
NerdCall

46 seguidores 406 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 6 de setembro de 2025
Mike Flanagan já havia provado diversas vezes sua habilidade em adaptar o terror de Stephen King para as telas, mas em A Vida de Chuck ele toma uma decisão ousada: transformar uma obra de tons sombrios em uma experiência essencialmente emocional. Longe de se apoiar em sustos ou na atmosfera macabra que costuma marcar suas histórias, o diretor conduz o filme como uma reflexão sobre a vida, a morte e o valor dos pequenos momentos. Essa escolha, por si só, já torna o longa diferente dentro do universo das adaptações de King, mas também o expõe a riscos narrativos que ficam claros ao longo da projeção.

O longa estreou no Festival de Toronto em 2024, onde foi recebido com entusiasmo e venceu o prêmio do público — um feito que levantou expectativas quanto ao seu futuro na temporada de premiações. Porém, o entusiasmo inicial não encontrou eco no lançamento comercial. A NEON, responsável pela distribuição nos Estados Unidos, guardou o filme por um ano antes de levá-lo aos cinemas, desperdiçando a janela de prestígio pós-festival. O resultado foi uma estreia discreta, sem o impacto que se poderia imaginar para um projeto com esse potencial artístico e com um elenco encabeçado por Tom Hiddleston.

O ator, conhecido mundialmente pelo papel de Loki no MCU, finalmente encontra aqui um protagonismo fora da Marvel que lhe permite explorar novas camadas. E, embora o tempo de tela não seja tão extenso quanto poderia, Hiddleston prova mais uma vez ser um intérprete capaz de prender a atenção mesmo em silêncio, transmitindo emoções apenas com a presença. Dividindo espaço com ele, o jovem Benjamin Pajak entrega uma performance surpreendente, garantindo ao filme um equilíbrio entre a intensidade do adulto e a pureza da criança.

A estrutura narrativa, fiel à do conto original, apresenta a vida de Chuck de trás para frente, em três atos. O último capítulo de sua história é, na verdade, o primeiro a ser mostrado, e é nesse ponto que Flanagan atinge o auge de sua criatividade. O chamado “terceiro ato” se torna o segmento mais instigante, um início arrebatador que mistura caos, ficção científica e mistério. É quando o diretor mostra domínio absoluto, instigando a curiosidade do público e transformando o desconhecido em força motriz da trama. Nesse momento, a experiência se revela magnética: Flanagan cria um quebra-cabeça enigmático que promete recompensas emocionais para aqueles dispostos a embarcar no jogo.

O problema é que, ao estabelecer um ápice logo no começo, o filme precisa lidar com o peso de sustentar a magia pelos atos seguintes. O “segundo ato” aposta em um tom mais intimista e reflexivo, mostrando Chuck já adulto e imerso em sua vida aparentemente banal. Hiddleston brilha nesse segmento, mesmo limitado pelo roteiro que, muitas vezes, sacrifica a espontaneidade em nome de conexões forçadas com o início. Ainda assim, momentos isolados — como a cena em que Chuck dança no meio do trabalho, resgatando lembranças da infância — demonstram a sensibilidade de Flanagan em capturar o impacto dos instantes mais simples.

Quando o filme chega ao “primeiro ato” — o desfecho cronológico da trama —, a narrativa se transforma em uma longa explicação. A infância de Chuck, vivida por Benjamin Pajak, é explorada com carinho, mas também com um didatismo que quebra o encantamento construído antes. Tudo precisa ser justificado: por que Chuck virou contador e não dançarino, por que ele se agarra tanto à vida, por que suas escolhas parecem sempre guiadas pela consciência de um fim iminente. Essa necessidade de amarrar pontas enfraquece a naturalidade da experiência, entregando ao espectador respostas que soariam mais poderosas se fossem apenas sugeridas.

É nesse ponto que se encontra a grande contradição de A Vida de Chuck. Enquanto Flanagan brilha quando aposta no mistério, no silêncio e na sutileza, ele tropeça ao tentar explicar em excesso. O filme quer ser contemplativo e reflexivo, mas em vários momentos subestima a capacidade do público de interpretar. Esse didatismo contrasta com o impacto do primeiro segmento, que justamente se apoia no desconhecido para criar fascínio. A sensação final é de que o longa abre portas para a imaginação, mas fecha algumas delas rápido demais.

