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Poucos diretores hoje na industria tem capacidade de transmitir cinematograficamente os roteiros de Charlie Kaufman, Spike Jonze é um deles. "Adaptação" é um filme que surpreende pela sua narrativa apoiada por atuações seguras e uma técnica alinhada ao roteiro. Contando uma historia que vai se adaptando conforme o decorrer do filme, o roteiro é confuso ao telespectador numa primeira olhada, mas atinge um grande brilhantismo caso o telespectador de uma segunda chance para a obra, o roteiro conta uma historia de um roteirista anti-social que é incapaz de enxergar suas qualidades e praticar interações sociais por causa disso, seu irmão gêmeo que a unica coisa que sabe, é achar essas qualidades no irmão e tem um filtro em sua visão que o inibe de prosseguir se não seja nos passos do irmão, uma jornalista bem sucedida que acaba descobrindo que não vive a vida em sua plenitude, e um homem lotado de paixões aleatórias que faz a jornalista questionar seu senso de amor, vida e sociedade, são quatro personagens muito interessantes, diferentes e que ao mesmo tempo se completam numa drama a onde um se baseia no outro pra contar sua historia. O homem de diversas paixões, corresponde a John Laroche (Chris Cooper), ele realmente descobre uma paixão e um sentido na vida, e isso inspira a jornalista Susan Orlean (Meryl Streep) a escrever um livro sobre ele, que por sua vez, inspira o retorista Charlie Kaufman (Nicolas Cage) a escrever um roteiro desse livro, que por usa vez inspira o Donald (Nicolas Cage) a virar roteirista inspirado no irmão. Cada um vive sua historia, e cada um tem seus problemas, mas a partir do momento que um personagens se desvincula da bolha social e descobre uma paixão gera um excesso de desconforto e curiosidade nos personagens, o filme trata em seu principio sobre a mentira, a paião de Laroche gira em torno de uma orquídea,mas não por sua beleza , mas sim para extrair droga da mesma, Kaufman faz um confusão e prova que todos os personagens sem exceção estão completamente perdidos em seu sentido de vida, e mesmo que a encontre, é uma mentira, pois a paixão de Laroche, é uma mentira. Kaufmann ainda brinca sobre fazer um filme de arte conceitual e não apelar pra sexo, armas e explosões, mas acaba apelando pra sexo, armas e explosões, porque ele descobre que a vida não é tão chata como ele imaginava, coisas acontecem, caminhos inesperados são traçados, pessoas morrem, a vida muda, e incluir o sexo, armas e explosões fazia parte da vida, portando, fazia parte de seu roteiro. Kaufman leva o filme como Stephen King, todo um arco narrativo é feito, personagens são completamente desenvolvidos, e quando o elemento do sobrenatural aparece, ele realmente assusta, pois não é o que estávamos esperando, nos roteiros de Kaufman, quando a loucura chega, ela nos pega completamente de surpresa e nos deixa desnorteados, isso é gostoso e isso acontece neste longa diversas vezes. Tecnicamente o filme é bom, tem uma trilha que mistura sonoplastia comum ao pop, tem uma fotografia clara, Spike Jonze está bem mais contido nesse filme, e faz o básico sem experimentar muito, mas faz o que tem que fazer, é dificil pautar os atos do longa ou falar sobre o ritmo do mesmo, porque ele ganha ritmo e perde, ganha e perde....Nicolas Cage está bem e Meryl Streep tambem, nada de grandes atuações, embora eu ache que o Chris Cooper rouba as cenas sempre que aparece. "Adaptação" é o segundo filme de Spike Jonze, a onde ele deixa o trabalho do retorista se sobressair sobre sua direção- é claro, ele adaptou um roteiro maluco com extraordinária competência- nem os problemas de ritmo estragam de o filme de modo algum, o filme tem uma mensagem perfeita e pode ser tirado um milhão de interpretações dela, infelizmente muitos irão interpretar mal o terceiro ato, e tirar a seriedade do longa o classificando como uma comedia maluca qualquer, isso é triste, poderia ser diferente, mas é um grande filme e merece ser visto e revisto.
