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    A Pior Pessoa do Mundo
    Média
    3,8
    54 notas
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    6 Críticas do usuário

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    Wagnercarioca2022
    Wagnercarioca2022

    Seguir usuário 1 seguidor Ler as 38 críticas

    4,5
    Enviada em 30 de julho de 2022
    Me identifiquei muito com o comportamento instável da personagem principal. Sai bastante reflexivo e questionando muito o que presenciei nas mais de duas horas de exibição deste filme maravilhoso!
    Ricardo L.
    Ricardo L.

    Seguir usuário 46.523 seguidores Ler as 2.295 críticas

    4,0
    Enviada em 24 de agosto de 2022
    Um dos filmes mais elogiados do ano, menos pela academia... Aqui temos uma história forte e atuações idem com uma bela trilha e edição. Vale a pena conferir.
    Adriano Silva
    Adriano Silva

    Seguir usuário 1.178 seguidores Ler as 377 críticas

    4,5
    Enviada em 10 de abril de 2022
    A Pior Pessoa do Mundo (Verdens verste menneske)

    'A Pior Pessoa do Mundo' é um filme norueguês escrito e dirigido por Joachim Trier (juntamente com seu parceiro Eskil Vogt). É o terceiro longa da chamada trilogia de Oslo, ao lado de 'Reprise' (2006) e 'Oslo, 31 de Agosto' (2011). O longa se passa em Oslo, capital da Noruega, e nos conta a história de Julie (Renate Reinsve). Uma jovem muito bonita, inteligente, sensual, porém muito indecisa em tudo na vida, desde a profissão que deseja seguir, até os seus envolvimentos amorosos.

    'A Pior Pessoa do Mundo' funciona como uma comédia romântica inserida em um drama. Julie é uma mulher que está beirando os 30 anos e vive em uma constante crise existencial que se mistura entre sua juventude, que está se acabando, até suas próprias aceitações, decisões, desejos e prazeres de uma idade mais adulta. Julie ainda não tem filhos, não se decidiu em qual carreira profissional deseja seguir, não se decide com qual namorado quer ficar, ela vive em um misto constante de dúvidas, incertezas, inseguranças, tentando se encontrar e se aceitar da forma que ela é, ou da forma que ela deseja ser.

    Este é o maior trunfo da obra de Joachim Trier, o poder que o filme tem em conversar diretamente com o espectador, em explorar o nosso lado humano, que sempre foi regado com inseguranças, incertezas, traumas, medos, frustrações, misturado com desejos, ambições, transições. A força que o longa tem em mergulhar diretamente em nossa mente e aflorar o nosso lado existencial (a nossa crise existencial), pois todos nós sempre passamos por conflitos internos caracterizados pela impressão de que a vida carece de algum sentido, de algum propósito, aquela confusão sobre a identidade pessoal em sua definição, temos várias nuances em diferentes vertentes. É exatamente dessa forma que eu vejo toda a história da Julie.

    O roteiro de Joachim Trier e Eskil Vogt é maravilhoso, de alto nível, feito com uma inteligência absurda, pois temos um tema que pode parecer complexo, intrigante e dramático, ao mesmo temo que se desenvolve como uma comédia romântica, engraçada, leve e prazerosa. Este é o verdadeiro ponto alto do roteiro, a forma suave como ele se desenvolve, ao mesmo tempo que temos viradas inesperadas que nos causa impacto, que nos prende diretamente na trama da Julie. Achei muito interessante a decisão em dividir toda a história em um prólogo, um epílogo e 12 capítulos, o que poderia facilmente soar como uma decisão controversa se não fosse feito de uma forma assertiva, e de fato foi. Realmente o roteiro do longa é muito eficiente, muito coerente, muito formidável, Joachim Trier e Eskil Vogt foram muito competentes ao nos entregar um roteiro inteligente, feito de uma forma verossímil que conversa diretamente com todos nós. Indicação mais do que justa no Oscar, e digo mais, eu realmente fico na dúvida se 'Belfast' deveria ter levado a estatueta, pois o que temos aqui em relação à roteiro deveria ser premiado de alguma forma.

    A direção de Joachim Trier é outro ponto que tem que ser destacado, pois o seu trabalho de câmeras é absurdo, feito de uma forma inteligente e competente totalmente imersa na trama. Todos os seus takes eram certeiros e acompanhavam perfeitamente todos os acontecimentos, como por exemplo às várias cenas em que ele apostava na nudez bem explícita e nas cenas de sexo bem explícitas, onde sua câmera acompanhava fielmente cada passo, cada movimento, cada detalhe, sempre com muita atenção - show! Se Joachim Trier aparecesse indicado a Melhor Diretor no Oscar não seria nenhum absurdo. A trilha sonora também foi outro acerto no longa. Uma trilha sonora leve e divertida nos momentos mais comédia, com várias músicas conhecidas mundialmente, porém bem densa e comovente nos momentos mais dramáticos - um contraponto perfeito. A fotografia é muito boa e bem destacada (um exemplo é a cena em que Julie corre pelas ruas, ali a fotografia se destaca ainda mais). A direção de arte é muito bem feita, assim como a cenografia, ambientação, edição, montagem, tudo muito bem caprichado.

