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Guilherme de Melo
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102 críticas
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4,0
Enviada em 21 de abril de 2025
Duna: Parte 2 é um espetáculo visual e narrativo que mostra como Denis Villeneuve sabe conduzir uma grandiosidade cinematográfica. Dou nota 4 de 5 porque, apesar de ser uma continuação mais intensa e com ritmo melhor que o primeiro, ainda exige um pouco de paciência — é um filme que se constrói com calma, e isso pode afastar alguns.
A estética é deslumbrante. Cada cena é um quadro, e a trilha sonora de Hans Zimmer mergulha a gente naquele universo árido e ao mesmo tempo místico de Arrakis. A construção do mundo continua impecável, e os elementos políticos e religiosos ganham mais força. A história de Paul Atreides se aprofunda, e a transformação dele em um possível messias é tão fascinante quanto preocupante. A atuação do Timothée Chalamet está muito mais intensa, e a Zendaya finalmente tem um papel mais ativo e relevante na trama. O destaque também vai para os novos personagens, como Feyd-Rautha, que traz um ar mais ameaçador pro lado dos Harkonnen.
O filme tem batalhas épicas, estratégias de guerra, fanatismo, profecias… tudo bem amarrado, mas nunca mastigado. É um filme que exige atenção e entrega. A complexidade política e a crítica ao culto de heróis são muito fortes, e Villeneuve não subestima o público.
O único ponto que me segurou de dar 5 é que, apesar de ser grandioso, ainda carrega uma frieza emocional. É tudo muito bonito e poderoso, mas faltou um pouco mais de calor humano em alguns momentos. Ainda assim, é uma continuação que honra e eleva a história, deixando um baita impacto no final. É cinema feito com ambição e propósito.
Dennis Villeneuve criou um mundo deslumbrante e imersivo, as paisagens os efeitos especiais e o design da produção são excepcionais, a trilha sonora contribue para uma experiência envolvente, e em relação aos personagens eles foram desenvolvidos de uma forma bem complexa, principalmente de Timothee que foi bem executada, o filme explora temas como poder e religião de uma maneira bem inteligente e provocativa
Duna: parte 2 Continuou com a direção do canadense Denis Villeneuve que também se manteve no roteiro junto om Jon Spaihts. O filme foi recentemente indicado ao melhor filme e melhor, melhor fotografia e melhor efeitos visuais, melhor direção de arte e melhor som. Villeneuve segue sendo desafiado a adaptar o roteiro da obra de Frank Hebert, mas nessa sua continuação, se manteve sobre um controle a ponto desta sua continuação ser melhor em diversos aspectos do primeiro filme. Nesse segundo filme, a história continua seguindo os passos de Paul Atreides (Timothée Chalamet) na qual junto com a sua mãe, Jéssica (Rebecca Ferguson) se une a Chani (Zendaya) e aos Fremen enquanto busca vingança contra os conspiradores de sua família. Neste filme percebemos que finalmente Paul se aproxima cada vez mais do seu papel de predestinado e para isso o filme procura (diferente do primeiro) focar além dos conflitos políticos, as questões de crenças dos Fremen (inclusive mostrando uma clara divisão entre os próprios). O filme proporcionou que outros personagens secundários tivessem um maior desenvolvimento e tempo dela, ajudando a enriquecer a história. Mas Villeneuve não descarta Paul que também tem a sua história individual muito bem desenvolvida. Talvez o erro do roteiro foi procurar resolver problemas políticos e religiosos de forma simplista, deixando a guerra com um grande trunfo para o final. Apesar do filme ser longo,percebe-se que existiu um “sacrifício” de personagens importantes como o Barão Harkonnen (Stellan Skarsgard) e poucas cenas de Feyd-Rautha (Austin Butler) que poderiam ser melhores apresentadas. Até mesmo porque estamos falando do vilão deste filme. Se a primeira parte foi lenta, a segunda foi ágil e mais agradável ao grande público.
Outra vez, eles enrolam e enrolam para acontecer algo, filme maçante, falam tanto desse filme, tomara que o livro seja mesmo bom porque nós dois filmes só teve enrolação.
"Duna: Parte 2" (2024), dirigido por Denis Villeneuve, foi amplamente aclamado por sua espetacular execução visual e pela profundidade emocional dos personagens, expandindo ainda mais o vasto universo de Frank Herbert. O filme foi comparado a clássicos épicos, como "Lawrence da Arábia" e "O Império Contra-Ataca", por sua narrativa grandiosa e impactante.
Timothée Chalamet, interpretando Paul Atreides, brilha na continuação de sua jornada, com um conflito interno marcado pela aceitação de seu destino trágico. Sua performance, carregada de nuances, traz uma nova abordagem para o arquétipo do "escolhido", tornando sua luta interna cativante e complexa. Zendaya, como Chani, também tem mais espaço para brilhar, trazendo um peso emocional à trama, enquanto Austin Butler, como Feyd-Rautha, se destaca como um vilão magnético, com uma interpretação intensa e intrigante.
O ritmo do filme, apesar de muitas vezes mais contemplativo e lento, permite que momentos de reflexão se alternem com sequências de ação, enriquecendo a compreensão dos personagens. No entanto, algumas cenas emocionais poderiam ter sido mais profundas se tivessem mais tempo para se desenvolver, especialmente no caso de Chani.
Visualmente, "Duna: Parte 2" mantém o impressionante trabalho de design e construção de mundo que caracterizou o primeiro filme, com cenas deslumbrantes, como a sequência de montaria nos vermes de areia, e uma imersão profunda no universo criado. A cinematografia e o design de som desempenham um papel essencial, tornando a experiência cinematográfica ainda mais inesquecível.
Apesar de alguns elementos que podem parecer apressados ou repetitivos, o filme consegue corresponder às expectativas criadas pela primeira parte, consolidando-se como uma das maiores obras de ficção científica de 2024.
Direção conseguiu corrigir e equilibrar sonolência do filme anterior,entre bons conflitos e boas batalhas .Deixando o espectador ansioso para terceira parte!
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