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Diogo Codiceira
26 seguidores
954 críticas
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0,5
Enviada em 22 de agosto de 2026
Inferno na fronteira é um filme de faroeste que contou com a direção e roteiro de Wes Miller. A trama acontece em 1875, onde um caúboi negro Bass Reeves (David Gyasi) torna-se xerife após o juiz concordar o seu merecimento. Porém, os moradores do pequena vilarejo não enxergam com bons olhos um negro como xerife. Para provar o seu valor, Bass é enviado para uma missão que é capturar um perigoso bandido: Dozier (Frank Grillo), como já não bastasse, um homem condenado Storm (Ron Perlman) é enviado para ajudar. Devo dizer que tudo nesse filme é péssimo. Percebemos que o filme ainda flutua diante da ideia muito marcante da década de 2010, de por personagens negros como protagonista em filmes de faroeste. Ideia boa, resgatando algo tirando da realidade cinematografica por décadas, porém nesse filme percebemos que não basta por um negro como protagonista nos filmes desse gênero para garantir um sucesso. Primeiro pq David Gyasi não transmite nenhuma simpatia, ok que seu personagem é muito introspectivo, mas simplesmente a atuação do ator é muito engessada e sinceramente nao torcemos por ele em momento nenhum na trama. Quem ainda tenta salvar o filme é Ron Perlman, com seu personagem mais descontraído. Mas tbn fica limitado com um roteiro pavoroso. A grande problemática que o filme apresenta é de Bass buscar o seu valor em uma missão impossível: capturar vivo ou morto Dozier e Storm vai apenas como seu parceiro de aventura e alguém para ter minimamente um diálogo. O problema é que o filme gasta praticamente 1 hora tentando construir o personagem Bess, como alguém íntegro, valoroso, mas que diante do racismo escancarado nao consegue ascender socialmente em seu meio. O filme até poderia mostrar mais desse racismo sob Bess e sua família com sua mulher e 6 filhos ( que quase nao aparecem, inclusive Bass fala o tempo todo que aceitou tal missão pq precisa alimentar os seus filhos). A ação propriamente dita fica limitada a 2 cenas: uma de confroto inicial , um tipo de cartão de visita entre Dozier e Bass e outro o desfecho disso. Aqui, as cenas mais esperadas deste faroeste fica limitada diante de um produção frajuta. Até o tiro que sai do revólver perde a emoção de tão ruim que é. Diálogos ruins, cenário feito por alunos de ensino médio e um trilha sonora ruim e colocada em momentos inoportunos. É um filme difícil de assistir pela péssima produção e roteiro ruim. Uma pena pois jogaram fora uma história inspirada em fatos reais.
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