Mães Paralelas
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4,0
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Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.008 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de dezembro de 2024
Pedro Almodóvar entrega em Mães Paralelas (2021) um melodrama envolvente que explora temas de maternidade, identidade e os laços complexos entre mulheres. Janis (Penélope Cruz), uma fotógrafa madura e confiante, e Ana (Milena Smit), uma jovem vulnerável e assustada, se conectam na maternidade em circunstâncias inesperadas. As vidas das duas se entrelaçam de maneira poderosa, revelando nuances emocionais profundas.

O filme demonstra o domínio de Almodóvar sobre o melodrama, equilibrando sensibilidade e intensidade sem cair no exagero. Ele se vale de diálogos densos e performances brilhantes, especialmente de Cruz, cuja atuação lhe rendeu uma indicação ao Oscar. A história também inclui reflexões sobre a memória histórica da Espanha, trazendo um subtexto político que enriquece a narrativa. Mães Paralelas confirma a revitalização criativa de Almodóvar, que já havia sido destacada em Dor e Glória (2019), consolidando-o como um mestre da emoção e do poder narrativo das imagens.
Mães Paralelas é um exemplo brilhante do talento de Almodóvar, misturando elementos clássicos do melodrama com reflexões sociais, consolidando-se como um dos melhores trabalhos de sua carreira recente.
Ricardo L.
Ricardo L.

63.290 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de abril de 2022
Penélope Cruz nos trás uma das melhores performances para o cinema em seu ano de lançamento e Pedro Almodóvar ainda provando que seu talento não estava estacionado como falavam. Muito bom
Anderson
Anderson

8 seguidores 62 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 22 de fevereiro de 2022
Mães Paralelas, Pedro Almodóvar. Pronto. Já disse tudo. Mais uma vez Almodóvar mostra, com a competência já por demais comprovada, personagens que não se restringem ao plano, à superficialidade. Todos, sem exceção, apresentam facetas diferentes dependendo de quem olha e como são observados, plenos de dicotomias e idiossincrasias. Como quaisquer seres humanos. A história, o enredo, a temática são telas onde esses personagens são pintados com pinceladas que surpreendem todo o tempo. É impossível parar para um cafezinho. Só não alcancei o significado do título. As mães, ante de tudo pessoas, ora convergem, ora divergem, relegando o dito paralelismo apenas ao tempo. Almodóvar, hoje com 72 anos, parece já haver decantado os arroubos e a agressividade da juventude. Neste filme, muito mais do que em "Dor e Glória" de 2019, provoca o espectador e lhe dá alfinetadas com extrema delicadeza e com um final muito confortável.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 482 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 4 de março de 2022
Mães Paralelas (Madres Paralelas)

O longa é escrito e dirigido pelo grande cineasta espanhol, Pedro Almodóvar, que conta na produção com Agustín Almodóvar, seu irmão mais novo. Almodóvar sempre foi reconhecido como um dos mais cultuado cineastas autorais dos cinemas, por empregar seu estilo cinematográfico único, e sempre nos apresentar as suas obras com sagacidade, inteligência, por sempre nos imergir em suas histórias fortes, pesadas, dramáticas, por sempre nos trazer seus roteiros bem elaborados e nos impor a sua forma novelística de nos fazer mergulhar em suas tramas.

Em "Madres Paralelas" Almodóvar nos traz um roteiro extremamente inteligente, sagaz, intrigante, curioso, enigmático, que nos prende e nos instiga a querer desvendar tudo que está por trás de cada história, dos personagem, queremos desvendar tudo que está nas entrelinhas do roteiro. Exatamente nesse ponto que eu considero o roteiro de Almodóvar bem astuto, pois ele é realizado de uma forma que nos intriga, que nos deixa curioso o tempo todo. Almodóvar vai costurando as linhas do seu roteiro aos poucos, sem nos entregar nada instantaneamente (ou inicialmente), vamos criando inúmeras possibilidades e vamos sendo confrontados com cada acontecimento. Pois o longa possui dois temas distintos, que inicialmente podem parecer um roteiro perdido, uma narrativa confusa, mas se realmente pararmos para analisar friamente, eles se ligam extraordinariamente ao final.

"Madres Paralelas" pode funcionar como uma novela, um conto, ou algo parecido, pois Almodóvar decide nos confrontar com uma história excêntrica sobre às dores da maternidade, o resgate do passado, a crise existencial, o drama e o peso de ser mãe solteira, tanto adolescente quanto na meia-idade. Ao mesmo tempo que ele propõe e desenvolve um tema que está diretamente inserido em um contexto político histórico, a guerra civil espanhola.