Lá pelas tantas, o filme faz uma alusão passageira ao evolucionismo de Darwin. Eu sinto que ainda preciso evoluir muito antes de conseguir gostar de um filme como esse. É o tipo do "filme-enxaqueca", com protagonistas mega-deprimidos envolvidos em situações difíceis de despertar interesse. Recomendo apenas para pessoas com um QI acima da média!
Filme chato e com um roteiro cansativo. O destaque positivo é o elenco e as atuações.
>Filme assistido em 28 de Abril de 2016
>Nota 8/10
Não se espante em ver no começo desse filme,trechos de "Quero ser John Malkovich".Temos a mesmo diretor (Spike Jonze) e o mesmo roteirista (Charles Kaufman) numa nova parceria,que por sinal,uma ótima parceria em "Adaptação".
Temos um trio perfeito.Nicolas Cage,Meryl Streep e Chris Cooper.Todos indicados ao Oscar por esse trabalho.Chris Cooper ganhou merecidamente.O ator demora um pouco a aparecer,com sua caracterização engraçada,consegue ser um dos melhores na história.
O filme tem momentos divertidos,dramáticos e cheios de tensão.O que pode agradar o público em geral.O filme conta ainda com uma boa montagem,e uma narrativa interessante.
>Nota 8/10
Não se espante em ver no começo desse filme,trechos de "Quero ser John Malkovich".Temos a mesmo diretor (Spike Jonze) e o mesmo roteirista (Charles Kaufman) numa nova parceria,que por sinal,uma ótima parceria em "Adaptação".
Temos um trio perfeito.Nicolas Cage,Meryl Streep e Chris Cooper.Todos indicados ao Oscar por esse trabalho.Chris Cooper ganhou merecidamente.O ator demora um pouco a aparecer,com sua caracterização engraçada,consegue ser um dos melhores na história.
O filme tem momentos divertidos,dramáticos e cheios de tensão.O que pode agradar o público em geral.O filme conta ainda com uma boa montagem,e uma narrativa interessante.
merece ser visto pra quer ver o nicolas em um trabalho diferente dos atuais em que o mesmo mostra sua versatilidade em dois papeis com características opostas.
Adaptation é um otímo filme sobre um roteirista totalmente insano. O filme é diferente de qualquer outro longa já feito, sendo bem único. Infelizmente seu início é bem fraco, demorando para desenvolver a principal história, ligando todos os pontos, mas como bem diz o filme "Se o roteiro possui um final bom, o início e o meio não importam" e isso é justamente o que acontece nesse filme. Devo admitir que o filme tem uma direção e um roteiro brilhante, além de finalmente apresentar Nicolas Cage atuando impecávelmente. É um filme bonito que se perde muito no inicio. O ritmo também desagrada totalmente. Mas no final das contas é um bom longa de Hollywood
Apenas três anos após Charlie Kaufman surpreender o mundo do Cinema com Quero ser John Malkovich, um dos roteiros mais originais de todos os tempos, temos o lançamento de seu próximo trabalho que coloca como protagonista ninguém nada menos do que... Charlie Kaufman! Apesar de isso aparentar uma auto-indulgência sem limites, é preciso lembrarmos de estarmos falando de uma versão insegura, tímida e menos talentosa de Charlie Kaufman (talvez o motivo dele ser interpretado por ninguém nada menos do que Nicholas Cage, em uma surpreendente atuação dupla).
A primeira metade do filme é bastante entediante..., quase nada acontece e fica aquela lamentação eterna do personagem principal.., o que tem de interessante são os textos , as falas .., algumas muito interessantes.!! na segunda metade o filme ganha vida, e o final é muito legal , te prende.! o filme vira um suspense .. , mas ainda assim, o grande destaque deste filme são os textos , as falas! Elenco muito bom , Mery Streep lindíssima e muito bem como Susan, Chris Cooper muito bem também! trilha sonora boa! a música final é muito boa!