    Joachim Trier tinha todo o seu elenco nas mãos e soube explorá-los com perfeição.
    Renate Reinsve é o principal nome do longa e a de maior destaque, sem dúvidas. Me impressionei com a entrega de Renate, uma atuação muito rica, muito prazerosa, muito bem acertada, onde ela não parecia estar atuando mas sim vivendo em seu dia a dia normalmente. Uma atuação muito leve, muito suave, muito segura, sem precisar se esforçar pra entregar nada, agindo naturalmente, espontaneamente, verdadeiramente, porém quando a trama lhe exigia uma carga mais dramática ela também sabia entregar com perfeição. Renate Reinsve além de linda é carismática, é extrovertida, é espontânea, é competente, uma atriz completa, virei fã. Renate Reinsve conquistou o Prêmio Festival de Cinema de Cannes de Melhor Atriz, e uma indicação ao Satellite e ao BAFTA de Melhor Atriz. E eu vou ser bem sincero, assim como eu defendi a indicação da Lady Gaga no Oscar desse ano, eu também defendo uma indicação para a Renate Reinsve, pois o que ela nos entregou em 'A Pior Pessoa do Mundo' poderia facilmente lhe incluir na categoria de Melhor Atriz, pelo menos para coroar este trabalho magnífico.

    Anders Danielsen Lie (Aksel, o primeiro amor de Julie 15 anos mais velho que ela) foi outro ator que me impressionou, mais precisamente nas cenas finais, quando ele percebe realmente que se distanciou da Julie (ou realmente a perdeu de vez), dando um verdadeiro show de atuação naquela cena em que ele abre seu coração para ela, aflorando e expondo toda sua carga dramática - outra bela atuação! Herbert Nordrum (Eivind, segundo interesse de Julie) é outro ator que nos chamou a atenção no longa, pois a forma que seu personagem conhece e se envolve com a Julie é um tanto quanto curiosa e totalmente inusitada. Herbert Nordrum dos três foi o que esteve mais abaixo em questão de atuação, mas ainda assim ele foi muito bem em compor o seu personagem e nos entregar o que realmente o filme lhe pedia.

    'A Pior Pessoa do Mundo' estreou no Festival de Cannes 2021 em 8 de julho. O longa foi muito bem aceito, criticado e elogiado ao longo dos festivais de premiações, adquirindo indicações no BAFTA (Atriz e Filme Estrangeiro), no Critics Choice Awards (Filme Estrangeiro), no Satellite Awards (Atriz e Filme Estrangeiro) e no Oscar, onde o longa apareceu indicado nas categorias de Roteiro Original e Filme Estrangeiro. E mais uma vez sendo bem sincero: eu daria o prêmio de Filme estrangeiro para o longa se não tivesse na disputa aquela obra de arte japonesa, 'Drive My Car'.

    'A Pior Pessoa do Mundo' é um belíssimo filme, muito bem dirigido, muito bem construído, muito bem idealizado, muito bem atuado. Um filme bastante reflexivo, que vai nos fazer pensar em diferentes camadas de nossas vidas, que vai nos expor à realidades cruas e secas sobre os nossos propósitos e sentidos na vida, que vai nos aflorar sobre nosso existencialismo - realmente um filme para fazermos uma autoavaliação - fantástico! Isso só prova cada vez mais que também temos ótimos filmes e belíssimas obras cinematográficas fora do mundo hollywoodiano, 'A Pior Pessoa do Mundo' está aí para se provar como um ótimo filme do cinema norueguês. [09/04/2022]
    Anderson
    Anderson

    Seguir usuário 3 seguidores Ler as 62 críticas

    4,0
    Enviada em 25 de fevereiro de 2022
    Carros potentes em disparada pelas ruas. Tiros estilhaçando vidros. Explosões. Efeitos visuais e sonoros atordoantes. Não se irá encontrar nada disso neste filme. Apenas diálogos, diálogos e mais diálogos. Entediante? É o oposto mais absoluto disso, mostrando como a vida, no caso pelo menos uma parte dela, pode ser absorvente. A personagem, com representação calcada na simplicidade, vai sendo levada pelos acontecimentos e abandona-se a eles. Trilha sonora maravilhosa, concluída à perfeição durante os créditos com uma canção que nos é muito familiar. São as águas de março fechando o verão da existência, arrastando com elas os paus e pedras que se interpuseram no caminho.
    Anderson
    Anderson

    Seguir usuário Ler as 76 críticas

    4,0
    Enviada em 11 de outubro de 2022
    Carros potentes em disparada pelas ruas. Tiros estilhaçando vidros. Explosões. Efeitos visuais e sonoros atordoantes. Não se irá encontrar nada disso neste filme. Apenas diálogos, diálogos e mais diálogos. Entediante? É o oposto mais absoluto disso, mostrando como a vida, no caso pelo menos uma parte dela, pode ser absorvente. A personagem, com representação calcada na simplicidade, vai sendo levada pelos acontecimentos e abandona-se a eles. Trilha sonora maravilhosa, concluída à perfeição durante os créditos com uma canção que nos é muito familiar. São as águas de março fechando o verão da existência, arrastando com elas os paus e pedras que se interpuseram no caminho.
    ValeAssistir
    ValeAssistir

    Seguir usuário Ler as 36 críticas

    4,0
    Enviada em 11 de setembro de 2022
    O filme consegue prender a atenção de uma maneira honesta, que supera em muito as expectativas. A Pior Pessoa do Mundo é apenas um filme assim, já tendo ganho uma série de prêmios e duas indicações ao Oscar. A protagonista, Julie, é aquela rara mulher complexa, que é tratada aqui como um ser por direito próprio, e não simplesmente como uma protagonista romântica. Ela está procurando por sua própria verdade e ainda não tem as respostas, mas nunca é retratada como errada. Ela pode ser gentil, divertida e egoísta – todos os aspectos de sua personalidade são aceitos, em vez de julgados. Vale assistir.
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