Penélope Cruz é a alma do filme, realmente compreendo a sua indicação ao Oscar.
Penélope dá vida à Janis Martinez, uma mulher na meia-idade que engravida (por acidente) e tem que conviver com o peso de ser uma mãe sozinha e solteira, mesmo que ela tenha condições financeiras para isso. Janis mostra uma personalidade forte e destemida, ao mesmo tempo ela se sente vulnerável, sensível, perdida, tentando se conectar, ou reconectar, à sua vida com o mundo ao seu redor, por todos os acontecimentos que ela está sendo submetida naquele momento.
Ótima atuação da Penélope Cruz....podíamos sentir suas dores, seus traumas, suas nuances, seus conflitos, tudo imposto unicamente pelo seu olhar, com uma carga mais dramática muito bem dosada - sim, temos mais um bela atuação da Penélope Cruz!

A atriz espanhola Milena Smit faz um contraponto bem acertado com a Penélope Cruz. Milena traz uma personagem (Ana) que está dentro do mesmo contexto de ser mãe, ainda mais uma mãe adolescente, solteira, sozinha, sem o apoio dos pais na criação da sua filha. Milena Smit foi uma grata surpresa, gostei da sua atuação, deu o toque certo dentro da história do Almodóvar. Israel Elejalde está bem como Arturo, o problemático caso de Janis, e até então, pai de sua filha. Completando com Aitana Sánchez-Gijón, que fez Teresa, a mãe de Ana - mais uma boa atuação, totalmente dentro do que a sua personagem exigia para a história.

Um dos pontos que mais me chama a atenção nas obras do Almodóvar, está exatamente na sua forma intimista de executar as suas filmagens. Almodóvar dá uma atenção e um carinho ao movimento literário que prioriza a expressão dos sentimentos mais íntimos dos seus personagens em cenas - aproximando cada vez mais a câmera, em um ângulo que dava o exato foco no que estava sendo proposto naquele ambiente. A trilha sonora de Alberto Iglesias (compositor daquela maravilhosa trilha de "O Leitor", com a Kate Winslet) acompanhava fielmente cada passo dos personagens, pois a mesma se destacava em um ritmo mais intenso nos momentos de tensão e nos momentos mais dramáticos - uma trilha sonora muito bem notada e sentida ao longo da trama. A fotografia de José Luis Alcaine também merece um destaque, realmente estava muito bem executada.

Quando eu afirmo que Almodóvar trouxe um roteiro extremamente inteligente.....vamos aos fatos:

spoiler: Um ponto que eu achei bastante curioso e muito intrigante no roteiro do Almodóvar, foi exatamente os dois temas que ele estava abordando em seu longa - por um lado a maternidade e suas dores, e por outro às questões políticas. É fato que a personagem da Penélope Cruz (Janis) buscava incansavelmente descobrir sobre suas origens e de alguma forma tentar honrar a memória do seu bisavô. Exatamente dentro desse contexto que ela busca ajuda com o Arturo, que era arqueólogo, para escavar o local que poderia está os ossos de seu bisavô e dos antepassados que foram assassinados durante a ditadura espanhola. Mas e como ligar esses dois temas dentro da história? Bem, eu acredito que a Janis era uma pessoa que sempre buscava a verdade do seu passado, isso de fato era muito importante para ela (é ai que entra o tema político em querer saber a verdade escavando os ossos). Por isso, quando Janis descobre que não era a mãe da pequena Cecília, e que a filha morta da Ana de fato não era dela, Janis entra em um completo dilema pessoal em querer contar a verdade para Ana, pois ela não aguentava a ideia de ocultar a verdade sobre os fatos, exatamente o que fizeram quando ocultaram os fatos verdadeiros sobre seu bisavô na guerra. Janis poderia muito bem mentir sobre a Cecília para Ana, de fato ela poderia ficar com sua "filha" para sempre, mas como ela iria conseguir conviver com essa incoerência, uma vez que ela própria sempre buscava a coerência (a verdade) sobre o assassinato do seu bisavô na guerra. Logo após a cena em que o Arturo conta para Janis que se separou da sua esposa por ter contado para ela sobre a sua infidelidade, é exatamente o momento em que Janis fica ainda mais conturbada em saber como é difícil suportar uma mentira, tanto a mentira sobre a filha verdadeira da Ana, quanto a mentira que lhe contaram a vida toda sobre seu bisavô e os antepassados da guerra. É......se esta reflexão dos dois temas se unindo no roteiro do Almodóvar não for considerado inteligente e sagaz....eu não sei mais o que é!