Adaptation foi um filme cansativo e chato pra mim. Mas também teve pontos fortes como a atuação de Maryl Streep e a trilha sonora cantarolada pelo personagem de Nickolas Cage. A trama segue arrastada até mais da metade do filme e tem um final previsível e muito chato. Maryl Streep interpreta uma escritora famosa por um best-seller chamado "O Ladrão de Orquídeas" já Nickolas Cage interpreta dois irmãos gêmeos, ambos são roteiristas de cinema, um deles está escrevendo o roteiro de uma adaptação para o cinema do famoso livro que a personagem de Maryl Streep escreveu. Ele tem muitas dificuldades para concluir o roteiro ao passo que seu irmão gêmeo coleciona sucessos na carreira. O desenvolvimento desse filme é tão chato que a única coisa que o salva é a interpretação impecável de Maryl Streep.
Subverter as regras para criação de um roteiro, é muitas vezes o próprio caminho de afirmação de tais regras. Pois, no fim, tudo é apenas um processo de adaptação.
"Adaptation" é um filme que deixa você sem fôlego e que instiga a sua curiosidade, elementos importantes já que exige do público, estar ativamente envolvido no desafio de seguir a sua proposta de criação.
O caleidoscópio de metalinguagem apresentando no filme, são apresentados e utilizados com maestria, seja no início de "Adaptation" que é ligado ao término de "Being John Malkovich", ambos dirigidos pelo diferenciado Spike Jonze. Ainda sobre a metalinguagem, que versa sobre uma adaptação de um livro para um roteiro cinematográfico, que é criado em simultâneo ao próprio filme, ou seja, um filme sobre si mesmo, como um exercício alegremente auto-referencial de auto-desconstrução. Mas também é, mais profundamente, um filme sobre sua própria inexistência - uma narrativa que confronta tanto a impossibilidade como a necessidade desesperada de contar histórias provoca nossas expectativas de coerência, plausibilidade e fidelidade à realidade vivida.
Há variedade de jogos apresentados no filme são dominados pela inquietude de saber o que é real o que imaginário, o que de fato pensa Charlie Kaufman, roterista do filme e o que de fato pensa ou pensou Susan Orlean, ao escrever o livro "The Orchid Thief" que inspirou o filme. Quais regras de roteiro são realmente seguidas, ignoradas e subvertidas? e que no filme são apresentadas e trabalhadas através da figura dos gêmeos roteiristas Charlie Kaufman / Donald Kaufman (Nicolas Cage) e do professor de roteiros Robert McKee (Brian Cox).
Tão bem adaptados a essa história está os atores, que para além de atuações são guias que nos convidam e nos conduzem a organizar os dados fragmentários do filme. Se na figura dos gêmeos roteiristas temos dois lados de um mesmo homem, e que em "Adaptation" é referenciado como os opostos da mesma figura de um policial e um bandido, onde ambos são complementares. Se o roteiro utiliza esses dois homens para apresentar a diversidade de um mesmo homem, temos em Susan Orlean (Meryl Streep) a adaptação perfeita das divergências que cabem em uma só pessoas, de como o ser humano e frágil e volátil e de como o processo de adaptação de uma pessoa não é necessariamente seguido por questões completamente filosóficas ou psicológicas, são na medida, impulsos de um agir imediato. A personagem Susan surpreende com sua mudança brusca no final e imprevisibilidade de suas atitudes, embora coerentes, sem falhas de roteiro ou de construção.
O emprego do ritmo em "Adaptation" é sem dúvidas ponto importante e necessário para contar essa história, Jonze com sua experiência em clipes e séries para a MTV, soube absorver o frescor de um ritmo tempestuoso que auxilia na complexidade de momentos vivido por Charlie e Susan ou em momentos de calmaria e zombaria da vida de Donald bem como no grande Match Point final, um frenético, acelerado picotar de ações e imagens, mas que infelizmente surge em demasia, desnecessário, ao tentar apresentar soluções que levem a um desfecho.
