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Emanuel
10 seguidores
30 críticas
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5,0
Enviada em 5 de março de 2022
Profundidade e emoção marcam a estreia de |Maggie Gyllenhaal na direção, na adaptação do romance de Elena Ferrante.
‘’A filha perdida’’ foi uma escolha acertada para sua estreia na direção, um filme que tem uma história que só poderia ser dirigido por uma mulher, para conseguir esta profundidade nestes temas tão próximos a nós.
A filha perdida do título nos leva a mais de um lugar de reflexão, e por mais segura que nossas escolhas sejam, existem ganhos e perdas
Com uma premissa simples, o filme vai construindo conosco o perfil psicológico de uma pessoa madura, que sofre com as consequências de suas escolhas.
O filme é muito mais do que uma discussão sobre maternidade, ou sobre a falta da figura que acolhe e protege seus filhos, mas é também os fantasmas dos traumas psicológicos carregados ao longo do tempo.
Minha impressão foi que mesmo Olivia Colman carregada de uma introspecção psicológica tremenda, ela se entrega ao papel, soube se colocar bem, com uma postura segura, sendo muito significativo para o andamento do longa.
A locação ajuda a dar o tom introspectivo da trama, com tons neutros, colaborando a nossa introspecção.
Finalmente um longa com cara de Oscar entre as indicações. ‘’A filha perdida’’ consegue a façanha rara de ter Literatura e Cinema, na mesma intensidade, atingirem o interlocutor, da mesma forma.
Um dos melhores roteiros adaptados para o cinema dos últimos tempos, o filme aborda com maestria os grandes conflitos maternos da mulher do século XXI, tão profundamente explorados por Elena Ferrante no seu livro A Filha Perdida. Com interpretações magistrais de Olivia Colman e Jessie Buckley, ambas como a protagonista Leda Caruso em idades distintas, e o grande Ed Harris ( o inesquecível Pollack) como Lyle, o filme tem qualidades para concorrer ao próximo Oscar.
O filme gira em torno de Leda, uma mulher, mãe de duas garotas, mas que também tem uma carreira a seguir. Leda está sozinha, de férias em uma praia, e começa a relembrar o seu passado. Escolhas a fizeram chegar onde está atualmente. A personalidade difícil de Leda é algo que chama bastante atenção no decorrer do filme. Uma incrível atuação de Olivia Colman, que faz a Leda do presente.
O filme é já tem mesmo o objetivo de confundir o expectador. É um filme para refletir, refletir e refletir. Olivia e Dakota como sempre dando um show de atuação, um filme para muitos chato...para mim sem sobra de dúvidas ficarei com isso uns 3 dias né cabeça.
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