Na temporada de premiações, "Madres Paralelas" esteve indicado no Globo de Ouro nas categorias Trilha Sonora e Filme Estrangeiro. O BAFTA indicou o longa a Filme Estrangeiro. No Oscar o longa tem duas indicações, Trilha Sonora e Atriz, sendo esnobado em Filme Estrangeiro (como também foi no Critics). Sobre Melhor Atriz, acho o trabalho da Penélope Cruz ótimo e de fato ela mereceu uma indicação, mas pra mim ela corre por fora, vejo a Nicole, a Jessica e a Kristen um passo à frente, principalmente a Kristen.

Pedro Almodóvar nos entrega uma bela obra intimista, "Madres Paralelas" é um ótimo drama, bastante refletivo, interpretativo, curioso e intrigante. Mais um belo filme do cinema espanhol. [04/03/2022]
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de março de 2022
"Mães paralelas" Novo filme de Pedro Almodóvar, segue sua linha narrativa de enredos, é um filme quente, profundo e focado na superação do cotidiano, um filme que entrega muito mais do que esperávamos, seu seguimento novelesco, atuações fantásticas e uma direção extremamente autoral são ingredientes que tonam "Mães paralelas" mais um fruto de uma árvore que dá muito certo, uma árvore da plantação de almodóvar, o diretor espanhol consegue falar sobre luto, superação, amor maternal e principalmente família de um forma pessoal e muito funcional, com uma bela fotografia clara, uma composição de cenários meticulosamente bem harmonizada com suas cores fortes e contrastantes e uma trilha sonora sensacional, aqui o diretor coloca toques de suspense e terror em sua trilha, e até busca enquadramentos que ampliem essa tensão, é um pequeno toque que funciona muito bem, seu primeiro ato, é um pouco lento, narrativo e contemplativo, mas quando somos apresentados ao grande plot começamos a viver sob angustia e drama, sentimentos que são muito bem trabalhamos, muito também por mérito da Penélope Cruz que faz uma atuação fantástica, a atriz consegue dar um sentimento único a sua personagem e consegue dar vida as mais diversas facetas da mesma, sejas as dramáticas, alegres e até as assustadoras, uma atuação surpreendente, embora todo o cast seja muito bom.
"Mães paralelas" é um filme com a cara e personalidade de Almodóvar, um filme sobre a relação materna, sobre família e sobre superação, sempre com um tom crítico pontual, sem exageros ou panfletagens, com um estilo visual próprio e ótimas atuações. 9/10
Crismika
Crismika

1.192 seguidores 510 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de maio de 2022
O que dizer de um diretor e roteirista como Pedro Almodóvar, simplesmente magnífico, ainda mais com Penélope Cruz abrilhantando o elenco com sua magistral interpretação, que lhe rendeu a indicação ao Oscar. Em Mães Paralelas, duas mulheres, Janis (Penélope Cruz) e Ana (Milena Smit), dão a luz no mesmo dia e no mesmo hospital. Janis, mais velha, teve a gravidez planejada e já se sente preparada e eufórica para ser mãe. Já Ana, adolescente, engravidou por acidente e sente medo do que vai se transformar sua vida. As duas estão no mesmo hospital e na mesma situação de ser mãe sozinhas num momento tão transformador e intenso de suas vidas, elas constroem um vínculo muito profundo e esse encontro pode mudar suas vidas para sempre, como um forte laço unido pela maternidade, que pode ir muito além disso. SURPREENDENTE, IMPERDÍVEL!!!
valmyr b
valmyr b

59 seguidores 275 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 20 de fevereiro de 2022
Almodóvar, como sempre, surpreende-nos com mais uma obra que nos obriga a pensar, abordando a sensibilidade, o universo e as contradições humanas. É um mestre! Esse "mães paralelas" nos desafia a desafiarmos nossos próprios preconceitos e "achismos". Pedro conduz um drama forte e profundo, com desfecho magnífico. Aplausos! 4 estrêlas e meia!
Emanuel
Emanuel

10 seguidores 30 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de março de 2022
Almodóvar nasceu sob o sol espanhol, então já se é sabido de que seus filmes carregam de uma cor e vibração sem igual, e com muita propriedade.

Como de costume, gosto do enredo dos filmes e do que o diretor consegue fazer a partir de seu elenco. Neste longa, o diretor tem um tom mais sério a respeito do tema em que escolheu se focar, e seu estilo de filmagem salva o longa, por ser um ‘’uma película de Almodóvar’’.

