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Felipe F.
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758 críticas
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1,0
Enviada em 12 de março de 2021
A Sentinela é um filme extremamente anti-climático, com pouco desenvolvimento de roteiro, e bem arrastado por seus incríveis 80 minutos, sim, digo bem arrastado pois o filme é cheio de cenas desnecessárias, como por exemplo a abertura, que apesar de ser a melhor cena de todo o filme, ela é completamente inútil para a história do filme. E aliás, o tema central aqui é a vingança, algo extremamente batido no cinema, que, se não for abordado ou se não tentar fazer algo diferente, o resultado não é legal, aqui, a direção prefere ficar na zona de conforto e achar que está tudo ok. Eu gosto da Olga Kurylenko, mas aqui ela não está bem, o restante do elenco, bom, é qualquer coisa, todos completamente irrelevantes. A Sentinela é um filme insosso, com poucas cenas de ação e suspense, umas boas, outras nem tanto, um roteiro batido e sem desenvolvimento algum, e uma escolha errada de história, se o filme focasse em alguma missão específica do batalhão especial "Sentinela", acredito que sairia algo bem mais interessante. Muito ruim.
(Insta: @cinemacrica) - Se essa é uma das principais apostas da Netflix para o final de semana, sugiro que procurem por opções consolidadas. "A Sentinela" busca se orientar pelas linhas norteadas pelos traumas psicológicos de guerra. O que poderia ser interessante, como o fato desses traumas fazerem referência a guerras modernas ou ainda engrossar o coro dos abusos à mulher, perde-se com extrema facilidade. Ao voltar de missão, a soldada francesa Klara vive a máxima do "você sai da guerra, mas a guerra não sai de você". Bastam simples estímulos banais para que a protagonista fique em estado de alerta, o que acarreta num desgaste psicológico permanente. O estopim da fúria, no entanto, acende-se quando sua irmã é violentada sexualmente após uma festa.
É isso mesmo, o roteiro tenta conciliar a indigestão psicológica com uma jornada de vingança. Não que as partes, se tratadas de forma isolada, sejam ideias frutíferas, mas a combinação desses dois expoentes é desastrosa. Uma opção digna seria conferir ares modernos às sequelas da guerra, o que até aparenta ser o caminho por boa parte do longa. Seria possível enriquecer a temática ao centralizar a figura da mulher nessa problemática, levantando a bandeira da discriminação de gênero ou até mesmo o fato de a protagonista ser homossexual. Entretanto, o que se faz é apenas pincelar essas potencialidades com absurda negligência e enveredar para um clichê ainda maior: fazer justiça com as próprias mãos e vingar a irmã. Infelizmente, essa segunda via que se abre consegue oferecer menos diferenciais que as primeiras proposições.
Nem a estética salva. Sâo excessivos clichês de slow motion em cenas de ação ridiculamente convencionais. A coloração pálida azul-cinza não confere estilo, apenas colore a busca constante por enquadramentos de efeito que pouco inspiram. Das piores coisas que vi esse ano.
Péssimo, por favor, não façam como eu e percam o tempo assistindo. Horrível horrível demais, inacreditável como conseguem fazer um filme péssimo desse.
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