Ainda assim, não se pode negar o poder emocional do projeto. O simples fato de começar revelando o fim da vida de Chuck já carrega um peso simbólico que ecoa em todas as cenas seguintes. Saber de antemão o destino do personagem transforma cada escolha, cada gesto e cada lembrança em algo mais profundo. E é justamente essa estrutura invertida que sustenta o coração da narrativa: em vez de esperar por uma reviravolta, acompanhamos a inevitabilidade da morte e a beleza de se agarrar aos momentos que realmente importam.

Tecnicamente, o filme é impecável. A fotografia cria atmosferas distintas para cada ato, variando cores e tons de acordo com a fase da vida retratada. A trilha sonora reforça a carga emocional, especialmente nos segmentos mais sensíveis, e o design de produção transporta o espectador para diferentes épocas com naturalidade. Esses elementos reforçam a intenção de Flanagan em construir uma experiência mais sensorial do que lógica, mesmo quando o roteiro insiste em sobreexplicar.

A Vida de Chuck é, portanto, um filme de contrastes. Brilha intensamente em seu início, emociona em seu desenvolvimento e perde força na tentativa de amarrar tudo de forma clara demais. É uma obra que pede um segundo olhar — rever o primeiro ato depois de conhecer o restante traz novas camadas de significado e aumenta a força da mensagem. Se a magia não é constante, ela ao menos é marcante nos momentos em que aparece.

No fim, Flanagan entrega uma adaptação que foge do esperado e propõe um exercício de contemplação sobre o que realmente faz a vida valer a pena. Nem sempre acerta na forma de transmitir isso, mas alcança um resultado honesto e sensível, capaz de emocionar e provocar reflexões. A Vida de Chuck não é um filme perfeito, mas é um daqueles que permanecem na memória, justamente por suas fragilidades e pela coragem de se arriscar a contar uma história de maneira tão singular.
Simone Guzzo
Simone Guzzo

3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de setembro de 2025
Como fã de Stephen King tinha uma enorme expectativa em relação ao filme e não me decepcionei. O filme é tudo e mais um pouco do que eu poderia imaginar . Amei !!
Sephiroo
Sephiroo

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de setembro de 2025
Achei o filme fantástico. Sim, existem questões a serem colocadas no lugar, mas o filme entrega o que ele propõe, e de forma gentil, delicada e amorosa. Um filme que mostra o sentido de se viver e de se guardar lembranças, e de ser lembrado também. Quem falou mal do filme ou não entende nada de filme, ou não entendeu merda nenhuma do filme. E para quem estava dizendo que esse filme tinha classificação de terro, ou essa pessoa estava procurando o filme errado, ou essa pessoa é doida e não sabe nada do Stephen king, e fica naquele lugarzinho escuro falando mal dele e dizendo que ele só faz terror. No mais, filme lindo, fascinante, gentil, delicado e com uma mensagem maravilhosa! Assistam!
Rodrigo Alves silva
Rodrigo Alves silva

6 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de setembro de 2025
Nem parece um livro de Sthepen King pela sutileza que trata relacionamentos e familia,nunca tinha visto esse lado sensível do mestre do suspense. Mais me surpreendeu positivamente.
anônimo
Um visitante
2,0
Enviada em 10 de setembro de 2025
Esta história do filme estava meio confuso q mostrou o início a cidade como estivesse acabado, sengunda cena mostrou Chuck adulto dançado e primeira cena chuck aprendendo coisa de vida de explicação das pessoas
E não mostrou o q aconteceu com a mãe dele
E não entendi o aquele Quarto vazio q o avô deixa fechado e chuck viu ele versão do futuro doente na cama já acabou rapidinho sem mostra coisa
Esse filme foi confuso
Reginagoncalvesyoga
Reginagoncalvesyoga

1 seguidor 5 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de setembro de 2025
O filme não pode ser olhado como uma simples história porque ele é profundo e muito simbólico. Fala sobre a finitude, sobre os nossos medos, sobre a imensidão do nosso Universo interior, e sobre aquilo que faz SENTIDO na nossa existência e enriquece verdadeiramente a nossa vida.
Não é um filme de terror.
É um filme que fala sobre escolhas de como viver.
Janaina Freire
Janaina Freire

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 11 de setembro de 2025
EXCELENTE, é um drama, tem suspenso, tem melancolia. Aquele filme para assistir varias vezes pra relembrar a mensagem.
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