A proposta do filme Zona árida é boa: revisitar um intercâmbio feito pela diretora do filme na cidade americana de Mesa anos depois. A diretora conseguiu reunir várias entrevistas interessantes e algumas fotos legais. O problema do documentário é o tom vitimista que a diretora assume desde o início. É como se todas as situações ruins que ela passou tivessem ocorrido devido ao fato de ser uma imigrante latina nos EUA. O tom das entrevistas, as informações dadas ao espectador, os dados. É tudo tão tendencioso que até uma situação envolvendo a polícia foi apresentada de forma rápida e superficial, sem entrevistas e sem detalhes que pudessem mostrar ao espectador um outro lado do que de fato ocorreu. Uma pena que um documentário com uma proposta legal tenha enveredado para um lado político.