Na atuação de Penélope Cruz protagonizando mais um longa do premiado diretor, a atriz consegue sem fazer esforço, trazer à tona o sentimento íntimo do instinto materno, em uma situação muito peculiar.

Não fosse o histórico do diretor em trabalhar o melodrama ao longo dos anos, tanto em ‘’Fale com ela’’ como em ‘’Má Educação’’, o diretor revisita estes padrões de temperamento, o da dúvida e de enfrentamento de desejos, em um novo contexto, e a mistura incrivelmente dá samba!

Ele nos traz um filme sensível e forte, com grandes doses de responsabilidade, dentro daquele espectro cinematográfico psicológico onde o diretor atua.

Prepare-se para ser pego de surpresa ao perceber que não há nada demais no filme, a não ser o que estamos realmente vendo. A edição do filme nos prega peças, somos levados a estar com a personagem de Cruz, em seus momentos de silêncio, nos deixando falantes dentro de nossa cabeça!

O conceito melodrama com Pedro Almodóvar tem uma nova cara, ele sabe trabalhar nossas emoções junto com as suas personagens.

Também não posso deixar de mencionar, a participação de Milena Smit ao lado de Penelope Cruz como a mãe coadjuvante. A atriz de 25 anos foi uma escolha maravilhosa para o papel. Vale a pena perceber a mudança do corte de cabelo da personagem da atriz, ao longo do desenvolvimento do longa.

Um filme que merecia a participação no \Oscar tanto concorrendo em ‘’ Melhor Roteiro Original’’, quanto em ‘’Melhor Filme
Estrangeiro’’ e ‘’Melhor Atriz’’ para Penélope Cruz.

Um filme intenso e caloroso, como um filme assinado por Almodóvar merece.
Anderson
Anderson

20 seguidores 190 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de outubro de 2022
Mães Paralelas, Pedro Almodóvar. Pronto. Já disse tudo. Mais uma vez Almodóvar mostra, com a competência já por demais comprovada, personagens que não se restringem ao plano, à superficialidade. Todos, sem exceção, apresentam facetas diferentes dependendo de quem olha e como são observados, plenos de dicotomias e idiossincrasias. Como quaisquer seres humanos. A história, o enredo, a temática são telas onde esses personagens são pintados com pinceladas que surpreendem todo o tempo. É impossível parar para um cafezinho. Só não alcancei o significado do título. As mães, ante de tudo pessoas, ora convergem, ora divergem, relegando o dito paralelismo apenas ao tempo. Almodóvar, hoje com 72 anos, parece já haver decantado os arroubos e a agressividade da juventude. Neste filme, muito mais do que em "Dor e Glória" de 2019, provoca o espectador e lhe dá alfinetadas com extrema delicadeza e com um final muito confortável.
Tathianna Cinema
Tathianna Cinema

2 seguidores 26 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de fevereiro de 2022
Madres Paralelas

Espanha, 2021

Janis e Ana dividem um quarto de maternidade, enquanto esperam por seus respectivos partos.
Ambas engravidaram de um encontro fortuito, respectivamente.
Enquanto Janis comemora a gravidez inesperada aos 40 anos; Ana, adolescente, tem dúvidas e medos; pois mal sabe quem é o pai.
A criança de Ana é fruto de um encontro confuso e violento.
A independente Janis, engravida de um colega e resolve, assumir sozinha, a maternidade. Vem de uma longa linhagem de mães solteiras e conforma-se com o fato.
Nas horas que antecedem os nascimentos, conversam, cuidam uma da outra e trocam telefones. Para um futuro encontro, quando as bebês estiverem maiorzinhas (as duas esperam por meninas).
Um ato negligente por por parte do hospital, une as duas mulheres e entrelaça, a vida de ambas, de maneira avassaladora e irreversível.
Angústia, culpa, ternura e atração sexual passam a permear a relação de Janis e Ana. Há, ainda, sororidade entre elas e boas intenções.
É esse o enredo do novo filme do invariavelmente sublime, Pedro Almodóvar.
Estão presentes clichês do universo do diretor: melodramas, cores vibrantes, toques de humor, histrionismos, sexo caliente e os temas recorrentes, como questões mal resolvidas com matriarcas. Mas repetições, no mundo de Almodóvar, não soam requentadas. Tem sempre frescor e relevância. Coisa de mestre, íntimo do universo feminino.
A película, ainda tem fôlego para abordar o passado ditatorial sofrido da Espanha de outrora, mas que ainda ecoa e faz sofrer os conteporâneos de agora. Ninguém sairá incólume.
Final feliz, simbólico e mais Almodovariano, impossível.
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