O documentário levanta questões contemporâneas que necessitam ser debatidas urgentemente, mas é raso ao analisá-las...Convém lembrar, por mais que isso seja desagradável, que o ser humano sempre foi individualista e egoísta e se prendeu a tribos, sempre teve uma queda para o fútil e a burrice e sempre se limitou ao próprio umbigo, e isso é bom, pois cada um deve ter a liberdade de viver como quer, mas esta "escolha" tem um preço. O ser humano não é um recipiente vazio e zumbificado, porque todas as atitudes que tomamos na vida, das pequenas e insignificantes às maiores e importantíssimas, envolvem uma escolha pessoal...Não estou aqui falando do engodo da meritocracia, e sim que dentro dos limites de nosso contexto social estamos sempre "escolhendo" entre uma coisa e outra e que a tecnologia, por mais poder que tenha, nunca tirará de nós esse poder de "escolher". A tecnologia apenas potencializou aquilo que já existia e precisava de um "gatilho" para explodir. Acho curioso quando as pessoas falam "que hoje as famílias não se conversam mais", porque elas também não conversavam antes, apenas a distração era outra como televisão, música, vídeo game, etc, etc...Que culpa tem a tecnologia se os pais parecem ter perdido a autoridade sobre os filhos? Então a tecnologia é culpada pela falta de educação das pessoas? As fake news não são culpadas se algum idiota acredita em diversas teorias estapafúrdias! E o próprio documentário usa de canalhice intelectual ao creditar às fake news as vitórias de Trump e Bolsonaro, pois, apesar de achá-los nefastos, sei que eles souberem atingir àqueles que não se sentiam representados pelo modelo de democracia que temos, por mais que seus discursos sejam vazios e odientos. Há uma insatisfação geral no mundo e a culpa não é da tecnologia! A verdade é que estamos vivendo uma crise da chamada "democracia representativa", pois esse sistema foi cooptado e não representa mais a população que o elege, sendo que o avanço desenfreado de Wall Street, que curiosamente não é citada uma vez se quer no documentário, apesar de ser lá que as coisas são "decididas", e do Vale do Silício estão incluídos neste contexto.