No início, as crises excessivamente autoconscientes e pseudo-intelectuais de Charlie são divertidas à medida que reconhecemos as mesmas tendências em nós mesmos. Então, nós também sentimos seu anseio quando ele é tão tocado por um livro que parece que pode ser o catalisador para expulsá-lo de seu estilo de vida narcisista. Isto é, até Kaufman revelar a sua grande epifania - que, mesmo após a iluminação, a vida ainda é barata e suja. O que não é verdade ou mentira absoluta, mas se convertem em duas horas de um filme, onde diretor e roteirista aparentemente dialogam entre si e ao público cabe a postura passiva de acompanhar suas discussões.
"Adaptation" é um filme que deixa você sem fôlego e que instiga a sua curiosidade, elementos importantes já que exige do público, estar ativamente envolvido no desafio de seguir a sua proposta de criação.
O caleidoscópio de metalinguagem apresentando no filme, são apresentados e utilizados com maestria, seja no início de "Adaptation" que é ligado ao término de "Being John Malkovich", ambos dirigidos pelo diferenciado Spike Jonze. Ainda sobre a metalinguagem, que versa sobre uma adaptação de um livro para um roteiro cinematográfico, que é criado em simultâneo ao próprio filme, ou seja, um filme sobre si mesmo, como um exercício alegremente auto-referencial de auto-desconstrução. Mas também é, mais profundamente, um filme sobre sua própria inexistência - uma narrativa que confronta tanto a impossibilidade como a necessidade desesperada de contar histórias provoca nossas expectativas de coerência, plausibilidade e fidelidade à realidade vivida.
Há variedade de jogos apresentados no filme são dominados pela inquietude de saber o que é real o que imaginário, o que de fato pensa Charlie Kaufman, roterista do filme e o que de fato pensa ou pensou Susan Orlean, ao escrever o livro "The Orchid Thief" que inspirou o filme. Quais regras de roteiro são realmente seguidas, ignoradas e subvertidas? e que no filme são apresentadas e trabalhadas através da figura dos gêmeos roteiristas Charlie Kaufman / Donald Kaufman (Nicolas Cage) e do professor de roteiros Robert McKee (Brian Cox).
Tão bem adaptados a essa história está os atores, que para além de atuações são guias que nos convidam e nos conduzem a organizar os dados fragmentários do filme. Se na figura dos gêmeos roteiristas temos dois lados de um mesmo homem, e que em "Adaptation" é referenciado como os opostos da mesma figura de um policial e um bandido, onde ambos são complementares. Se o roteiro utiliza esses dois homens para apresentar a diversidade de um mesmo homem, temos em Susan Orlean (Meryl Streep) a adaptação perfeita das divergências que cabem em uma só pessoas, de como o ser humano e frágil e volátil e de como o processo de adaptação de uma pessoa não é necessariamente seguido por questões completamente filosóficas ou psicológicas, são na medida, impulsos de um agir imediato. A personagem Susan surpreende com sua mudança brusca no final e imprevisibilidade de suas atitudes, embora coerentes, sem falhas de roteiro ou de construção.
O emprego do ritmo em "Adaptation" é sem dúvidas ponto importante e necessário para contar essa história, Jonze com sua experiência em clipes e séries para a MTV, soube absorver o frescor de um ritmo tempestuoso que auxilia na complexidade de momentos vivido por Charlie e Susan ou em momentos de calmaria e zombaria da vida de Donald bem como no grande Match Point final, um frenético, acelerado picotar de ações e imagens, mas que infelizmente surge em demasia, desnecessário, ao tentar apresentar soluções que levem a um desfecho.
No início, as crises excessivamente autoconscientes e pseudo-intelectuais de Charlie são divertidas à medida que reconhecemos as mesmas tendências em nós mesmos. Então, nós também sentimos seu anseio quando ele é tão tocado por um livro que parece que pode ser o catalisador para expulsá-lo de seu estilo de vida narcisista. Isto é, até Kaufman revelar a sua grande epifania - que, mesmo após a iluminação, a vida ainda é barata e suja. O que não é verdade ou mentira absoluta, mas se convertem em duas horas de um filme, onde diretor e roteirista aparentemente dialogam entre si e ao público cabe a postura passiva de acompanhar suas discussões.
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